2012

Por Eduardo Abrantes (17/03/2010) // 1 comentário

2012 (Idem, EUA, 2009). Direção: Direção: Roland Emmerich. Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser. Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover, Thomas McCarthy. Ficção científica. 158 min. (Cor).

O fim do mundo é sempre um assunto que gera muita discussão e polêmica, o que acaba virando uma receita extremamente atrativa para um filme hollywoodiano. Aproveitando a profecia maia que prevê o apocalipse para 2012 (pelo pouco que sei sobre o assunto em 2012 não ocorreria necessariamente uma extinção da humanidade, mas sim grandes transformações, só que, ora bolas, apocalipse é muito mais rentável do que “transformações”) nada mais propício do que realizar um filme sobre o tema antes que a catástrofe ocorra.

Atrama de “2012″ começa em 2009, quando cientistas na Índia descobrem uma falha no núcleo da Terra que dará origem a grandes terremotos e, consequentemente, à destruição do planeta todo. Agora a corrida dos governos ao redor do mundo é para vender passagens para as “Arcas”, que são grandes veículos marítimos com a missão de resguardar os seres vivos para evitar sua total extinção. O detalhe principal é que o preço da passagem para uma das Arcas custa a bagatela de um bilhão de euros.

Acredito que algo desse tipo realmente possa acontecer caso a profecia maia venha a se confirmar, pois até no apocalipse o ser humano será capaz da mesquinharia e de pensar apenas no próprio benefício. E sendo assim, tenho a certeza de que eu não sobreviverei caso o fim dos tempos seja mesmo em 2012.

2012_5A obra destaca dois personagens: Jackson Curtis (John Cusack, de “Alta Fidelidade”, protagonizando seu primeiro filme escancaradamente comercial), um motorista de limusine e ex-escritor, e sua família, que tentam durante o tempo inteiro chegar até a China, onde as Arcas estão; e Charlie Frost (Wood Harrelson), um lunático radialista que há anos tenta alertar a população sobre o fim do mundo. O segundo é o toque cômico do longa.

Os efeitos especiais formam, logicamente, o grande atrativo, muito bem feitos e criando uma visão aterrorizante e real da tragédia (cortesia da experiência do diretor Roland Emmerich, de “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã” e dos mega orçamento de US$ 200 milhões). Algumas cenas chegam a ser exageradamente extensas e até desnecessárias como a primeira fuga da família para o aeroporto, onde é mostrada a cidade sendo arrasada por um terremoto, mas as habilidades de Jackson ao volante conseguem levar a todos praticamente ilesos ao seu destino.

“2012” é um filme extremamente bem feito, e chato. A duração de quase três horas é algo determinante para torná-lo enfadonho, pois muitas cenas poderiam ser facilmente eliminadas, deixando-o mais dinâmico. É o típico caso em que os trailers são muito melhores que o próprio filme.

PS: O Cristo Redentor, como pôde ser conferido em imagens de divulgação do filme, aparece despencando numa reportagem de TV, com imagens cedidas pelo canal… Globo News!
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Lançamento em DVD e Blu-Ray para locação no Brasil: Semana entre 15 e 21/03/2010.

Configurações do DVD: Menu interativo; Seleção de cenas; Comentários; “Roland Emmerich: O Mestre do Épico Moderno”; Cenas Inéditas; Final Alternativo; Trailers; Formato de Tela: Widescreen; Áudio: Dolby Digital 5.1 (Inglês, Espanhol e Português); Legendas: Inglês, Espanhol e Português.

Configurações do Blu-ray: Menu interativo; Seleção de cenas; Calendário Maia Interativo; “Mistérios do Calendário Maia”; Comentários; Picture-in-Picture; “A Visão de Roland”; “Planejando o Fim do Mundo”; “Roland Emmerich: O Mestre do Épico Moderno”; “O Fim do Mundo: A Perspectiva dos Atores”; “A Ciência por Trás da Destruição”; Cenas Inéditas; Making Of; Billy Connolly e Troy Duffy: Sem Edição; Trailers; Trailers; Formato de Tela: Widescreen; Áudio: Dolby Digital 5.1 (Inglês, Espanhol e Português); Legendas: Inglês, Espanhol e Português.

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1 Comentário
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  1. Um detalhe para a cena do Cristo despencando Rio a baixo. Esta cena aparece nitidamente elencada no filme onde os atores principis a assistem embasbacados ,mas nao proferem um sequer comentario. Tive a impressão, baseado no descaramento comercial do filme, que para cada principal cidade do mundo existe uma cena dessa: o Big Bang despencando, a Torre Eiffel caindo, sendo exibido para os seus respectivos paises. Esta cena é visivelmente aclopada no filme trazendo a superficialidade de uma montagem bem meia boca em comparação ao espetáculo catastrofico de “2012″.

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