Oscar 2010 – Análise
Por Waldemar Lopes (09/02/2010) // 2 comentáriosNão parece que foi ontem quando fazíamos apostas sobre o filme que seria o grande vencedor do Oscar, “Benjamin Button” ou “Quem quer ser um milionário”? Bem, o vencedor foi o pequeno filme independente, mas campeoníssimo de bilheteria, “Milionário”, e não a mega produção com Brad Pitt, que tinha o maior número de indicações.
Este ano, o confronto está entre a elogiada megaprodução “Avatar”, campeoníssima de bilheteria, e o pequeno, independente e fracasso de bilheteria, mas sucesso de crítica, “Guerra ao Terror”, cada um com nove indicações. O fato de a Academia ter novamente indicado 10 filmes, como era até a vitória de “Casablanca”, em 1943, não fez muita diferença, pois todos os outros finalistas têm poucas chances de fazer sombra a esses dois.
Tanto “Avatar” como “Guerra ao Terror” têm muito a favor, como também contra, na corrida para o Oscar de filme do ano. Lembremos que recentemente a Academia de Hollywood tem evitado o termo “melhor”, e usado “outstanding” para as categorias.
Contra “Avatar” pesam o sucesso de James Cameron e os 11 Oscars de “Titanic”. Vão querer premiá-lo novamente e ouví-lo gritar “Eu sou o rei do univeeeeeeerso!”? A seu favor contam o enorme êxito de bilheteria de “Avatar” – um novo recorde -, a inovação tecnológica, o respeito de grande parte da mídia especializada, a subleitura crítica em relação às invasões do governo Bush e seu descaso com o meio ambiente, o hiato de 12 anos depois de “Titanic” e a cor azul do povo Na’vi, que já deu sorte ao “Braveheart” (“Coração Valente”) de Mel Gibson, que usou o mesmo tom no rosto (risos).
Já “Guerra ao Terror” tem contra si o fracasso de bilheteria, o tema da guerra do Iraque – um baixo astral para o já por baixo povo americano -, o lançamento em DVD no ano passado e a direção de uma mulher, Kathryn Bigelow, um poço de talento e ironicamente, ex-mulher de Cameron! Nunca o Oscar premiou um fracasso de bilheteria, nem um filme dirigido por uma mulher – aliás, essa é apenas a 4ª vez que uma mulher é indicada à categoria – Lina Wertmüller, por “Pasqualino Sete Belezas”; Jane Campion, por “O Piano”; e Sophia Coppola, por “Encontros e Desencontros”, foram as outras três – de Direção. Também o filme acaba de ser premiado pelos produtores, o que é um mau presságio, pois tradicionalmente os favoritos dos produtores geralmente perdem o Oscar. Ou seja, se “Guerra ao Terror” vencer o Oscar, vai ser uma enxurrada de quebras de tabus na história da premiação. Observemos como as campanhas e a repercussão influenciarão os votantes.
Entre os atores, alguns tiveram a 1ª indicação de suas carreiras. A mais notável é a do veterano Christopher Plummer, aos 80 anos, um grande ator, conhecido do público como o capitão Von Trapp do clássico “A Noviça Rebelde”. A igualmente grande Meryl Streep se consolida como a atriz com mais indicações de todos os tempos (16) e também como a mais derrotada (risos), mas não a mais premiada, que continua sendo a extraordinária Katherine Hepburn, com insuperáveis quatro Oscars de Melhor Atriz.
Penélope Cruz conseguiu mais uma indicação, e consecutiva, como coadjuvante em “Nine”, mas prejudicou Marion Cotillard, que a merecia mais.
Todavia, nada parece que vai tirar o Oscar de Sandra Bullock, a simpática e linda atriz do ano pelo drama “Um Sonho Possível”, e de Mo’nique, a coadjuvante de “Preciosa” que arrepia como uma mãe que ninguém gostaria de ter.
Quanto intérpretes do sexo masculino, é um consenso que vença o sensível Jeff Bridges, arrasando como um cantor country por baixo em “Coração Louco” (Robert Duvall ganhou o seu Oscar por um papel parecido em “Tender Mercies – A Força do Carinho”) e o impressionante Christoph Waltz, coadjuvante inesquecível que rouba a cena no maravilhoso “Bastardos Inglórios”.
Falando em “Bastardos”, espero que Tarantino leve uma estatueta por Roteiro Original, se não puder levar o de Diretor!
“Avatar” deve vencer várias de suas indicações, como Efeitos Visuais, Som, Edição de Som, Cinematografia, Direção de Arte, Edição. O gosto por filmes de época pode dar um Oscar de figurino para “The Young Victoria”, mas seria uma grande ironia “Coco Antes de Chanel” perder.
Será difícil não premiarem “Up – Altas Aventuras” como Melhor Animação.
Resumindo: sobra muito pouco para bons filmes como “Amor Sem Escalas”, “Educação”, “A Última Estação” e “Preciosa”, num ano em que “Avatar” detonou! Vamos todos estudar Na’vi para entender alguns dos discursos na noite de entrega do prêmio, que será em 7 de março.
Gostaria de convidar todos para minha palestra Oscar 2010, que vai se realizar na Associação dos Médicos de Santos, em 5 de março, sexta feira, às 18h (em português) e às 20h (em inglês). Entrada : um quilo de alimento para ser doado à Casa João Paulo II e à ACAUSA .





lindo os filems adoro bjs
Acho que na verdade o fiasco em si é o Oscar, por favor eleger aquela porcaria de Guerra ao Terror, como melhor filme, acho que o pessoal da acadêmia são todos adeptos de Bush, já vi filmes melhores de Guerra, como : Os Gritos do Silêncio, Platoon, Nascido Para Matar (Full Metal Jacket), então não me venham falar que essa droga é um otímo filme