Sex Drive – Rumo ao Sexo
Por André Azenha (16/10/2009) // Comente
Sex Drive – Rumo ao Sexo (Sex Drive, EUA, 2008). Direção: Sean Anders. Roteiro: Sean Anders e John Morris. Elenco: Josh Zuckerman, Amanda Crew, Clark Duke, James Marsden, Seth Green, Alice Greczyn, Katrina Bowden, Charlie McDermott. Comédia. 109 min. (Cor).
Filmes sobre a perda da virgindade volta e meia dão as caras no cinema. Os “Nerds”, nos anos 80, “American Pie” na década passada, e mais recentemente “Superbad – É Hoje” são bons exemplos disso. Mas eis que, por mais que o tema sempre ressurja, há sempre uma platéia sedenta por historias assim. E outra produção chegou aos cinemas para fazer a alegria da garota. “Sex Drive – Rumo ao Sexo”, tem até um roteiro furado, mas quebra alguns clichês sobre tramas juvenis e une a comédia adolescente ao road movie, dois gêneros cinematográficos geralmente cativantes.
Ian (Josh Zuckerman) é um garoto tímido, camarada de Lance (Clarke Duke, amigo na vida real de Michael Cera, de “Juno” e “Superbad”), o cara mais popular da escola. Graças á amizade, o primeiro tem todas as chances de transar com meninas fáceis, descerebradas, mas fisicamente maravilhosas. Porém ele costuma se interessar por garotas que não curtem seu jeito de ser. No entanto, o protagonista tem como objetivo conquistar uma bela jovem que conheceu pela internet (quando fingiu ser diferente, fortão, etc). Ele não está apaixonado, e busca somente o mesmo sexo que rejeitou na festa dada pelo seu amigo. Porém a menina da web mora do outro lado do estado, e junto de sua “melhor amiga” Felicia (conseguiu prever algo no destino dos dois?), interpretada por Amanda Crew, e Lance, o rapaz parte pela estrada usando o carro do seu irmão (James Marsden, da trilogia “X-Men” e “Encantada“).

Se o roteiro co-escrito por Sean Anders não tem um dos sentidos mais plausíveis (pra quê cruzar o estado em busca de algo que há pertinho de casa?), o cineasta demonstra conhecimento de causa na direção. E depois que o trio cai na estrada, situações hilariantes acontecem e o elenco mostra química e carisma. Josh encarna direitinho o papel de jovem deslocado, Amanda Crew é charmosa e Clarke Duke vive o conhecido “gordinho gente fina”. Porém, para o bem do filme, este último não é um nerd, mas “o cara” da escola, quebrando estereótipos nesse tipo de produção. James Marsden também surge engraçado na pele de um homofóbico e guarda uma surpresa para o fim da projeção. E há ainda Seth Green encarnando um amish (membro de um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá) passivo-agressivo, um coadjuvante que merecia mais espaço.
Logicamente não faltam situações absurdas (atenção para o “donut”), sexo e seios à mostra, fatores sempre presentes em comédias adolescentes e que não enjoam seu público. Ao contrário de produções atuais de caráter nostálgico, que fazem adultos lembrarem seus anos de puberdade, “Sex Drive” é um veículo para jovens atuais. Um filme divertido e despretensioso que acerta ao não ser longo demais e não possui exageros. Vale a conferida.
8,0