Trama Internacional
Por Ricardo Prado (09/10/2009) // Comente
Trama Internacional (The Internatinal, EUA / Alemanha / Inglaterra, 2009). Direção: Tom Tykwer. Roteiro: Eric Singer. Elenco: Clive Owen, Naomi Watts, Armin Mueller-Stahl, Jack McGee, Angelina Aucello, Ulrich Thomsen, Brian F. O’Byrne, Patrick Baladi, Remy Auberjonois, Victor Slezak, Ty Jones, Luca Calvani, Luca Barbareschi, Amy Kwolek. Suspense. 118 min. (Cor).
“Trama Internacional” mostra a investigação por trás de um grande banco, suspeito de financiar guerras e manter o monopólio na distribuição de armamentos. Os agentes Salinger (Clive Owen) e Eleanor (Naomi Watts) tentam compreender a complicada teia de colaboradores desse império, enquanto lutam para escapar de ciladas e armações. Nada disso importa, porém, já que o resultado é um filme chato. Não deve causar sono, mas passa aquela impressão de que muito mais poderia ser feito. Em vez disso, gasta-se tempo com o dispensável.
Clive Owen está bem, reflete de forma ótima um personagem abatido e acabado. Naomi Watts está gordinha, mas também sofre de falta de história. A grande qualidade de “Trama Internacional” são as locações. Tem Berlim, Istambul, Milão, Nova York (a cena do tiroteio no museu Guggenheim, recriado para o filme, que inclusive está no pôster, é antológica), entre outros lugares.
O problema é o roteiro, sustentado apenas pela noção de que uma grande corporação está com planos malignos e dois Davis tem que enfrentar esse Golias. Nessa perseguição acontecem assassinatos, armações e revelações que, francamente, só ajudam a manter o espectador longe do dificilmente evitável sono. Os personagens não se desenvolvem, não têm história, são praticamente transeuntes.
Dirigido por Tom Tykwer (de “Corra, Lola, Corra” e “Perfume – A História de um Assassino”), “Trama Internacional” é baseado no caso real do Bank of Credit and Commerce International, que se dissolveu em 1991 após se ter descoberto suas ligações com terrorismo e tráfico de armas. Mas “Trama Internacional” não ensina nada sobre escândalo nenhum, muito menos entretém.
6,0