Presságio
Por André Azenha (21/09/2009) // ComentePor: Ricardo Prado
Presságio (Knowing, EUA, 2009). Direção: Alex Proyas. Roteiro: Ryne Douglas Pearson, Juliet Snowden, Stiles White. Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Adrienne Pickering, Nadia Townsend, Ben Mendelsohn, Chandler Canterbury, Terry Camilleri, Angie Diaz, Sally Anne Arnott, Liam Hemsworth, Lara Robinson, Anna Anderson. Suspense. 121 min. (Cor).
7,0
“Presságio” é melhor do que aparenta. Normalmente esse tipo de filme é péssimo, mas este até que é interessante. Os diálogos e recursos de roteiro usados em todo filme semelhante estão aí, mas alguns elementos de “Presságio” fazem dele um filme que merece uma chance.
A história começa em 1959, com uma escola enterrando a sua “cápsula do tempo” cheia de desenhos do que os alunos da época imaginavam que seria o futuro. Cinqüenta anos depois, ela é aberta. Para a surpresa do professor John Koestler (Nicolas Cage), um dos desenhos contém uma série de números. Ele logo percebe que se trata de datas e coordenadas de diversos desastres da história. Exceto por alguns que ainda não aconteceram.

Sim, predestinação, acaso, etc. Essas questões ficam no ar. O que move “Presságio” durante dois terços de sua metragem é suspense puro, para criar tensão, mesmo. Depois, torna-se um autêntico filme de ficção científica. Na primeira parte, não há sustos. O mais sinistro é como os desastres vão sendo descobertos e acabam acontecendo, não importa o que John faça.
Nunca gostei do ator Nicolas Cage, que até recentemente conseguia unir sua falta de talento com filmes igualmente ruins. Em “Presságio”, ele não chega a comprometer o filme, mas chega perto. Não sai do mesmo tom, mas isso é reclamação antiga. Também está no elenco Rose Byrne (da série “Damages”), que faz uma mocinha também de uma nota só.
Existem várias referências à Bíblia, algumas até que apontam John como um possível Jesus Cristo, como anunciador de um desastre iminente. Dizer mais é revelar algumas das surpresas que o filme reserva, que certamente vão irritar alguns. Finais assim sempre irritam alguém. O fato é que “Presságio” merece ao menos uma chance. Não é sempre que um filme desse tipo, com essa premissa, acaba se tornando no mínimo interessante.
