17 Outra Vez
Por André Azenha (11/09/2009) // 1 comentárioPor Ricardo Prado
17 Outra Vez (17 Again, EUA, 2009). Direção: Burr Steers. Roteiro: Jason Filardi. Elenco: Zac Efron, Matthew Perry, Leslie Mann, Thomas Lennon, Tyler Steelman, Allison Miller, Michelle Trachtenberg. Comédia. 102 min. (Cor).
7,5
Acabei me surpreendendo com “17 Outra Vez”. Até porque seu início é exatamente idêntico ao início de inúmeros outros filmes com a temática semelhante: garoto popular em um jogo de basquete decisivo na escola, quando se vê tendo que fazer uma escolha difícil. O roteiro de “17 Outra Vez” não é a última maravilha do mundo, mas, aliado a um bom elenco, consegue contar uma história até um pouco estranha, mas interessante.
Durante o tal jogo de basquete, o jovem Mike O’Donnell (Zac Efron – de “High School Musical” – competente, mas discreto demais para quem chama tanta atenção de fãs e revistas de fofoca) é chamado para um canto pela namorada, Scarlett (Leslie Mann, um tanto inexpressiva, apesar de aparecer bastante). Ela conta ao rapaz que está grávida. Ao mesmo tempo, aquele jogo é decisivo, já que examinadores de uma universidade estão lá para avaliar o desempenho de Mike. Ele volta para a quadra, mas larga a bola para ir atrás de Scarlett, tomando uma decisão da qual, anos depois, iria se arrepender. Como um adulto (Matthew Perry, ou Chandler Bing), é um verdadeiro fracassado, com Scarlett querendo se divorciar dele e os filhos distantes.
Festival de clichês, é claro. Através de uma experiência surreal com um faxineiro, Mike volta a ter dezessete anos, e vê isso como uma forma de corrigir seus erros do passado. Só que ele não voltou no tempo, só ficou mais novo. Tudo parece meio confuso, mas logo deixará de ser para se tornar esquisito, quando Mike tenta se aproximar dos filhos. O filho é saco de pancadas na escola, e a filha está namorando um autêntico “bully”. Ao mesmo tempo, Mike tenta reconquistar a mulher, mesmo estando no corpo de um jovem.
“17 Outra Vez” é uma diversão sem grandes pretensões, já que não tenta ser muita coisa ao mesmo tempo. Mesmo o seu aspecto ficção científica, com a transformação de Mike, não perde espaço para a comédia (familiar, é importante destacar), com o pai aprendendo a se reaproximar dos filhos, mesmo que tendo a mesma idade deles. Vale a pena, sim.
Conteúdo relaconado:

CARA O ZAC TA MUITO GATO NESSE FILME QUER DIZER ELE É LINDO EM TODOS OS SENTIDOS