B13 – Ultimato

Por André Azenha (04/09/2009) // Comente

Por André Azenha

b13B13 – Ultimato (Banlieue 13 – Ultimatum, França, 2009). Direção: Patrick Alessandrin. Roteiro: Luc Besson. Elenco: David Belle, Cyril Raffaelli, Philippe Torreton, Daniel Duval, Elodie Yung. Ação / Policial. 101 min. (Cor).

Em 2004 um filme francês, escrito e produzido por Luc Besson (“Nikita”) virou cult  ao juntar trama futurista, ritmo de videoclipe e pakour, aquele esporte radical urbano com filosofia de vida e arte marcial. “B13 – 13º Distrito” mostrava uma Paris completamente diferente daquela que costumamos ver no cinema. Caótica, mergulhada em caos e o com seus bairros mais perigosos isolados pelo governo.

Eis que agora chega a continuação. “B13 – Ultimato”, lançado diretamente em home vídeo por aqui, também é escrito e produzido por Besson. O roteiro mantém os personagens principais e aumenta a dose dos elementos que fizeram o sucesso do primeiro filme.

A trama se passa dois anos após os eventos do original. Os personagens Leito (David Belle) e Damien (Cyril Raffaelli) precisam se juntar novamente para acabar com uma conspiração encabeçada por uma tropa de elite da polícia, que pretende “limpar” Paris para depois tomar o poder do país.

É pauleira do início ao fim e lembra um videoclipe de rock pesado. Fãs de filmes de ação irão vibrar com as cenas de luta (Cyril Raffaelli pode ser considerado o Jackie Chan francês, só que tem cara e corpo de bailarino) e perseguição pelas ruas de Paris (principalmente quando David Belle, um dos fundadores do pakour, pula de prédio em prédio ao fugir da polícia).

Novamente, a Torre Eiffel que aparece na tela não é a dos cartões postais. A Paris futurista de “B13” tem policiais vestidos de preto, que entram na favela para exterminar os bandidos, no melhor jeitão “Tropa de Elite”. Tudo ao som de um batidão forte, numa periferia dividida em guetos. É lá que foram alojados todos os tipos de minoria (negros, asiáticos, árabes, etc), enquanto a elite francesa vive no centro.

Trata-se de uma crítica à intolerância, que tem radicalizado a questão étnica na França, mostrando o que pode acontecer num futuro não tão distante. Mas feita com concepção de entretenimento. Não dá nem para pensar no meio da correria alucinante da produção, que também serve para mostrar que o cinema francês não é feito apenas por fitas “de arte” demoradas.

7,0

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