Eu te Amo, Cara

Por André Azenha (14/08/2009) // Comente

Por Ricardo Prado

euteamocaraEu te Amo, Cara (I Love You, Man, EUA, 2009). Direção: John Hamburg. Roteiro: John Hamburg, Donald De Line. Elenco: Paul Rudd, Jason Segel, Rashida Jones, Jon Favreau, Carla Gallo Lou Ferrigno, Liz Cackowski, Vitaliy Versace, Aaron D. Spears, Sonia Laszlo. Comédia. 105 min. (Cor).

Por mais que diversos filmes se dediquem a explorar uma forte amizade entre dois homens, sejam filmes policiais com dois parceiros como protagonistas ou os recentes “junkie movies”, nunca nenhum havia se concentrado no ato de sair por aí atrás de um amigo, conquistá-lo e conviver com ele. E “Eu te Amo, Cara” faz disso a sua fonte de humor, o quão parecido isso é com um namoro, só que mais difícil, porque não existem regras explícitas sobre esse tipo de relacionamento. Com um bom elenco, “Eu te Amo, Cara” faz parte de uma boa safra de recentes comédias de qualidade.

O protagonista é Peter Klaven (Paul Rudd), que está noivo de Zooey (Rashida Jones, que esteve em “The Office” e agora trabalha na nova série “Parks and Recreations”), mas percebe que não tem nenhum amigo próximo para convidar para ser seu padrinho de casamento. Ele começa a ficar preocupado, e vai em busca de um melhor amigo. Depois de fracasso atrás de fracasso, conhece por acidente o cara-de-pau Sydney (Jason Segel, de “Ressaca de Amor” e do seriado “How I Met Your Mother”), com quem irá construir uma bonita amizade.

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O bom elenco contribui em cheio para a qualidade de “Eu te Amo, Cara”. O protagonista, Paul Rudd, já teve papéis de coadjuvante em diversas outras comédias, e finalmente recebe o espaço sob o holofote que merece. Gostei também de ver a gracinha Rashida Jones, que deixou saudades depois que saiu de “The Office”, onde interpretava Karen. Jason Segel, curiosamente, faz um papel completamente oposto ao de “How I Met Your Mother”, mas permanece como um grandalhão com coração.

“Eu te Amo, Cara” tem estrutura de comédia romântica, apesar de os personagens principais serem homens, e não homossexuais. É uma saudável renovação no gênero, principalmente porque não apela para recursos crassos, dos quais os amantes do bom cinema já estão bem cansados. Não deixe de ver.

8,5

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