Batman Dead End

Por André Azenha (07/08/2009) // Comente

Por André Azenha

batman_dead_end_cartazBatman Dead End (Idem, EUA, 2003). Direção e roteiro: Sandy Collora. Elenco: Clark Bartram, Andrew Koenig, Kurt Carley, Jake McKinnon. Ação / Crime / Fantasia. 8 min. (Cor).

Para muitos dos fãs de Batman, até o filme que reiniciou a franquia do personagem no cinema, dirigido por Christopher Nolan, e lançado em 2005, a melhor adaptação do homem-morcego para as telas não foram os filmes de Tim Burton, como você deve estar pensando.

Na Comic-con, tradicional feira anual de gibis que acontece em São Diego, na Califórnia, e que se tornou o termômetro preferido dos grandes estúdios que investem em filmes adaptados dos quadrinhos, visando anteceder o potencial de público de produções como “Homem de Ferro” e “Watchmen – O Filme”, em 2003, um curta-metragem virou sensação. A sessão do filme, que estava marcada para um auditório com 250 lugares, acabou sendo transferida para um local bem maior para conseguir acomodar as cinco mil pessoas que geraram uma fila gigantesca.

Surpresa para a organização e o diretor e roteirista de “Batman Dead End”, o até então pouco conhecido do grande público Sandy Collora, mas que já possuía uma carreira bastante respeitável, tendo realizado o cultuado curta-metragem “Solomon Bernstein’s Bathroom” (feito pela produtora que ele abriu em 1999, Montauk Films) e   trabalhado nos storyboards e na arte de longas como “Robocop 2”, “O Predador 2”, “Jurassic Park”, “O Corvo”, “Homens de Preto” e “Dogma”.

“Batman Dead End” foi realizado sem a permissão da Warner Bros, detentora dos direitos oficiais para a concepção de filmes baseados nas HQs do herói da DC Comics, e em seus oito minutos mostra que era possível, sim, criar uma trama cinematográfica que se aproximasse do tom sombrio e soturno das melhores estórias do Cavaleiro das Trevas, colocando Batman (Clark Bartram) frente a frente com seu maior inimigo, o Coringa (Andrew Koenig), e trazendo para o universo do personagem duas figuras conhecidas dos fãs de terror e que já haviam figurado em gibis do homem-morcego: Alien  (Jake McKinnon) e o Predador (Kurt Carley).

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Collora, que além de dirigir e escrever, produziu, foi câmera e diretor de arte na obra, mostrou ser um profundo conhecedor e amante das histórias em quadrinhos, dando ao protagonista um visual decente, fugindo ao Batman pançudo dos anos 60, e das versões que utilizaram uniformes mais próximos de armaduras, de Burton e Joel Schumacher, e levando ao público tudo o que uma trama protagonizada por Batman deve ter: visual quase noir, lutas sem maiores pirotecnias, efeitos visuais convincentes, um Coringa insano e bons diálogos.

A repercussão na Comic-com e posteriormente na internet, mais um curta no formato de trailer (“World’s Finest”, 2004), que reúne Batman e Superman, levaram pessoas nos quatro cantos do planeta a perguntarem por que o cineasta não era escolhido para dirigir produções inspiradas nas HQs.

Acima de tudo, “Batman Dead End” é a prova de como um curta-metragem, feito sem maiores pretensões, pode catapultar o nome de um profissional apaixonado pela sétima arte.

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9,0Assista Superman & Batman (Word’s Finest)

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