Quem Quer Ser um Milionário?
Por Ricardo Prado (15/06/2009) // Comente
Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido/Índia, 2008). Direção: Danny Boyle. Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup. Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Mahesh Manjrekar, Sanchita Couhdary. Drama. 120 min. (Cor).
Caiu no gosto da temporada de premiações (levando, inclusive, nada menos que oito estatuetas para casa: Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia, Trilha Sonora, Montagem, Som e Canção) esta produção conjunta entre Inglaterra e Índia, que conta a história de um garoto que concorre no programa “Who Wants to be a Millionaire?” (no Brasil adaptado por Silvio Santos como “Show do Milhão”) e, de tanto acertar, é preso e torturado por suspeitas de trapaça. O filme se desenrola em linhas temporais paralelas: ao mesmo tempo em que é interrogado pelos carrascos e conta sua vida, também assistimos ao programa, em que ele vai acertando uma pergunta atrás da outra sem pestanejar. Dirigido por Danny Boyle (que contou com o auxílio de uma co-diretora localizada na Índia, Loveleen Tandan), “Quem Quer Ser um Milionário?” é, talvez, o maior acerto de sua carreira. Não que “Transpotting”, “Shunshine – Alerta Solar” ou “Caídos do Céu” não tenham qualidade, mas nunca reuniram tantos elementos positivos como este. Vale também apontar como é saudável ter um filme independente participando destes prêmios: até já está sendo chamado de “Pequena Miss Sunshine” deste ano.
No papel do jovem concorrente do programa Jamal Malik está Dev Patel, que, simplesmente, está em seu primeiro papel no cinema. Ele é um personagem recorrente na série britânica “Skins”, onde chamou a atenção da produção de “Quem Quer Ser um Milionário?”. O resto do elenco, salvo raras exceções, também está em seu primeiro longa-metragem. E nem se percebe isso. O trabalho conjunto de atores e direção consegue conduzir bem a história, apesar de ser um tanto fragmentada em alguns momentos.
“Quem Quer Ser um Milionário?” tem um pouco de tudo: romance, thriller, drama… É editado da forma que Danny Boyle é conhecido por trabalhar, com movimentos de câmera rápidos, cores quentes e vibrantes, além dos cortes nervosos, que jogam o espectador no meio da ação. É um dos filmes mais diferentes a surgirem no campo independente, que anda um pouco sem idéias.
9,0
