Entre Lençóis

Por André Azenha (21/05/2009) // Comente

Por: Ricardo Prado

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Entre Lençóis (Idem, Brasil, 2008).Direção: Gustavo Nieto Roa. Roteiro: Rene Belmonte. Elenco: Reynaldo Gianecchini, Paola Oliveira. Drama. 88 min. (Cor).

5,0

Pelas fotos de divulgação, o público já sabia o que esperar: Reynaldo Gianecchini pelado, Paola Oliveira pelada. Mas quem fosse até o cinema só para isso iria se irritar profundamente. As cenas de sexo estão lá, mas são coadjuvantes perto das seqüências de diálogos, alguns fúteis, outros até interessantes, travados entre os dois completos desconhecidos que se conheceram em uma balada. Baseado no longa chileno “En La Cama”, de Matías Bize, “Entre Lençóis” confunde a interação do casal. Várias das situações parecem forçadas demais, algo que não ocorria no original.

O grande problema é que fica nítido demais o que o roteirista (Rene Belmonte, que escreveria depois “Se Eu Fosse Você 2″) tentou fazer: uma longa faixa de diálogos sobre relação e curtos segmentos de sexo. Se o espectador consegue ver o filme dessa forma mapeada, é que as coisas estão forçadas demais, delimitadas demais. Em um filme com tão pouca ação, era necessária muito mais naturalidade. Do roteiro, não do elenco.

entreum

Gianecchini e Paola são o melhor do filme. Há química entre os dois, e eles aproveitam muito isso. Não se deve esquecer o fato de que este filme é um grande desafio para os dois, até então acostumados a ser parte de um grande elenco, agora são os únicos atores de um filme de uma hora e meia. É um ponto positivo até maior para Gianecchini, que já tinha boas incursões no cinema e, com “Entre Lençóis”, renova sua presença.

“Entre Lençóis” foi feito com boas intenções, mas devem ter chegado com muita sede ao pote. O diretor colombiano Gustavo Nieto Roa tem um histórico de filmes eróticos, com influências nítidas. Vai deixar feliz quem quiser ver Gianecchini ou Paola inteiros. Mas esses não vão gostar muito de toda a “falação”.

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