007 – Cassino Royale
Por André Azenha (13/02/2009) // ComentePor: André Azenha
007 – Cassino Royale (Casino Royale, EUA / Inglaterra / República Tcheca , 2006). Direção: Martin Campbell. Roteiro: Neal Purvis e Robert Wade, baseado em livro de Ian Fleming. Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench, Jeffrey Wright, Mads Mikkelsen. Aventura / Ação / Espionagem. (Cor).
9,0
Esqueça a versão cinematográfica de 1967, uma espécie de paródia (disponível em DVD). “007 – Cassino Royale” representa o recomeço de uma franquia que até esta produção estava em queda livre, culminando no péssimo “007 – Um Novo Dia para Morrer” (2002).
Embora já tivesse trabalhado na série (“007 Contra Goldeneye”, 1995), o diretor Martin Campbel radicalizou. Aposentou o James Bond charmoso de Pierce Brosnan e as cenas de foguetes e lasers para dar lugar a cenas verossímeis de ação e principalmente a um espião truculento, sem medo de sangrar, interpretado por Daniel Craig. O ator é um anti-galã baixinho e orelhudo, mas esbanja músculos e testosterona (sem deixar de lado a inteligência acima da média inerente ao personagem) e vestiu como ninguém o smoking de Bond – dá para perceber claramente a influência de “Identidade Bournde”, que revolucionou os filmes de espionagem.
O reinício da trajetória do personagem nos cinemas foi total, pois o filme apresenta a primeira aventura do agente, a partir do momento em que vira um “00″ (espião com licença para matar). É a missão clássica do livro em que Ian Flemming estréia James Bond: derrotar o banqueiro de organizações terroristas LeChifre (Mads Mikkelsen) num jogo de pôquer, que ocorre no cassino que dá nome à história. Para tanto, acaba se envolvendo amorosamente com Vesper Lynd (Eva Green, de “os Sonhadores” – Bondgirl completamente diferente das anteriores, charmosa, e que não precisa de um corpo siliconado para esbanjar sensualidade), sua parceira e “fiadora” na missão.
Ação de tirar o fôlego, o longa inova ao usar técnicas de um esporte chamado “parkour” (utilizadas também em “13º Distrito” e “Ong Bak”) para dar intensidade às perseguições e conta com ótimo elenco, que ainda tem Judi Dench como a chefona M e Jeffrey Wright vivendo o espião Felix Leiter. Destaque ainda para o compositor David Arnold, em sua quarta participação na franquia, que guarda, de forma inteligente, o tema clássico de Monty Norman para momentos chaves do personagem.
Tudo isso ajudou a criar um novo clássico.
PS: Teve continuação em “Quantum of Solace” (2008), pela primeira vez na série, uma história que deu continuidade à trama anterior.

