Fonte da Vida
Por André Azenha (11/02/2009) // ComentePor: André Azenha
Fonte da Vida (The Fountain, EUA, 2006). Direção: Darren Aronofsky. Roteiro: Darren Aronofsky, baseado em estória de Darren Aronofsky e Ari Handel. Elenco: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn, Mark Margolis. Ficção científica / Drama. 96 min. (Cor).
9,0
O terceiro longa do cineasta Darren Aronofsky – os anteriores foram os excelentes “Pi” (1998) e “Réquiem para um Sonho” (2000) – é um maravilhoso espetáculo visual e pode ser considerado herdeiro de obras como “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick, e “Solaris”, de Andrei Tarkovsky.
De ambição artística e filosófica, o filme trilha um caminho narrativo pouco convencional, mas consegue, por meio das boas interpretações do elenco, da espetacular trilha sonora indicada ao Globo de Ouro de Clint Mansell (também autor da magnífica trilha de “Réquiem”), no arroubo dos efeitos visuais (feitos através de experiências químicas em laboratórios, sem a utilização de computação gráfica) e nas metáforas que remetem há várias culturas, realizar um tratado sobre a vida e a inevitabilidade morte – no caso, vista como um recomeço.
O filme evita os clichês sobre o tema ao levar o expectador a três diferentes épocas.
São três histórias paralelas, em que personagens interpretados pelo Wolverine Hugh Jackman e a maravilhosa Rachel Weisz enfrentam o mesmo dilema. Na Espanha do século 16, o navegador Tomas Creo parte para o Novo Mundo em busca da lendária árvore da vida a pedido de sua Rainha. Nos dias atuais, a mulher do pesquisador Tommy Creo está morrendo de câncer, e ele busca desesperadamente desenvolver uma cura para a doença. E num futuro distante, o astronauta Tom está perto das respostas para as questões fundamentais da existência.
Subestimado, é o tipo de filme que deverá ganhar mais reconhecimento com a passagem do tempo e até se tornar cult. Trata-se de um filme intenso, belo e poético, que merece ser descoberto em DVD.
O talento do cineasta para criar filmes intensos pode ser comprovado no recente “O Lutador”.

