Resident Evil 3: A Extinção

Por André Azenha (02/02/2009) // Comente

Por: André Azenha

residenttres

Resident Evil 3: A Extinção (Resident Evil: Extinction, EUA / Inglaterra / França / Alemanha / Austrália, 2007). Direção: Russell Mulcahy. Roteiro: Paul W.S. Anderson. Elenco: Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Later, Iain Glen, Mike Epps. Terror. 93 min. (Cor).

5,5

Este “Resident Evil 3: A Extinção” teve a missão de manter o sucesso da série baseada no famoso game, pois os dois longas anteriores, apesar de não terem cativado a crítica, se saíram bem nas bilheterias.

“Resident Evil: O Hóspede Maldito” chegou aos cinemas sem alarde em 2002, quando ainda pairava a dúvida se o filme alcançaria o mesmo sucesso entre o público que o jogo – um dos mais famosos videogames de tiros e monstros. Orçado em US$ 32 milhões, valor baixo para um blockbuster, mas elevado para uma produção de terror, arrecadou mais de U$ 100 milhões e acabou virando trilogia.

Quem gostou das duas produções da franquia com certeza gostou desta história, que mantém aquela mistura de “Mad Max” com os clássicos de zumbis de George Romero, com abundância de clichês. Um exemplo disso são dois tipos de personagens que volta e meia dão as caras em filmes do gênero: o infectado que esconde o problema, achando ter uma chance de sobreviver, e o metido a herói, que imediatamente após ser contaminado abre mão da vida e se destrói junto com dezenas de seres malignos para salvar a humanidade.

A continuação começa onde o longa anterior havia parado, destacando a ex-modelo de formas perfeitas Milla Jovovich como Alice, personagem que a transformou em heroína de ação e único motivo pelo qual muitos se interessam pela franquia. A participação de Milla, aliás, ganhou tamanha importância na marca que até o figurino de sua personagem foi produzida por sua própria linha de roupas, a Jovovich-Hawk.

residentdois

Na trama, o T-Vírus experimental criado pela corporação Umbrella encontra-se fora de controle, espalhando a infecção, que transforma a população em zumbis, por todos os EUA. Com as cidades abandonadas, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps) formam um comboio blindado, buscando encontrar outras pessoas não infectadas no deserto. O grupo é observado pelo Dr. Isaacs (Iain Glen), escondido num complexo laboratorial subterrâneo. Isaacs também acompanha Alice, cuja configuração genética alterada a faz se transformar constantemente. O objetivo dos sobreviventes é chegar até o Alasca, que todos acreditam ser um ponto de salvação. O elenco ainda conta com a presença da gostosa Ali Later, da série “Heroes”.

O roteiro é do famigerado Paul W.S. Anderson, um dos diretores mais odiados de Hollywood, talvez por ciúmes de ele ter engravidado Milla, mas também por ter dirigido várias adaptações aguadas de games (o primeiro “Resident Evil”, “Mortal Kombat” e “Alien Vs. Predador”). O diretor australiano Russell Mulcahy (do clássico “Highlander”) completa o embrulho com seu conhecido “visual de videoclipe”. Em 2009 foi lançado “Resident Evil: Degeneração”, filme de animação feita por computação gráfica que dá seqüência aos fatos das produções com atores de carne e osso.

Leia também:

Resident Evil: Degeneração

Conteúdo relacionado:

Letra e MúsicaValente

Escreva seu comentário

Campos obrigatórios