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	<title>CineZen &#187; Poesia</title>
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		<title>Papo com o escritor e editor Ari Mascarenhas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 19:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Azenha, editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[Em pauta: mercado editorial, história da Algol, relação autor/editora, meio literário santista, entre outros assuntos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fotos: <strong>Acervo pessoal/Ari Mascarenhas</strong></p>
<div id="attachment_34231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 641px"><img class="size-full wp-image-34231" title="sarau da serra junho 2011" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/sarau-da-serra-junho-2011.jpg" alt="" width="631" height="391" /><p class="wp-caption-text">Sarau da Serra (Junho/2011)</p></div>
<p>Ari Silva Mascarenhas de Campos, ou Ari Mascarenhas, 33 anos, é editor do selo Mirfak, da editora <a href="http://algol.lojatemporaria.com/">Algol</a>, de São Paulo, professor de Língua Portuguesa, especializado em estudos literários e mestrando na área de estudos comparados das literaturas de LP na  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas de São Paulo (FFLCH-USP). Tem no currículo o livro “Fruto Vermelho” e a participação na antologia <a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/06/03/antologia-contempoemidade-e-amalgama-de-relacoes-espaciais/">“Contempoemidade”</a>, a qual lançou em Santos. Depois, retornou à cidade para prestigiar o <a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/21/debate-teve-importantes-questoes-levantadas-sobre-o-meio-literario-da-baixada-santista/">CineZen Literário</a>. Além do talento e da experiência que traz, percebe-se a generosidade em sua maneira de atuar e se relacionar com os colegas. Participará, em 26 de novembro, na cidade, do <a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/10/03/em-novembro-bate-papo-beneficente-abordara-momento-do-mercado-editorial/">CineZen Mercado Editorial: Necessidades das editoras e autores</a>. O intuito do encontro será elucidar várias questões, como qual o processo que os escritores devem realizar para publicar, lançar e distribuir a obra de maneira satisfatória.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao <em>CineZen</em>, Ari falou sobre a Algol, o Mirfak, mercado editorial, e também narrou seus primeiros passos na literatura e gostos pessoais. É um papo imperdível para quem aprecia literatura e quer conhecer mais sobre esse universo no país. Assim como disse Márcio Callegaro em comentário publicado no site, é a chance de aprender, de graça, por algo que muitos autores precisam pagar, e muito, em universidades: descobrir os meandros do setor.</p>
<p>Quem não é autor, mas aprecia livros e música, eis outro prato cheio. Ari aproveitou para comentar o meio cultural em Santos e elogiou escritores da região, a exemplo de Vieira Vivo, Cláudia Brino e Sidney Sanctus, mais o livreiro José Luiz Tahan. E, surpresa: “Se me permites, André Azenha, pretendo em breve escrever uma análise das obras que li desses autores e publicá-las no mais novo espaço da literatura brasileira o site: CulturalMente Santista. O nível desses autores é muito bom e creio que, por isso, eles merecem uma análise mais detalhada de seus trabalhos”. Fique à vontade Ari, só temos a agradecer.</p>
<p>Abaixo, a conversa completa.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-34233" title="P04-05-11_12.30" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/P04-05-11_12.30.jpg" alt="" width="320" height="240" />Como surgiu seu interesse pela escrita. Lembra quando publicou seu primeiro texto?<br />
</strong>O meu interesse por literatura surgiu quando comecei a me interessar por histórias. Adorava ouvir minha avó e minha mãe contando os mitos que conheciam. Meu pai, Sr. Ary Mascarenhas, era um homem muito vivido e tinha muito que contar. Apesar de ter quatro irmãos sob o mesmo teto em minha infância, as brincadeiras prediletas sempre foram as que inventavam histórias. Então eu escrevia roteiros imaginários para os filmes, igualmente imaginários, que meus brinquedos participavam e me divertia meses seguidos com as séries produzidas. Lembro-me até de ter sonhado com alguns personagens. Personagens que até hoje vivem em minha mente: Capitão Sol, Robot, Tubarões, Dinâmicos, etc&#8230;</p>
<p>Gosto de contar essa passagem porque a imaginação da infância não é o princípio de uma esquizofrenia que os adultos insistem em combater, mas sim as verdadeiras manifestações criativas. Veja o Ziraldo, por exemplo, sua obra está toda focada nas releituras de suas fantasias lúdicas.</p>
<p><strong>Quando começou a escrever, procurava se inspirar em alguém? Quais foram seus autores prediletos no começo?</strong><strong><br />
</strong>Desde criança já escrevia algumas poesias e letras de música. Aliás, meu primeiro cordel foi aos 12 anos, sempre como exercício. Alguns desses escritos foram publicados em “Fruto Vermelho”, que nada mais é que uma trajetória poética da minha formação e minha percepção como espécie humana que vive em bandos.<strong> </strong>Em 1999 iniciei um romance, ainda não publicado, cujo nome é “EVOLUÇÃO”. Na ocasião, a prosa era o que mais me inspirava e, portanto, tudo o que desenvolvia no campo da escrita tinha como base minhas leituras de romances e contos. Meus autores prediletos eram os russos do século XIX, principalmente Alexander Pushkin e Fiódor Mikhailovich Dostoiévski. Sempre li poesia, mas nunca tive coragem de escrever. E aí meu primeiro livro em 2008, “Fruto Vermelho”, é de poemas, uma verdadeira evolução para mim. Meu poeta predileto no colégio era Fernando Pessoa.<strong> </strong>Fiz oficina literária com o poeta Claudio Willer, importante expoente da cultura Beat no Brasil.</p>
<p><strong>Conte sua trajetória até se envolver profissionalmente com a literatura.<br />
</strong>Antes de qualquer coisa, é preciso falar que um dos grandes incentivadores, porque tive a felicidade de ter muitos, foi meu pai. Aos onze anos ele me deu uma caixa com livrinhos de Bang Bang, novelas que eram publicadas em pocket na década de 80. Aqueles livros apareceram para mim como um insulto, já que eu gostaria muito de ter ganhado uma bola de capotão, então decidi ler só pra provar a ele que eu poderia discutir sobre o enredo, único aspecto perceptível para mim na época, a altura com meu pai.</p>
<p>Outro dia das crianças, agora em 1990, meu irmão Sidney, considerado na época o atleta da casa, ganha luvas e tornozeleiras de jogador de futebol, e meu pai me entrega Cr$ 50.000,00, aproximadamente R$25,00 hoje (de acordo com a ultima cotação do Cruzeiro – URV 2750,00 – 1994). O que eu fiz com o dinheiro? Fui até uma livraria e comprei dois livros que marcaram a minha vida &#8211; são eles: “História de Pobres Amantes” – Vasco Patrolini  e “Eu, Claudius o Imperador” – Robert Graves. Tenho esses livros até hoje, e para mim são relíquias. Pois bem, ainda nessa época eu escrevia canções, fazia paródias e escrevia cordel, tudo de forma amadora; além disso gostava de escrever cartas de amor enormes, com diversas páginas, para as poucas namoradas que tive na adolescência.</p>
<p>Estudei no colégio modelo de Itapecerica da Serra, EEPSG João Baptista de Oliveira, que coincidentemente tem a mesma idade que eu. Ao sair do colégio não ingressei diretamente na Faculdade, pois como quase todos os adolescentes que encerram o ensino médio, tinha dúvidas do que queria fazer. Só fui me decidir aos 25 anos de idade. A decisão foi bem simples – Eu mais gosto de fazer? Ler. Pois bem, curso de Letras. Decidido.</p>
<div id="attachment_34235" class="wp-caption aligncenter" style="width: 708px"><img class="size-full wp-image-34235" title="autografos no Roots Reggae Bar" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/autografos-no-Roots-Reggae-Bar.jpg" alt="" width="698" height="524" /><p class="wp-caption-text">Ari autografa no Roots Reggae Bar</p></div>
<p><strong><br />
E a atuação pela Algol, como foi? Como funciona sua atuação na editora?<br />
</strong>A Algol editora surgiu por conta da paixão do empresário Heraldo Luiz Marin por música erudita. Meu irmão, Ciro da Silva Mascarenhas de Campos, funcionário do empresário desde 2004, me apresentou ao Heraldo para fazer revisão de texto como freelancer. Nessa época eu trabalhava na empresa Nextel, era monitor de atendimento e marketing, uma função que nada tinha a ver com meus estudos, mas que era necessária para mantê-los. Minha primeira revisão foi um desafio incrível, o livro se chamava “Arte do Piano”, do escritor Sylvio Lago, uma enciclopédia da história do piano, seus principais intérpretes e compositores. O desafio estava no fato de eu não conhecer nada de piano. Mas enfim, deu tudo certo. Depois vieram outros trabalhos até que, em 2008, ele me convidou para fazer parte da equipe, na área de marketing e revisão. Sabe como é, em editora pequena um único profissional desenvolve diversas funções. Fiz algumas seleções de textos, participava do conselho editorial e por fim surgiu o selo Mirfak. A Algol é também um selo de áudio e trabalha também com a produção, multiplicação e distribuição de CDs. Os investimentos não param por aí: a editora Algol é detentora dos direitos do Premio Carlos Gomes, o Oscar da música erudita brasileira, e possuí um conjunto musical próprio o Algol Ensemble. Resumidamente sou um selecionador de textos, revisor, editor do selo, responsável pelo contato com as livrarias e distribuidoras, divulgador e leitor da Algol.</p>
<p><strong>A Algol começou como editora voltada ao mercado de música erudita. Como está esse mercado no Brasil e qual o retorno que a editora tem conseguido nesse tempo?<br />
</strong>O mercado de música erudita, como quase todos os mercados, tem os seus prós e contras. O que está a favor desse segmento são os seguintes aspectos: Exclusividade na produção literária no Brasil, escolas de música sedentas por títulos em língua portuguesa, alteração da LDB (Lei de diretrizes e bases do ensino público) com a lei nº 11.769 que oficializa o ensino de música nas escolas, o crescente número de orquestras e artistas do gênero no Brasil e as divisões dentro das livrarias para o gênero musical.</p>
<p>Os contras são: Os excessos temporários de um determinado gênero praticado pela industria fonográfica nas rádios e programas televisivos, a força das grandes editoras (que geralmente trabalham com Best Sellers ou apelos midiáticos) nos espaços locados dentro das livrarias, o condicionamento do público leitor aos textos específicos apenas para fins de formação, e, na minha opinião, o principal é a elitização da música erudita. Você vai aos espetáculos de ópera e são sempre os mesmos. Os ingressos no Theatro São Pedro, normalmente custam R$ 20,00, mas  os espetáculos ocorrem em horários e dias cuja classe trabalhadora não pode comparecer. Ainda que digam que estou errado, penso que o interessa aí está em dificultar o acesso através do horário.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-34238" title="adapta+º+Áes capa final" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/adapta+º+Áes-capa-final.jpg" alt="" width="337" height="474" />Quanto ao retorno, vou falar de acordo com o que me contam os colegas de todas as editoras que conheço. Nenhuma editora começa a lucrar com menos de cinco anos de existência. Ou seja, são 60 meses de investimento para começar a ver a praia. O que me leva a acreditar que o problema não é o ramo, mas sim o mercado editorial brasileiro. E isso se deve ao fato de investirmos pouco nos nossos artistas locais. Se gasta muito para publicar adaptações de Best Sellers estrangeiro, porque temos uma grande dificuldade de nos emanciparmos do mercado editorial mundial. A Algol nada contra a corrente nesse sentido também. Nossos autores, Lauro Machado Coelho, Sylvio Lago, Marco Aurélio Scarpinella, Niza de Castro Tank e nossos artistas Sônia Rubisnki, Carlos Moreno, Rodrigo Esteves, Fernando Portari, Márcia Guimarães, e outros, são todos brasileiros. Acho isso muito importante. <span id="yui_3_2_0_1_1319126623850145" style="color: #000000;">Como podemos aspirar ao título de primeiro mundo se conservamos uma cultura de consumo tão colonial? </span>No Brasil, Madona será sempre mais importante que Clara Nunes. E no campo da música clássica não é diferente. Entre os críticos desse gênero não dá pra se comparar Gilberto Mendes com Von Karajan. Isso mostra o quanto esses críticos são eurocêntricos e atrasados na percepção espacial. Com tudo isso a Algol ainda conseguiu lançar 35 títulos e já está na fase de conclusão do 6º e-book (uma fatia que ainda engatinha no Brasil), dentre os títulos se destacam a série de  biografias assinadas por Lauro Machado Coelho (“O Cigano Visionário: Vida e Obra de Franz Liszt”, “O menestrel de Deus: Vida e obra de Anton Bruckner”, “Sinfonia Fantástica: Vida e obra de Hector Berlioz”, “O cantor da Finlândia: Vida e Obra de Jean Sibelius” e “Nela vive a Alma do seu povo: Vida e obra de Bela Bartók”), Lauro Machado assina também os dois primeiros livros de Poesia que editora lançou – “Poesia Soviética” e “Anna, a voz da Rússia” (vida e Obra de Anna Akhmátova – incluindo um CD com declamações da própria Anna e em português por Beatriz Segall), “A Arte do Piano e Arte da Regência”, de Sylvio Lago, além de outros títulos  de João Luiz Sampaio, João Marcos Coelho, Roberto Duarte, entre outros. Acho que fugi do assunto (risos). <strong></strong></p>
<p><strong>Como surgiu o selo Mirfak?<br />
</strong>O Selo Mirfak surgiu da necessidade de entrarmos no mercado popular. O nosso diretor, Dr. Heraldo Luiz Marin, apesar de ser uma pessoa bastante esclarecida em literatura clássica, se mostra um pouco avesso às produções modernas em qualquer tipo de arte. Mas isso aqui é negócio, então nossos valores pessoais ficam de lado. Pois bem, ele autorizou a criação do selo, uma clara ramificação da editora para esse novo projeto mercadológico. Mas a discussão do selo só foi levada às instâncias decisivas quando estávamos discutindo o livro “Contempoemidade”. Esse selo abriu as portas para outras produções. A característica principal dele é o custo baixo. Trata-se de uma produção exclusivamente voltada para a distribuição em bancas, revistarias e livrarias menores; o que não impede de ser distribuído pelas grandes redes, como o que acontece atualmente. Poderia afirmar que Mirfak é nossa linha popular, onde os livros só podem alcançar um teto de preço de R$ 20,00. Mantemos a qualidade da produção Algol editora, mas com uma série de ajustes nos contratos e nos formatos das edições, conseguimos distribuir com custo baixo. Outro aspecto interessante do selo é que, pelo fato de ter um custo de produção bem menor que as produções tradicionais da editora, seu retorno é mais rápido permitindo assim novas impressões.</p>
<p><strong>Muitos escritores que procuram gráficas e editoras, tem seus livros estocados em casa. Fazem mil exemplares e vendem 50, 100. Por que isso ocorre? Há ingenuidade por parte dos autores?</strong><strong><br />
</strong>Eu não culpo os autores pelos seus insucessos, falta de reconhecimento e principalmente espaço no mercado. Defendo a ideia de que o mercado é ilusório. Não existe a tal liberdade de distribuição, acesso e divulgação que os neo-liberais insistem na tentativa de convencer as massas. E isso não é apenas no mercado editorial. Pensemos no ramo do atacado. Tente montar um mercado na rua de sua casa. Você estará fadado a ser um mercado pequeno, porque a tal liberdade comercial que o sistema divulga é engolida pelas gigantescas incorporações. Logo seu mercadinho vai fechar porque um grande abrirá uma loja descomunal na sua rua. As grandes redes estão falindo até as pequenas vendas do interior. <strong></strong></p>
<p>No caso do mercado editorial é a mesma coisa. Você nunca vai vender como um Paulo Coelho ou um Milton Hatoun, a não ser que feche um contrato com os grandes conglomerados editoriais. Se eu chamar um autor que fez mil livros e só vendeu 50 de ingênuo, então eu vou afirmar que Mario de Andrade, Plínio Marcos e João Antonio eram extremamente ingênuos. No caso do Plínio, que nos é mais próximo, todos sabem que ele vendia seus livros na praça Roosevelt de mão em mão. Quando ele foi ao programa do Jô, disse abertamente que estava sendo censurado pelo mercado. Plínio Marcos não era recusado pelas editoras porque escrevia polêmicas, Rubens Fonseca faz isso até hoje e sempre encontra editora. O caso de Plínio Marcos é que suas obras não tinham status de bom produto para o mercado.</p>
<p>Dessa forma defendo que o problema é muito maior. Não podemos nos julgar incapazes porque querem que nos julguemos assim. Estamos fazendo o jogo deles. Quando vejo uma Costelas Felinas publicando, fico muito feliz. O Vieira Vivo e a Cláudia Brino são transgressores dessa opressão mercadológica. Nadando contra a corrente, vão buscando seu espaço que só não é maior por uma questão de cultura mercadológica. Quando rompermos com os modelos literários imprimidos pelas grandes incorporações, daremos um grande passo para uma verdadeira realização cultural. Parece meio incoerente um funcionário de uma editora tradicionalista (em seu modelo de negócio) falar dessa maneira, mas aqui quem fala é o Ari, escritor, leitor e principalmente consumidor de livros. Agora, o Ari funcionário da editora, dentro dos princípios que defendo e expus acima, vai jogar conforme o jogo e procurar aos poucos encontrar um espaço no mercado atual. Mas toda vez que tivermos a oportunidade precisamos expressar nossa indignação. Ninguém vai parar de trabalhar por ser crítico ao sistema, vamos continuar na luta, mas que o capitalismo saiba que não estamos dopados. Não sei se respondi.</p>
<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-34240" title="Snapshot_20100802" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/Snapshot_20100802-300x188.jpg" alt="" width="300" height="188" />Qual o critério que uma editora adota para selecionar o que será ou não publicado? Conta mais o potencial comercial, a qualidade?<br />
</strong>O potencial comercial sem dúvida. As editoras estão preocupadas com o que vende. Se você escreve um romance policial, elas pegam o seu texto, analisam o quanto há de comercial nele. Se houver um convencimento, ela prepara o produto e a sua divulgação. A qualidade está diretamente ligada às questões comerciais. Vamos pensar&#8230; O que é uma boa literatura? Dentro dos critérios acadêmicos,  é aquela cuja expressão estética e construção de imagem sejam ricas e ofereçam algum enigma linguístico para uso posterior. Isso, para o mercado, não serve. O que é uma literatura de qualidade para o mercado? É aquela que vende milhões, mesmo que não tenha nada para oferecer e esteja carregada de obviedades. O livro “Dois Irmãos” do Milton Hatoum, ganhou premio Jabuti, faz parte das listas de obras obrigatórias em muitas universidades, foi traduzido em mais de 10 países e a pergunta é: nos 11 anos, desde seu lançamento, o que vendeu mais: “Dois Irmãos” ou o “Crepúsculo”? Portanto, a qualidade não garante as vendas &#8211; o máximo onde você poderá chegar é ser bem quisto pela academia e ter seu livro nas universidades. Vale ressaltar que as principais universidades possuem suas próprias editoras e que os novos cânones, curiosamente, surgem sempre dessas publicações.</p>
<p><strong>Quais os próximos lançamentos da Algol?<br />
</strong>No prelo, só pra usar o antigo termo dos livreiros, estão os CDs “Mendelsohn”, da Pianista Sônia Rubinsky, o livro  “Una Voce Poco Fá”, do professor Sergio Casoy ( /incluindo 2 CDs), um livro ainda sem título com a biografia de Cássio M’ Boy, da professora Vera Mascarenhas, e mais alguns em discussão.</p>
<p>Quanto ao selo Mirfak, estamos estudando a publicação de uma coletânea dos poetas de Itapecerica da Serra (“Itapoesia”), de uma antologia de contos ainda em fase de discussão, do livro “Marraio, Feridô Sô Rei”, do autor carioca André Luiz Lacé, que também participou do projeto “Contempoemidade”.</p>
<p><strong>E seus projetos pessoais? Pretende lançar algum livro ainda em 2011 ou para o ano que vem?<br />
</strong>Pretendo lançar o meu primeiro romance, aquele que escrevo desde 1999, “Evolução”, pelo Selo Mirfak. No mais, ainda não posso me dedicar mais a essa tarefa porque hoje tenho os seguintes projetos: Oficina Literária no Instituto Arapoty, aos domingos; as atividades do Grupo de Poetas de Itapecerica da Serra (Itapoesia) que me receberam de braços abertos em maio desse ano, algumas aulas particulares que ministro, a editora e minha dissertação de mestrado.</p>
<p><strong>Você esteve no CineZen Literário e lançou a antologia “Contempoemidade” em Santos. Também participará de um bate-papo em 26 de novembro. Como tem enxergado o meio cultural de Santos? Qual o nível das obras e autores que conheceu até agora?</strong><strong><br />
</strong>Pra ser bem sincero eu não conhecia nada da cidade de Santos. Um pouco de Martins Fontes, Vicente de Carvalho na literatura e Gilberto Mendes na música. Até que em 2009 conheci o maestro Antonio Eduardo e fiquei encantado com seu trabalho. A partir daí, comecei a olhar para Santos com outros olhos. Ainda no ano de 2009 conheci o autor e dramaturgo Márcio Callegaro, com o qual tive muito orgulho de estudar junto e conhecer um pouco do seu trabalho. A surpresa com sua qualidade literária está descrita no posfácio do livro “Bala com Bala”, portanto, minha admiração por esse ser humano é pública e imensurável. Através dele conheci alguns autores de Santos e pude ter contato com a obra do Vieira Vivo, da Claudia Brito e do Sidney Sanctus, que também me causaram uma ótima impressão. Se me permites, André Azenha, pretendo em breve escrever uma análise das obras que li desses autores e publicá-las no mais novo espaço da literatura brasileira o site: CulturalMente Santista. O nível desses autores é muito bom e creio que, por isso, eles merecem uma análise mais detalhada de seus trabalhos. Devo fazer isso em dezembro. Adianto apenas que nunca fui apreciador da poesia erótica, mas que comecei a mudar meu conceito após ler um livro delicioso de Sidney Sanctus chamado “Musa Atômica”, o qual devo incluir nesses artigos de fim de ano.<strong> </strong>Contudo o que me deixou mais encantado, além da boa produção da baixada, foi a movimentação cultural promovida pelo CineZen, a clareza de Análise da jornalista Madeleine Alves e a experiência cultural do Sr. José Luiz Tahan. Apesar de muito jovem, o Tahan tem tanta história pra contar que 20 minutos de bate-papo com ele é como se tivéssemos lido uma enciclopédia literária.</p>
<p><strong>Quais seus autores preferidos?<br />
</strong>Lá vai a lista:</p>
<p>Prosa Universal: Dostoievski, Garcia Lorca, Philip K. Dick, Mia Couto e Saramago.</p>
<p>Prosa Nacional: João Antonio, Guimarães Rosa.</p>
<p>Poesia Universal: Natália Gorbaniévskaia, Leoníd Martýnovm e Fernando Pessoa.</p>
<p>Poesia Nacional: Cruz e Souza, João Cabral de Melo Neto e Claudio Willer.</p>
<p>Crítica Literária Universal: Walter Benjamin, Raymond Willians e Terry Eagleton.</p>
<p>Crítica Literária Nacional: Antonio Candido e Flora Sussekind.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-29933" title="contempoemidadecapa" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/06/contempoemidadecapa.jpg" alt="" width="244" height="400" />Quais seus livros de cabeceira? E tem algum que tenha lhe surpreendido recentemente?</strong><strong><br />
</strong>Livro de cabeceira – “Os Irmãos Karamazov” ( Dostoievski) e “Moby Dick” (Hermann Melville)<strong>.</strong></p>
<p>Livro que me surpreendeu recentemente de forma positiva – “Os condenados da Terra”, de Franz Fanon  e “Marraio Feridô Sô Rei”, de André Luiz Lacé Lopes, autor que tive a honra de trabalhar junto na antologia “Contempoemidade”, e “Predadores”, do autor angolano Pepetela.</p>
<p>Livro que me surpreendeu negativamente – “Em busca da Aurora do Mundo”, Érico Veríssimo e o “Planalto e a Estepe”, Pepetella. Aliás, esse é um autor angolano do qual gosto muito, seus livros anteriores são verdadeiras preciosidades, mas esse ultimo não me cativou.</p>
<p><strong>Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do site.<br />
</strong>Queria deixar o seguinte recado que foi a base para a criação de “Contempoemidade: Olhares sobre o espaço que nos cerca”, cuja proposta principal é apresentar exemplos de poetização do espaço prosaico, ou seja, que o leitor identifique no seu dia a dia as temáticas que podem se transformar em poesias e melhorar sua visão daquele espaço, sua relação e consequentemente sua experiência. O autor angolano Ondjaki, no lançamento do seu ultimo livro em São Paulo, sugeriu a mesma coisa, que apuremos os nossos olhares e busquemos a poesia, imanente de nossa sensibilidade, refletida em qualquer espaço. A poesia transforma as pessoas. Todo leitor é um autor. Leiam atentamente tudo e descobrirão que o espaço que nos cerca tem muito mais a dizer sobre nós mesmos do que dele próprio. Obrigado pela oportunidade. Gostaria de agradecer também ao Heraldo Luiz Marin, que me deu a oportunidade de publicar a coletânea e permitiu que eu pudesse mostrar minha poesia aos meus leitores. Muitos dos artistas que citei nessa entrevista o tem como um verdadeiro mecenas. E claro, não poderia deixar de agradecer a minha orientadora de mestrado a professora Vima Lia, cuja sensibilidade literária está acima das friezas acadêmicas tão comuns nesses espaços.</p>
<p>Contato do entrevistado: frutovermelho@gmail.com.</p>
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		<title>CineZen Literário: saiba como foi</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/21/debate-teve-importantes-questoes-levantadas-sobre-o-meio-literario-da-baixada-santista/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 02:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[CINEZEN TV]]></category>
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		<description><![CDATA[Encontro lotou a Ao Café no sábado; houve sorteio de livros para o público e arrecadação de alimentos em prol da Casa Vó Benedita; veja vídeo do evento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32961" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-32961" title="cinezencinezen2" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezencinezen2.jpg" alt="" width="696" height="421" /><p class="wp-caption-text">Foto: Rafael Ponzio</p></div>
<p>Neste sábado, 20h, a Ao Café recebeu a primeira edição do CINEZEN LITERÁRIO. O debate, realizado com o intuito de abordar o meio literário na Baixada Santista, as possibilidades de publicação, as dificuldades no segmento e o que pode ser feito para melhorá-lo, contou com a presença dos escritores Cláudia Brino, Madô Martins, Márcio Callegaro, Regina Alonso, Sidney Sanctus, Valdir Alvarenga e Vieira Vivo – autores de relevante papel na fomentação cultural da região. Os sete deram suas visões sobre o tema e responderam perguntas do público. André Azenha, jornalista a editor do <em>CineZen</em>, mediou o bate-papo.</p>
<p>Mais de 60 pessoas estiveram no evento, inclusive colegas de literatura, a exemplo de Ari Mascarenhas, da Algol Editora, que veio de São Paulo,  Marcos A. Mendes, da Editora Inteligência, Carlos Gama, Maria José Goldschmidt, Marcelo Rayel Correggiari, Marly Balduco Palma, Maria Tereza Teixeira, Alice Mesquita e Jaíra Presa. Mas não foram apenas profissionais da literatura que apareceram. O CINEZEN LITERÁRIO atraiu pessoas de diferentes artes: do teatro, o dramaturgo e diretor Roberto Massoni, o também diretor e ator Fabiano Santos; do audiovisual, os cineastas Carlos Oliveira e Madeleine Alves; das artes plásticas, Waldemar Lopes e Ivy Estrela. Também compareceram a diretora da Aliança Francesa de Santos, Maria de Lourdes Beco; jornalistas, colaboradores do site (Tatiane Matheus, Marcus Morais, Rafael Ponzio) e, claro, gente interessada em curtir uma noite agradável, regada a cultura, bom papo.</p>
<p>“É fundamental para a democratização cultural que eventos assim aconteçam. A tendência é que, cada vez mais, encontros independentes sejam realizados em estabelecimentos como a Ao Café, cujo perfil dos empresários transcende apenas a busca por lucro. Há um conceito: a união de gastronomia com um lugar de incentivo à cultura, às artes. Como também há o Espaço Teatro Aberto, no Centro de Santos, e a Millor, no Gonzaga. A proposta do <em>CineZen</em> é colaborar na propagação da cultura, desse movimento”, diz André Azenha.</p>
<div id="attachment_32964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-32964" title="cinezencinezen3" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezencinezen3.jpg" alt="" width="696" height="340" /><p class="wp-caption-text">Foto: Rafael Ponzio</p></div>
<p>O debate teve início com a palavra de Maurício Tenreiro, proprietário da Ao Café. Em seguida, André Azenha apresentou cada debatedor (leia mais sobre cada um após a matéria do encontro). O primeiro tema abordado foi a atual situação da literatura na Baixada e como melhorá-la. A seguir, trechos do debate:</p>
<p>Segundo Cláudia Brino, da editora Costelas Felinas, o segmento vive bom momento. “Há bastante gente escrevendo, produzindo, os artistas se movimentam para divulgar as obras. Mas falta apoio público e da imprensa regional”. Vieira Vivo, que também dirige a Costelas Felinas, cobrou um espaço voltado para os artistas regionais no principal jornal diário da cidade. “Meu sonho, utópico, é que um dia haja uma Galeria só com notícias e notas da cultura na Baixada Santista”. O escritor ainda comentou a atuação de sua editora, que faz livros de tiragens curtas. “Colegas, por falta de experiência, acabam lançando livros de 500, 1000 exemplares. No lançamento, podem vender 300, mas ficam com o resto estocado. Nós fazemos um trabalho para que o autor lance a quantidade de exemplares conforme sua vontade. E sem precisar lidar com toda a burocracia”.</p>
<p>Regina Alonso lembrou a boa experiência que teve com a All Print, da capital paulista, pelo qual lançou “Vento Noroeste” recentemente. “Deu tudo certo. E todo o contato aconteceu por email”. Regina destacou outro obstáculo enfrentado pelo autor santista, que é a falta de espaço em livrarias da região. “Fiz o lançamento (de ‘Vento Noroeste’) na Martins Fontes, de São Paulo. O maior problema, no entanto, foi conseguir lançar na Martins Fontes de Santos. Que tal, essa vitrine tão grande, ter espaço para os escritores da região?”.</p>
<div id="attachment_32966" class="wp-caption aligncenter" style="width: 705px"><img class="size-full wp-image-32966" title="cinezencinezen3" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezencinezen31.jpg" alt="" width="695" height="314" /><p class="wp-caption-text">Foto: Cláudio Azenha</p></div>
<p>Sidney ressaltou a importância da troca entre autor e público, como eventos do gênero. Também considera bom o momento literário da Baixada. “Há muita gente escrevendo, participando, querendo mostrar o seu trabalho. Santos tem tradição em poesia”.  Porém, aponta a dificuldade do escritor em publicar, mostrar a obra. “Por isso que a maior parte dos presentes foi partir para o meio independente. É um trabalho de formiguinha, tentando sempre levar arte e poesia para as ruas. Para melhorar esse quadro, em âmbito público, tanto federal, estadual como municipal, deveria haver maior apoio. Com concursos, prêmios bons, maior espaço na mídia”.</p>
<p>“Depois de muitos anos de estagnação, penso que a região está bastante ativa, agitada, criativa em termos literários”, afirma Madô Martins. “Finalmente escritores das mais diversas correntes literárias estão se comunicando e trocando influências. Exemplo daqui. Há também a interação com artistas de outras áreas. Coisa que não acontecia. Cinema, dança, teatro, tornam a literatura mais acessível para a população. Às vezes, a pessoa não gosta de ler, adquirir livros, mas conhece nossa obra por outra arte”, afirma.</p>
<p>Márcio Callegaro, que participou da antologia “Contempoemidade”, pela Algol, por onde lançará seu primeiro romance ainda esse ano, apontou que os escritores, antes de tudo, precisam estudar, entender o mercado. “O autor tem que ser autocrítico, estudar. Conhecer o meio em que atua”. Paulistano de nascimento, mas em Santos desde 1997, Márcio disse que nunca pensou apenas em um mercado santista. “Não escrevemos apenas para um lugar. Escrevemos para o mundo. O escritor precisa divulgar sua obra em outras cidades, pesquisar concursos, etc. O trabalho deve chegar ao leitor, não importa onde”.</p>
<div id="attachment_32968" class="wp-caption aligncenter" style="width: 705px"><img class="size-full wp-image-32968" title="cinezenliterario8" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezenliterario8.jpg" alt="" width="695" height="278" /><p class="wp-caption-text">Foto: Cláudio Azenha</p></div>
<p>Valdir Alvarenga, editor da Mirante, que publica desde autores consagrados, contemporâneos e novos nomes da literatura, concorda que há bastante gente produzindo e diz que é preciso incentivar os novos talentos. “Nem todos os textos que chegam para a Mirante são tão bons, mas deve haver espaço para as pessoas mostrarem suas obras”.</p>
<p>Por volta das 21h40, aconteceu o intervalo, quando rolou o sorteio de cerca de 20 obras, entre livros e revistas de autoria dos debatedores, mais um exemplar do então inédito “Conjeituras, Sobretudo”, de Carlos Gama. Depois, foi a vez do público perguntar. Temas como a reforma ortográfica, as academias de letras, e apoio governamental renderam discussões construtivas.</p>
<p>As perguntas que não tiveram tempo para respostas no evento, foram encaminhadas e serão respondidas via email. Durante o encontro, um poema de cada escritor do bate-papo esteve exposto. Antes do encerramento, Roberto Massoni presenteou a todos ao declamar “Cântico Negro”, de José Régio, quando foi recebido com aplausos empolgados. As latas de leite em pó e quilos de alimento não perecível arrecadados em prol da Vó Benedita serão enviados ainda esta semana. Novos contatos foram feitos, profissionais que não se conheciam pessoalmente, tiveram a chance de trocar ideias, mais uma semente está plantada. A seguir, vídeo do evento, com momentos do debate e o poema declamado por Massoni:</p>
<p><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/21/debate-teve-importantes-questoes-levantadas-sobre-o-meio-literario-da-baixada-santista/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Abaixo, os perfis dos escritores participantes do CINEZEN LITERÁRIO:</p>
<p><strong> Cláudia Brino:</strong> Criadora da Editora Costelas Felinas, diagramadora, autora de 13 livros publicados, fotógrafa, ativista cultural. Fundadora e coordenadora do Clube de Poetas do Litoral (CPL). Diretora de performances poéticas, co-editora da revista lítero-temática Cabeça Ativa. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com" target="_blank">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong> Madô Martins:</strong> Escritora e jornalista, autora de obras em prosa e verso, várias delas premiadas e impressas em Portugal e diversos estados brasileiros. Tem nove livros publicados: “Doce Destino” (poesia), “Paixão e Morte” (contos), “Pensando em Verso” (infantil), “O Jacaré da Lagoa” (infantil), “Alfabeto do Vento” (haicais), “Uma vez em 2284 e outras histórias planetárias” (contos), “Três meses no Japão” (crônicas de viagem), “Voo de Borboleta” (crônicas) e “Avesso” (romance). Desde 2000, é colunista do jornal A Tribuna, de Santos, escrevendo crônicas aos domingos, no caderno Galeria. Textos da escritora também se encontram em mais de 70 coletâneas, nacionais e estrangeiras. Realiza palestras e oficinas literárias. Assina a coluna Letras cotidianas, no site<a href="http://midiativasantos.com.br/" target="_blank" class="broken_link">midiativasantos.com.br</a>. Contato: <a href="mailto:madomartins@yahoo.com.br" target="_blank">madomartins@yahoo.com.br</a>.</p>
<p><strong> Marcio Callegaro</strong> nasceu em São Paulo, reside em Santos desde 1997.  É estudioso de Teoria da Literatura, transita com facilidade entre diferentes gêneros textuais.  Dramaturgo e romancista, possui premiações em música, teatro, roteiro de HQ, <em>fan fiction</em>, contos fantásticos e literatura infanto-juvenil. Participa da antologia “Contempoemidade — olhares sobre o espaço<em> </em>que nos cerca”, pela Algol Editora, com programação de lançamento de seu romance para novembro deste ano. Contato: <a href="mailto:mrcallegaro@yahoo.com.br" target="_blank">mrcallegaro@yahoo.com.br</a>.</p>
<div id="attachment_32972" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-32972" title="cinezencinezen1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezencinezen1.jpg" alt="" width="696" height="376" /><p class="wp-caption-text">Foto: Rafael Ponzio</p></div>
<p><strong><br />
Regina Alonso</strong>: autora de “Ofício”, “Tábua de Marés”, “Olho por Olho”, “Circularidade”- poesias; “Ondas Vão e Vem”, haicai; “Vento Noroeste”, prosa e haicai. “Refavela, refazendo o sentido”, texto-dramaturgia com Renato Di Renzo. Vários prêmios, em contos, crônicas, poesia e haicai. Publicações em antologias, revistas literárias, jornais. Faz oficinas literárias. Membro-Proler/BS, Grêmio de Haicai Caminho das Águas, Grupo Poetas Vivos, Seis e Meia. Coordena projetos literários: “Café com Letras” &#8211; AMBEP e Outras Palavras-Ong Tamtam. Contato: <a href="mailto:orgone2011@gmail.com">orgone2011@gmail.com</a>.</p>
<p><strong>Sidney Sanctus</strong>: É o pseudônimo literário de Sidney Luís dos Santos, santista, nascido em 1960. Fez seus estudos fundamental e médio no Colégio Canadá, entre 67 e 77. Em 79, participou do Grupo Picaré, que aglutinava escritores e artistas independentes. Em 81, lançou o seu primeiro livro de poesias: “Chocolate com Pipoca”, durante a 1ª Feira Nacional de Escritores Independentes, realizada com grande sucesso no Teatro Municipal de Santos. Em 1982, participou da “Antologia Picaré<em>, </em>uma dúzia de poetas”. Posteriormente, passou a divulgar seu trabalho em várias revistas de poesia independente do Brasil e do exterior. Integrou ainda “Impressões – Antologia Poética”, em 2009, “Noite das Flores – Antologia Poética”, em 2010 e publicou ‘Musa Atômica” – coletânea, em 2011. Atualmente, é co-editor da revista <em>Mirante</em>. Seus poemas geralmente expressam “os sentimentos do homem perante a colossal magnitude do Universo”. Contato: <a href="mailto:sidneyexcelsior@hotmail.com" target="_blank">sidneyexcelsior@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Valdir Alvarenga</strong>: Santista, 59 anos, casado, poeta. Criou a revista literária <em>Mirante</em> em 1982, a qual segue editando. Integrou o mítico grupo Picaré. É autor  dos livros “<em>Plenilúnio’, ‘Pequeno Marginal” e “Autógrafo”. </em>E funcionário público, desde 1979. Em 1984 passou a atuar na Secretaria de Cultura de Santos. Coordena projetos importantes para o desenvolvimento e a propagação da cultura santista. Dentro do Leia Santos, cujo objetivo é levar a leitura à população, estão o Adote um Livro, Adote um Gibi, Varal de Poesia, Exposição Literária e Escritor na Rua. O Autor e Sua Obra e o Diálogos Terapêuticos são realizados na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6 da orla da praia. Cursou a Faculdade de Letras. Sempre envolvido em projetos culturais, seu mais novo projeto é lançar o livro <em>Dupla Face</em>, de sua autoria com sua esposa, Irene Bulhões. Contato: <a href="mailto:mirantepoesias@hotmail.com" target="_blank">mirantepoesias@hotmail.com</a>.</p>
<div id="attachment_32975" class="wp-caption aligncenter" style="width: 705px"><img class="size-full wp-image-32975" title="cinezenliterario7" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/cinezenliterario7.jpg" alt="" width="695" height="403" /><p class="wp-caption-text">Foto: Cláudio Azenha</p></div>
<p><strong><br />
Vieira Vivo:</strong> Poeta da geração mimeógrafo, ex-integrante do Grupo Picaré. Atualmente é co-editor da Editora Costelas Felinas e da revista <em>Cabeça Ativa</em>. É integrante do Clube de Poetas do Litoral (CPL), letrista, radialista, escritor, ativista cultural, tendo até o momento 09 livros publicados, inclusive o “Humor Cego” lançado recentemente. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com" target="_blank">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong> André Azenha</strong>: Jornalista, crítico de cinema, poeta e formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Foi repórter e colunista musical dos sites, revistas e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Alagoas. Desde 2007 é repórter da <em>Veja Litoral Paulista</em>. Em 2008, publicou seu primeiro livro, “<strong>Poesia a Quatro Mãos”</strong>, escrito em parceria com sua mãe e poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Participa de e organiza ciclos de cinema e eventos culturais. Colabora com a revista literária <em>Mirante</em>. Criou o <em>CineZen </em>(<a href="http://www.cinezen.net/" target="_blank">www.cinezen.net</a>) em março de 2009 e no ano seguinte passou a organizar do “CineZen Convida”, evento beneficente realizado sempre nos aniversários do site, com o objetivo de estimular a discussão e a produção cultural. Escreve também no blog pessoal <a href="http://www.andreazenha.com/" target="_blank">www.andreazenha.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Apoio cultural:</strong></span></p>
<p><strong>CineZen:</strong> Site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista) e prestar serviços. Semanalmente publica críticas das estreias de cinema e lançamentos em home vídeo, desde filmes contemporâneos até clássicos e cults. Conta com colaboradores de Santos, São Paulo, Santa Catarina, Recife e em 2010 firmou parceria com a Cinemaki, rede social para a discussão de cinema, com membros do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Espanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido. Atualmente conta com 56 mil acessos únicos mensais. Pode ser acessado pelos endereços <a href="http://www.cinezen.net/" target="_blank">www.cinezen.net</a> ou <a href="http://www.cinezencultural.com.br/" target="_blank">www.cinezencultural.com.br</a>. Contatos:<a href="mailto:editor.cinezencultural@gmail.com" target="_blank">editor.cinezencultural@gmail.com</a> e 13 9744-3726.</p>
<p><strong><br />
Ao Café: </strong>Instalada em uma aconchegante casa, rodeada de muito verde, a Cafeteria Ao Café, inaugurada em maio de 2006, se ressalta não só pelo atendimento personalizado, mas principalmente como um local onde se respira cultura. O cardápio possui 20<em> </em>tipos de café, entre gelados e quentes. Quem preferir um chazinho, a casa possui 33 opções: nacionais e importados, quentes ou gelados. Foi a primeira cafeteria a trazer para a cidade de Santos as famosas sodas italianas. São oito sabores, destacam-se: amora, cereja e maçã-verde. A cafeteria também oferece cervejas long neck Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, e a belga Stella Artois, e sorvetes da marca La Basque. Para acompanhar as bebidas a tentação fica por conta dos bolos e salgados. A programação cultural da casa é eclética e pode ser conferida no site <a href="http://www.aocafe.com.br/" target="_blank">www.aocafe.com.br</a><strong>.</strong></p>
<div id="attachment_33054" class="wp-caption aligncenter" style="width: 709px"><img class="size-full wp-image-33054" title="todos1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/todos1.jpg" alt="" width="699" height="282" /><p class="wp-caption-text">Valdir Alvarenga, Márcio Callegaro, Madô Martins, André Azenha, Sidney Sanctus,  Regina Alonso, Vieira Vivo e Cláudia Brino</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Meio literário da Baixada Santista é tema de debate beneficente neste sábado</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/16/meio-literario-da-baixada-santista-e-tema-de-debate-beneficente-neste-sabado/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 21:32:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[CineZen Literário]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontro, em prol da Casa Vó Benedita, terá sorteio de livros e revistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-32047" title="cinezenliterariodestaque" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/cinezenliterariodestaque-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" />Qual a situação do meio literário santista? Há incentivos? Como fazer para publicar as obras? Com o intuito de abordar a produção literária e os eventos do segmento em Santos e região, o <strong><em>CineZen </em></strong> realizará, neste sábado (20/08) às 20h, na charmosa <strong>Ao Café</strong>, a 1ª edição do <strong>“CineZen Literário”. </strong>O encontro é beneficente, em prol da Casa Vó Benedita. Quem marcar presença, além de colaborar com a instituição, poderá concorrer a livros escritos pelos debatedores e exemplares da revista Mirante.</p>
<p>O debate é uma iniciativa inédita na região e reunirá profissionais importantes que contribuem para a divulgação e a publicação de obras na Baixada Santista. A mesa será formada pelos escritores <strong>Cláudia Brino</strong>, <strong>Madô Martins, Marcio Callegaro</strong>, <strong>Regina Alonso</strong>, <strong>Sidney Sanctus</strong>, <strong>Valdir Alvarenga</strong> e <strong>Vieira Vivo</strong>. Todos desempenham relevantes papeis na fomentação do setor, publicando seus trabalhos de forma independente e incentivando a literatura, levando informação e dando oportunidades à população. <strong>André Azenha</strong>, editor do site, organiza e media o bate-papo.</p>
<p>O Ao Café (<a href="http://www.aocafe.com.br/" rel="nofollow" target="_blank">www.aocafe.com.br</a>) fica na Avenida Siqueira Campos, 462, no Boqueirão, esquina do Canal 4 com a Rua Doutor Lobo Viana.</p>
<p><strong>Abaixo, mais detalhes sobre os participantes, em ordem alfabética:</strong></p>
<p><strong>Cláudia Brino:</strong> Criadora da Editora Costelas Felinas, diagramadora, autora de 13 livros publicados, fotógrafa, ativista cultural. Fundadora e coordenadora do Clube de Poetas do Litoral (CPL). Diretora de performances poéticas, co-editora da revista lítero-temática Cabeça Ativa. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com" rel="nofollow" target="_blank">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong>Madô Martins:</strong> Escritora e jornalista, autora de obras em prosa e verso, várias delas premiadas e impressas em Portugal e diversos estados brasileiros. Tem nove livros publicados: “Doce Destino” (poesia), “Paixão e Morte” (contos), “Pensando em Verso” (infantil), “O Jacaré da Lagoa” (infantil), “Alfabeto do Vento” (haicais), “Uma vez em 2284 e outras histórias planetárias” (contos), “Três meses no Japão” (crônicas de viagem), “Voo de Borboleta” (crônicas) e “Avesso” (romance). Desde 2000, é colunista do jornal A Tribuna, de Santos, escrevendo crônicas aos domingos, no caderno Galeria. Textos da escritora também se encontram em mais de 70 coletâneas, nacionais e estrangeiras. Realiza palestras e oficinas literárias. Assina a coluna Letras cotidianas, no site<a href="http://midiativasantos.com.br/" rel="nofollow" target="_blank" class="broken_link">midiativasantos.com.br</a>. Contato: <a href="mailto:madomartins@yahoo.com.br" rel="nofollow" target="_blank">madomartins@yahoo.com.br</a>.</p>
<p><strong>Marcio Callegaro</strong> nasceu em São Paulo, reside em Santos desde 1997.  É estudioso de Teoria da Literatura, transita com facilidade entre diferentes gêneros textuais.  Dramaturgo e romancista, possui premiações em música, teatro, roteiro de HQ, <em>fan fiction</em>, contos fantásticos e literatura infanto-juvenil. Participa da antologia “Contempoemidade — olhares sobre o espaço<em> </em>que nos cerca”, pela Algol Editora, com programação de lançamento de seu romance para novembro deste ano. Contato: <a href="mailto:mrcallegaro@yahoo.com.br" rel="nofollow" target="_blank">mrcallegaro@yahoo.com.br</a>.</p>
<p><strong>Regina Alonso</strong>: autora de “Ofício”, “Tábua de Marés”, “Olho por Olho”, “Circularidade”- poesias; “Ondas Vão e Vem”, haicai; “Vento Noroeste”, prosa e haicai. “Refavela, refazendo o sentido”, texto-dramaturgia com Renato Di Renzo. Vários prêmios, em contos, crônicas, poesia e haicai. Publicações em antologias, revistas literárias, jornais. Faz oficinas literárias. Membro-Proler/BS, Grêmio de Haicai Caminho das Águas, Grupo Poetas Vivos, Seis e Meia. Coordena projetos literários: “Café com Letras” &#8211; AMBEP e Outras Palavras-Ong Tamtam. Contato: orgone2011@gmail.com.</p>
<p><strong>Sidney Sanctus</strong>: É o pseudônimo literário de Sidney Luís dos Santos, santista, nascido em 1960. Fez seus estudos fundamental e médio no Colégio Canadá, entre 67 e 77. Em 79, participou do Grupo Picaré, que aglutinava escritores e artistas independentes. Em 81, lançou o seu primeiro livro de poesias: “Chocolate com Pipoca”, durante a 1ª Feira Nacional de Escritores Independentes, realizada com grande sucesso no Teatro Municipal de Santos. Em 1982, participou da “Antologia Picaré<em>, </em>uma dúzia de poetas”. Posteriormente, passou a divulgar seu trabalho em várias revistas de poesia independente do Brasil e do exterior. Integrou ainda “Impressões – Antologia Poética”, em 2009, “Noite das Flores – Antologia Poética”, em 2010 e publicou ‘Musa Atômica” – coletânea, em 2011. Atualmente, é co-editor da revista <em>Mirante</em>. Seus poemas geralmente expressam “os sentimentos do homem perante a colossal magnitude do Universo”. Contato: <a href="mailto:sidneyexcelsior@hotmail.com" rel="nofollow" target="_blank">sidneyexcelsior@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Valdir Alvarenga</strong>: Santista, 59 anos, casado, poeta. Criou a revista literária <em>Mirante</em> em 1982, a qual segue editando. Integrou o mítico grupo Picaré. É autor  dos livros “<em>Plenilúnio’, ‘Pequeno Marginal” e “Autógrafo”. </em>E funcionário público, desde 1979. Em 1984 passou a atuar na Secretaria de Cultura de Santos. Coordena projetos importantes para o desenvolvimento e a propagação da cultura santista. Dentro do Leia Santos, cujo objetivo é levar a leitura à população, estão o Adote um Livro, Adote um Gibi, Varal de Poesia, Exposição Literária e Escritor na Rua. O Autor e Sua Obra e o Diálogos Terapêuticos são realizados na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6 da orla da praia. Cursou a Faculdade de Letras. Sempre envolvido em projetos culturais, seu mais novo projeto é lançar o livro <em>Dupla Face</em>, de sua autoria com sua esposa, Irene Bulhões. Contato: <a href="mailto:mirantepoesias@hotmail.com" rel="nofollow" target="_blank">mirantepoesias@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Vieira Vivo:</strong> Poeta da geração mimeógrafo, ex-integrante do Grupo Picaré. Atualmente é co-editor da Editora Costelas Felinas e da revista <em>Cabeça Ativa</em>. É integrante do Clube de Poetas do Litoral (CPL), letrista, radialista, escritor, ativista cultural, tendo até o momento 09 livros publicados, inclusive o “Humor Cego” lançado recentemente. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com" rel="nofollow" target="_blank">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong>André Azenha</strong>: Jornalista, crítico de cinema, poeta e formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Foi repórter e colunista musical dos sites, revistas e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Alagoas. Desde 2007 é repórter da <em>Veja Litoral Paulista</em>. Em 2008, publicou seu primeiro livro, “<strong>Poesia a Quatro Mãos”</strong>, escrito em parceria com sua mãe e poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Participa de e organiza ciclos de cinema e eventos culturais. Colabora com a revista literária <em>Mirante</em>. Criou o <em>CineZen </em>(<a href="http://www.cinezen.net/" rel="nofollow" target="_blank">www.cinezen.net</a>) em março de 2009 e no ano seguinte passou a organizar do “CineZen Convida”, evento beneficente realizado sempre nos aniversários do site, com o objetivo de estimular a discussão e a produção cultural. Escreve também no blog pessoal <a href="http://www.andreazenha.com/" rel="nofollow" target="_blank">www.andreazenha.com</a>.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="576"><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>1º CineZen Literário: Eventos e produção literária em Santos</strong><br />
Quando: Sábado, 20 de agosto de 2011, 20h<br />
Onde: Ao Café, Avenida Siqueira Campos, 462, Boqueirão, Santos (telefone: 13 3224-5744<br />
Entrada no evento é franca*<br />
*Pede-se um quilo de alimento ou uma lata de Mucilon para a Casa Vó Benedita</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #800000;"><strong><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Apoio cultural:</strong></span></p>
<p><strong>CineZen:</strong> Site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista) e prestar serviços. Semanalmente publica críticas das estreias de cinema e lançamentos em home vídeo, desde filmes contemporâneos até clássicos e cults. Conta com colaboradores de Santos, São Paulo, Santa Catarina, Recife e em 2010 firmou parceria com a Cinemaki, rede social para a discussão de cinema, com membros do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Espanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido. Atualmente conta com 56 mil acessos únicos mensais. Pode ser acessado pelos endereços <a href="http://www.cinezen.net/" rel="nofollow" target="_blank">www.cinezen.net</a> ou <a href="http://www.cinezencultural.com.br/" rel="nofollow" target="_blank">www.cinezencultural.com.br</a>. Contatos:<a href="mailto:editor.cinezencultural@gmail.com" rel="nofollow" target="_blank">editor.cinezencultural@gmail.com</a> e 13 9744-3726.</p>
<p><strong>Ao Café: </strong>Instalada em uma aconchegante casa, rodeada de muito verde, a Cafeteria Ao Café, inaugurada em maio de 2006, se ressalta não só pelo atendimento personalizado, mas principalmente como um local onde se respira cultura. O cardápio possui 20<em> </em>tipos de café, entre gelados e quentes. Quem preferir um chazinho, a casa possui 33 opções: nacionais e importados, quentes ou gelados. Foi a primeira cafeteria a trazer para a cidade de Santos as famosas sodas italianas. São oito sabores, destacam-se: amora, cereja e maçã-verde. A cafeteria também oferece cervejas long neck Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, e a belga Stella Artois, e sorvetes da marca La Basque. Para acompanhar as bebidas a tentação fica por conta dos bolos e salgados. A programação cultural da casa é eclética e pode ser conferida no site <a href="http://www.aocafe.com.br/" rel="nofollow" target="_blank">www.aocafe.com.br</a><strong>.</strong></p>
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		<title>Bate-papo beneficente terá sorteio de obras literárias</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 23:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[1º CineZen Literário]]></category>
		<category><![CDATA[CineZen]]></category>
		<category><![CDATA[CineZen Literário]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem marcar presença, em 20 de agosto, na Ao Café, concorrerá a livros escritos pelos debatedores e exemplares da revista Mirante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-32049" title="cinezenliterario1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/cinezenliterario1-300x79.jpg" alt="" width="300" height="79" />Qual a situação do meio literário santista? Há incentivos? Como fazer para publicar as obras? Com o intuito de abordar a produção literária e os eventos do segmento em Santos e região, o <strong><em>CineZen</em></strong> realizará, em 20 de agosto, sábado, às 20h, na charmosa <strong>Ao Café</strong>, a 1ª edição do <strong>“CineZen Literário”. </strong>O encontro é beneficente, em prol da Casa Vó Benedita. Quem marcar presença, além de colaborar com a instituição, poderá concorrer a livros escritos pelos debatedores e exemplares da revista Mirante.</p>
<p>O encontro reunirá profissionais importantes que contribuem para a divulgação e a publicação de obras na Baixada Santista. A mesa será formada pelos escritores <strong>Cláudia Brino</strong>, <strong>Madô Martins, Marcio Callegaro</strong>, <strong>Regina Alonso</strong>, <strong>Sidney Sanctus</strong>, <strong>Valdir Alvarenga</strong> e <strong>Vieira Vivo (saiba mais deles abaixo)</strong>. Todos desempenham relevantes papeis na fomentação do setor, publicando seus trabalhos de forma independente e incentivando a literatura, levando informação e dando oportunidades à população. <strong>André Azenha</strong>, editor do site, organiza e será o mediador do bate-papo.</p>
<p>O Ao Café (<a href="http://www.aocafe.com.br/" target="_blank">www.aocafe.com.br</a>) fica na Avenida Siqueira Campos, 462, no Boqueirão, esquina do Canal 4 com a Rua Doutor Lobo Viana.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="576"><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>CineZen Literário: Eventos e produção literária em Santos</strong><br />
Quando: Sábado, 20 de agosto de 2011, 20h<br />
Onde: Ao Café, Avenida Siqueira Campos, 462, Boqueirão, Santos (telefone: 13 3224-5744<br />
Entrada no evento é franca*<br />
*Pede-se um quilo de alimento ou uma lata de Mucilon para a Casa Vó Benedita</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="color: #ffffff;"> .</span><br />
<a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/22/1%C2%BA-cinezen-literario-bate-papo-beneficente-abordara-eventos-e-producao-literaria-na-baixada-santista/">Saiba mais sobre os participantes do evento.</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Papo com Márcio Callegaro</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/02/papo-com-marcio-callegaro/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 05:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Azenha, editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Contempoemidade]]></category>
		<category><![CDATA[Marcio Callegaro]]></category>
		<category><![CDATA[Valdir Alvarenga]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor de prosa, poesia, teatro, histórias em quadrinhos e letras de músicas fala sobre trajetória, projetos, meio literário e novo livro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32308" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><br />
<img class="size-full wp-image-32308" title="Contempoemidade em Santos" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Contempoemidade-em-Santos.jpg" alt="" width="696" height="524" /><p class="wp-caption-text">Márcio no lançamento de &quot;Contempoemidade&quot; em Santos (Foto: L.Augusto)</p></div>
<p>Em 4 de junho, sábado, a livraria Realejo, de Santos, presenciou um burburinho de gente da literatura, do cinema, do jornalismo, do teatro. Foi o lançamento da antologia “Contempoemidade” na cidade. Entre os autores, um sujeito carismático, de fala mansa e marcante, chamado Márcio Callegaro. Na época do evento, o <em>CineZen</em> publicou uma <a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/06/03/antologia-contempoemidade-e-amalgama-de-relacoes-espaciais/">crítica da obra</a>, na qual Madeleine Alves escreveu: “Márcio e sua música narrativa, a embalar-nos na maresia e dispondo reviravoltas diante do conhecido”. E é isso mesmo. Os poemas de Callegaro em “Contempoemidade” nos instigam a saber mais da obra dele.</p>
<div id="attachment_32313" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-32313" title="Mar+ºal Aquino e eu" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Mar+ºal-Aquino-e-eu.jpg" alt="" width="696" height="367" /><p class="wp-caption-text">Márcio ao lado do jornalista, escritor e roteirista Marçal Aquino</p></div>
<p>Tendo em vista o lançamento de seu primeiro romance, “Bala com bala”, no segundo semestre de 2011, o site aproveitou para bater um papo com o autor, que também assina peças teatrais, letras de músicas e textos de histórias em quadrinhos. Em pauta, como se enveredou pelas artes, trajetória, autores preferidos, prêmios, as dificuldades para viver apenas da literatura, meio literário, Santos, entre outros temas.</p>
<p>Quem quiser saber mais sobre a obra do escritor também pode conferir o <strong><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/22/1%C2%BA-cinezen-literario-bate-papo-beneficente-abordara-eventos-e-producao-literaria-na-baixada-santista/">1º CineZen Literário</a></strong>, em 20 de agosto, quando Márcio participará do bate-papo beneficente.</p>
<p>Confira a entrevista:</p>
<p><strong>Como surgiu seu interesse pela literatura? Houve influência dos pais, amigos, obras ou autores?<br />
</strong>Eu li muito quando criança e adolescente. Na fase adulta, por incrível que possa parecer, me interessei mais por livros técnicos. Considerava a literatura desinteressante. Quando me mudei para Santos, decidi realizar um sonho de adolescente, que era escrever para teatro. Então, nesses estudos, acabei adaptando “Carta ao pai”, do Kafka, e lendo quase toda a obra dele. Daí, pensei: se a gente pode escrever assim, então eu também quero fazer isso. Foi aí que descobri que me interesso mais pelo trabalho com a linguagem do que o conteúdo da história em si.</p>
<p><strong>Lembra de quando teve seu primeiro texto publicado?</strong><br />
Como incentivo aos escritores mais novos, aviso que assinei três contratos de publicação cujos livros acabaram não saindo. O mais engraçado é que minha primeira publicação oficial foi com uma história em quadrinhos premiada, roteiro meu e desenho do Roger Cido, pela Scarium MegaZine, do Rio de Janeiro, em junho de 2003. Em dezembro desse mesmo ano, nessa mesma revista, saiu um conto meu premiado como <em>fan fiction</em>, intitulado “A Clonagem de Joseph K.”, que é uma homenagem ao Kafka.</p>
<div id="attachment_32315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 703px"><img class="size-full wp-image-32315" title="Livro Espelhos de Cristal (1)" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Livro-Espelhos-de-Cristal-1.jpg" alt="" width="693" height="683" /><p class="wp-caption-text">Projeto da capa: Ronaldo Sena / Quadro da capa: Maria Helena Bandeira</p></div>
<p><strong>Trace um resumo da sua trajetória desde que se envolveu com as artes. Li que recebeu vários prêmios, em </strong><strong>música, teatro, roteiro de HQ, <em>fan fiction</em>, contos fantásticos e literatura infanto-juvenil. Por quais obras?<br />
</strong>Eu comecei a tocar violão e fazer música com 14 anos de idade. Tive diversas premiações em festivais estudantis, e até música censurada (risos). Isso lá em São Paulo, na época da ditadura. Quando fazia Marketing, em 1995, pagava a faculdade com dificuldade. Então, a UNIP, Universidade Paulista, resolveu fazer um concurso de contos entre suas unidades, e dava desconto na mensalidade para os cinco primeiros colocados. Nesse momento, eu vi apenas a oportunidade de reduzir meus custos (risos). Foi meu primeiro conto escrito, e premiado (“Gisele com Ge”). Daí me animei a escrever o segundo, e fui vencedor do Mapa Cultural Paulista, por São Caetano do Sul (“Os avós paternos”). Fiquei entre os dez melhores contistas do Estado de São Paulo. E somente havia escrito dois contos!… Com minha terceira peça teatral, o monólogo do Kafka, fui premiado pelo MinC – Ministério da Cultura, e a peça foi interpretada em três capitais brasileiras, inclusive pelo Luiz Serra e pelo Paulo Betti. O prêmio de infanto-juvenil foi por uma editora (“Pepo e o ladrão de vitaminas”). E tenho o conto “Lúcia” também vencedor de concurso de contos, e que foi filmado como curta-metragem pela Yépada Comunicações.</p>
<p><strong>Você participou da antologia “Contempoemidade”, que teve lançamento em Santos também. Como ocorreu seu envolvimento no projeto?</strong><br />
Rapaz, isso é outro caso impensado, até porque não me considero poeta (risos) &#8211; prefiro textos mais longos. Ocorre que deixei um romance com o Ari Mascarenhas para ele avaliar se era ou não um texto viável à publicação. Se me dava alguma dica para onde enviar, porque ele atua numa editora, a Algol, que publicava somente livros de música clássica. Um ano e meio depois, sem me dar resposta alguma, e sem eu cobrar nada dele, ele me convidou para participar dessa antologia poética, porque eu havia declamado uma poesia minha, “O Portão de Paraty”, em um sarau, e ele gostou bastante. Somente no dia do lançamento de “Contempoemidade”, lá em São Paulo, na Livraria Cultura, foi que ele me avisou que o segundo livro desse novo selo da editora, Mirfak, seria o meu romance.</p>
<div id="attachment_32317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 614px"><img class="size-full wp-image-32317" title="Foto arquivo pessoal" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Foto-arquivo-pessoal.jpg" alt="" width="604" height="403" /><p class="wp-caption-text">Foto: Carina Rodriguez</p></div>
<p><strong>Mudou para Santos em 1997. Quais foram as diferenças, no meio cultural, que encontrou na cidade em relação à capital?<br />
</strong>Olha, vou lhe dizer a verdade, os primeiros contatos que tive aqui em Santos, achei muito estranho, um embate de egos. Eu tinha contato com a Cláudia Vasconcellos, com a Marici Salomão, com o Luiz Serra, com o Paulo Betti, com o pessoal do XPTO, tive encontros com o Marçal Aquino, com o Mílton Hatoum. Sou amigo pessoal de vários escritores, tudo gente simples, acessível, e o pessoal daqui, que não me conhecia, me tratava com enorme arrogância. Daí resolvi ficar com meus contatos de São Paulo e de outras cidades. Naquele momento, penso que foi a atitude mais acertada. A primeira pessoa que, em Santos, se mostrou acessível foi o <strong><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/04/24/valdir-alvarenga-e-a-mirante-seguem-firmes-e-fortes-na-disseminacao-cultural/">Valdir Alvarenga</a></strong>. Depois, fui conhecendo outro pessoal. Passados mais de dez anos, creio que esse quadro melhorou bastante.</p>
<p><strong>O que é ser estudioso da Teoria da Literatura? Pode nos explicar?<br />
</strong>Teoria da Literatura é matéria acadêmica, de aspecto bastante amplo, por sinal. Em breves palavras, interpretação e crítica literária. Como escrevo, meu principal interesse é melhorar os meus textos, então estudo principalmente aquilo que se chama <em>poética </em>e <em>genética textual</em>, ou seja, como que se dá um texto em sua gênese, em sua origem, como ele se estrutura. Para escrever teatro, e romance, tive de entender como se constrói uma curva dramática, portanto, conhecer com profundidade os elementos da narrativa, e como eles se articulam. Por isso, transito com facilidade entre gêneros distintos. Aqui em Santos, eu fiz uma segunda faculdade, a de Letras e, depois, fiz pós em São Paulo, em Teoria Literária.</p>
<p><strong>Qual sua rotina atualmente? Vive da literatura? Se não, almeja viver só da literatura? Isso é possível no Brasil?<br />
</strong>Rapaz, tenho de trabalhar nove horas por dia para meu sustento, e isso não é pouco, na Defensoria Pública da União. Daí, parto para os estudos e para os compromissos pessoais. Então, infelizmente, a literatura fica mesmo nas horas que seriam voltadas para o lazer &#8211; não tem jeito. Há pouco tempo, em um jantar em São Paulo, eu comentei que literatura não dá dinheiro. E um amigo, o Lisandro, falou que eu devia incluir o “ainda” nessa frase (risos). E eu assim o fiz. Pelo menos, tenho a vantagem de estar sendo apoiado por uma editora comercial, ou seja, estou conseguindo publicar sem ter de bancar os custos, o que chega a ser um privilégio hoje em dia. São pouquíssimas pessoas que vivem de literatura no Brasil.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-32319" title="Filipeta Zero Zero Alpiste" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Filipeta-Zero-Zero-Alpiste.jpg" alt="" width="698" height="279" /></p>
<p><strong>Fale um pouco do livro que planeja para esse ano.<br />
</strong>Estou encabeçando um projeto de livros autorais, uma coleção pela Oficina de Escritores em parceria com as Costelas Felinas. Publico um livro meu de contos, “Espelhos de cristal”, somente com tempos míticos (fantasia) e tempos futuristas (distopias). Tem muita gente de qualidade nessa coleção. Depois, em final de outubro, início de novembro, sai meu romance pela Algol, “Bala com bala”<em> </em>que, comercialmente, podemos chamar de “romance policial”, porém é algo mais voltado para nossa realidade urbana, na linha de “Cidade de Deus” ou de “Tropa de Elite’. Pouca gente sabe, mas fui investigador da Civil, aqui de São Paulo, e relato nesse livro toda a minha experiência nesse período de vida. Portanto, é uma visão de dentro, não tem perfumaria. Mas, aviso, o livro trabalha com a linguagem, é polifônico. Foram três anos de escrita. São 33 capítulos curtos. O lançamento está sendo programado para a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, mas vamos fazer algo também aqui em Santos, e devo correr algumas cidades do Brasil divulgando o livro.<br />
<strong><br />
Tem mais projetos?<br />
</strong>Olha, minha vontade é voltar com o teatro o mais rápido possível. Estou em busca de um espaço para ensaio, sem custos. Quem souber de algum, me avise. Não sou ator, então praticamente sou obrigado a dirigir se quiser ver meus textos encenados. Para o ano que vem, tenho mais quatro livros prontos: um sobre técnica de escrita, outro de contos, o infanto-juvenil que foi premiado e um de poesias, que terá tiragem limitada, apenas para não perder um material que acho ótimo, e se chamará “Acesso restrito”, nome de uma das poesias. Porém, o que mais gostaria é de ver minhas músicas gravadas, pois retomei minha atividade artística primeira, a música. Estou em parceria com um músico fantástico de São Paulo, o Ciro Carvalho, estamos com mais de 52 músicas prontas, enviando para cantores diversos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-32324" title="Em casa" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/08/Em-casa.jpg" alt="" width="696" height="522" /></p>
<p><strong>Na sua obra, há mais inspiração ou transpiração?<br />
</strong>Uma amiga, a Madeleine, acha graça quando digo que entro em “estado mediúnico literário” (risos) porque não tenho dificuldade com a escrita e nunca empaco num texto, não tenho o tal do “branco”. Textos curtos, elaboro na cabeça mesmo; textos mais longos, no papel. Se eu souber o final, às vezes somente uma frase, o restante vem com facilidade. Agora, depois de escrito, faço muitas correções. No fundo, é a parte que mais gosto de fazer. Hoje, já tenho a primeira escrita com maior qualidade, mas já houve conto no passado que eu contei e foram sessenta leituras, em dias distintos, com inúmeras correções em cada uma delas, até eu considerar pronto. No geral, afirmo, um texto só fica bom depois de descansar na gaveta e do autor voltar a ele inúmeras vezes. Quem consegue um bom texto sem esse trabalho, pode se considerar um privilegiado.</p>
<p><strong><img class="alignright size-full wp-image-29933" title="contempoemidadecapa" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/06/contempoemidadecapa.jpg" alt="" width="244" height="400" />Costuma se inspirar em fatos reais ou também imagina situações para escrever?<br />
</strong>Meus dois autores prediletos são o João Guimarães Rosa e o João Antônio. Sigo a escola deles. Esse último dizia querer “uma literatura que se rala nos fatos e não que rele neles”. Eu abro a janela e escrevo. Mesmo quando escrevo fantástico ou fantasia, muita gente comenta que acha estranho, porque existe sempre uma história mais recente falando do humano e sendo contada de forma sub-reptícia. Em “Bala com bala”, por exemplo, muita gente vai ficar de cabelo em pé (risos) porque tem amigos que são personagens e várias das passagens são reais, ou seja, vivi diretamente ou me foram contadas por quem viveu. Agora, é uma colcha de retalhos, ou seja, alinhavo isso tudo de forma a criar uma narrativa. Então, é ficção. Eu tenho um caderninho que qualquer ideia, acontecimento ou nome que me chame a atenção, eu anoto e guardo. Quando vou escrever, faço uso desse material. Essa é uma ótima dica para quem escreve.</p>
<p><strong>Qual sua opinião do meio literário santista? Sente união entre os escritores?<br />
</strong>Esses dias, acompanhei uma discussão no <em>Facebook</em> do Flávio Viegas Amoreira e gostei muito quando ele colocou que não devemos falar em “literatura santista”, que a literatura não se prende a essa questão de ter uma origem específica. Literatura é a arte do humano, é simbolização. Eu me recordo de ter assistido a um filme sobre uma escola rural lá dos cafundós da China e achei aquilo muito adequado a nossa realidade. Eu me dou bem com todo o mundo, me relaciono por aqui e por aí afora, até com escritores dos Estados Unidos e da Alemanha. Aproveitando a frase recente de uma amiga, a Maria Helena Bandeira, quem quiser ser meu desafeto vai ter de fazer isso sozinho.<br />
<strong><br />
Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do site.</strong><strong><br />
</strong>Tudo na vida passa de forma muito rápida, portanto, viva o dia de hoje como se fosse o último. De tudo o que vivi nesses anos todos, o amor é o que mais vale à pena.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Noite cultural marcou encontro de segmentos culturais da Baixada Santista</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/31/noite-cultural-marcou-encontro-de-diferentes-segmentos-culturais-da-baixada-santista/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 16:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[CINEZEN TV]]></category>
		<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Outros destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[André Azenha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cinezencultural.com.br/site/?p=32223</guid>
		<description><![CDATA[Evento, realizado em 29 de julho, na Ao Café, com organização do <em>CineZen</em>, reuniu artistas plásticos, escritores, cineastas e jornalistas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fotos: <strong>Cláudio Azenha</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-32225" title="noiteculturalcinezen2" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteculturalcinezen2.jpg" alt="" width="696" height="522" /><br />
Teve a exposição da fantástica obra de <strong>Argemiro Antunes</strong>, o Miro, e os relançamentos do livro <strong><em>Poesia a quatro mãos</em></strong>, de Regina e André Azenha, mãe e filho, e da revista <strong><em>Mirante</em>,</strong> editada por<strong> Valdir Alvarenga </strong>e <strong>Sidney Sanctus</strong>. E mais. A noite cultural realizada sexta-feira, 29 de julho, na Ao Café, marcou o encontro de pessoas ligadas a diferentes áreas culturais da Baixada Santista. Representantes das artes plásticas, da literatura e do audiovisual tiveram a chance de conhecer novos colegas, reencontrar antigos parceiros, trocar ideias e pensar novos projetos. Possibilitaram ao público a aproximação com alguns dos principais nomes atuantes na cultura regional. <strong><em></em></strong></p>
<p>Mais de 60 pessoas lotaram a charmosa cafeteria para prestigiar a exposição de Miro, composta por ilustrações e cartazes inspirados na filmografia de Glauber Rocha e em clássicos exibidos no Clube de Cinema e na Cinemateca de Santos. A procura pela segunda edição do livro <em>Poesia a quatro mãos</em>, e pelas edições 73 e Especial Narciso de Andrade, da <em>Mirante</em>, também superou as expectativas.</p>
<div id="attachment_32227" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-32227" title="noiteculturalcinezen1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteculturalcinezen1.jpg" alt="" width="696" height="507" /><p class="wp-caption-text">Sidney Sanctus, Irene Estrela, ao lado do marido Valdir Alvarenga, Argemiro Antunes, André Azenha e Regina Azenha</p></div>
<p>Além de familiares e amigos dos envolvidos no projeto, e do público interessado em arte, marcaram presença os escritores Márcio Callegaro, Marcelo Rayel Correggiari, Regina Alonso, Madô Martins, Maria José Goldschmidt, os cineastas Carlos Oliveira e Madeleine Alves, o jornalista e editor de tevê Eduardo Abrantes, e o artista plástico Waldemar Lopes, entre outros.</p>
<p>Iniciado às 20h, o evento foi apresentado pelo proprietário da Ao Café, Maurício Tenreiro, e teve introdução de André Azenha, que explicou a origem do projeto e falou sobre a obra de Miro, o livro e os editores da revista, da qual também é colunista.</p>
<p>Por volta das 22h30, aconteceu sorteio de brindes: kits literários com cartões poéticos de Regina Azenha e edições anteriores da <em>Mirante</em>, vales-locação da Vídeo Paradiso, apoiadora cultural da noite, e camisetas do <em>CineZen</em>.</p>
<p>A exposição com as obras de Miro ficará um mês na Ao Café. Consulte a programação da casa <a href="http://www.aocafe.com.br">aqui</a>. Abaixo, vídeo do evento com depoimento dos participantes e também dos escritores Márcio Callegaro, Madô Martins, Regina Alonso, dos cineastas Carlos Oliveira e Madeleine Alves e do empresário Maurício Tenreiro:</p>
<p><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/31/noite-cultural-marcou-encontro-de-diferentes-segmentos-culturais-da-baixada-santista/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Sobre Argemiro Antunes, o Miro:</big></strong></span></p>
<div id="attachment_32229" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img class="size-medium wp-image-32229" title="noiteclaudinho6" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteclaudinho6-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" /><p class="wp-caption-text">Obra inédita de Argemiro Antunes, exibida no evento</p></div>
<p><strong>Argemiro Antunes</strong>, o Miro, 69 anos, artista plástico, desenhista, cartazista, chargista, cinéfilo. Iniciou a carreira em 1967, quando fez cartazes e folhetos para o Clube de Cinema de Santos, estimulado pelo presidente da instituição e grande amigo, Maurice Legeard, criador da Cinemateca da cidade e com quem desenvolveu importante parceria para a cultura da Baixada Santista.</p>
<p>Sua obra é toda baseada no cinema, em especial o cineasta Glauber Rocha.</p>
<p>Colaborou com o <em>Pasquim</em>, publicando textos, cartuns, fotopotocas, charges, notas, etc, até o fim do jornal. Também colaborou com os jornais <em>O Cartaz</em>, <em>Ensaio</em>, <em>A Imprensa de Cubatão</em>, <em>O Petroleiro</em> e a revista <em>De Olho na Tela</em>.</p>
<p>Em 1983, participou da mostra &#8220;Dois Anos Sem Glauber&#8221;, quando foram exibidos os filmes &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221;, “Terra em Transe&#8221; e &#8220;A Idade da Terra&#8221;. No ano seguinte, expôs 40 trabalhos sobre Glauber com o título “A Grandeza do Dragão”, no Sindicato dos Petroleiros. Este trabalho foi doado para o “Tempo Glauber”. Dois anos depois, por iniciativa de Lúcia Rocha, parte das obras doadas integrou a mostra no SESC Pompeia (São Paulo). A exposição viajou por várias capitais.</p>
<p>Realizou outras exposições memoráveis, entre elas: “A Maior História do Cinema Francês” (1988), promovida pela Cinemateca de Santos, na Cadeia Velha; “O Poderoso Chefão”, em homenagem aos 10 anos da morte de Maurice, organizada por Nivio Mota, no Museu da Imagem e do Som (MIS); e “Maurice &amp; Miro, 40 Anos de Parceria” (2008), na Universidade Santa Cecília, com apoio do Cineclube Lanterna Mágica. Contato: <a href="mailto:antunes.miro@gmail.com">antunes.miro@gmail.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Sobre o livro <em>Poesia a quatro mãos</em></big>:</strong></span></p>
<p><img class="size-medium wp-image-32234 alignleft" title="noiteclaudinho7" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteclaudinho7-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" />A obra, com 50 páginas, totalmente independente, foi custeada pelos próprios autores. A ilustração da capa é da autoria de André Azenha. A ideia de publicar a obra em conjunto nasceu quando André viu uma senhora vendendo seu livro de poesias, de papel sulfite, na praia. &#8220;Fiquei admirado com aquela mulher, que apesar da idade, estava na rua após as 23h mostrando seu trabalho. Empolgado com a ideia, convidei minha mãe para fazermos um livro em conjunto, e ela topou”. A primeira edição do livro foi lançada com sucesso em 2008, no La Quiche Dorée, quando contou com apresentação do pianista Mario Tirolli. Depois, o livro foi relançado na Porto das Letras e esteve presente em outros eventos culturais. Agora, ganha segunda edição, com informações atualizadas.</p>
<p>O escritor Valdir Alvarenga (editor da revista literária <strong>Mirante</strong>), que prefacia o livro, ressalta uma aproximação genética literária de duas gerações. &#8220;Regina, agora de forma poética bem mais amadurecida e trabalhada, continua fiel à sua temática/essência, espelho de seu íntimo, uma eterna criança que se recusa a cessar de voar e a mulher que nutre e acalenta desejos. Já o filho, além de ser um ardoroso amante do cinema e um crítico de filmes muito competente, desvenda-se como poeta e em linha diametralmente oposta à sua mãe. A linguagem poética de André ocupa-se mais de problemas sociais de nossos tempos, com pitadas filosóficas&#8221;. Para Valdir, o trabalho dos dois poetas forma uma mistura interessante que se entrecruza. &#8220;Os dois acreditam no sentimento chamado amor, tão vilipendiado em nossos tempos modernos, tempos estes repletos de veleidades e egos inflados&#8221;.</p>
<p><strong>Os autores de Poesia a quatro mãos:</strong></p>
<p><strong>André Azenha</strong>: Jornalista, crítico de cinema, poeta e formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Foi repórter e colunista musical dos sites, revistas e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Alagoas. Desde 2007 é repórter da <em>Veja Litoral Paulista</em>. Em 2008, publicou seu primeiro livro, <strong>Poesia a Quatro Mãos</strong>, escrito em parceria com sua mãe e poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Atualmente assina uma coluna, sempre às quartas, no portal do Curta Santos (<a href="http://www.curtasantos.com.br/blog">www.curtasantos.com.br/blog</a>). Colabora com a revista literária <em>Mirante</em>. Criou o <em>CineZen</em> (<a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a>) em março de 2009 e no ano seguinte passou a organizar do “CineZen Convida”, evento beneficente realizado sempre nos aniversários do site, com o objetivo de estimular a discussão e a produção cultural. Escreve também no blog pessoal <a href="http://www.andreazenha.com/">www.andreazenha.com</a>.</p>
<p><strong>Regina Célia A. Azenha</strong>, nascida em Santos, no dia 22 de abril de 1954, sempre teve amor pela arte de escrever. Taurina, de personalidade forte, mas romântica ao extremo, desde criança fez da poesia seu elo maior de ligação entre seus sonhos e suas verdades. Escreveu dois livros: <em>Mulher: Amor e Poesia</em>, em 1986 (pelo qual ganhou o prêmio Robalo de Ouro Brasil 1989), e <em>Fragmentos &amp; Mutações</em>, em 1997. Também já teve participação em festival, onde sua composição ficou entre as 10 finalistas. Na Bienal do Livro do SESC Santos, <em>Mulher: Amor e Poesia</em> foi um dos livros mais vendidos entre os autores independentes. Em 2008, publicou a primeira edição do livro <em>Poesia a quatro mãos</em>, em parceria com o filho André Azenha. Amante das artes, atualmente exerce a atividade de artesã. Site: <a href="http://www.reginaazenha.com/">www.reginaazenha.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Sobre a Mirante:</big></strong></span></p>
<p><a href="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteclaudinho8.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-32235" title="noiteclaudinho8" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteclaudinho8-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" /></a>Com 82 páginas, e preço de R$ 10, cada exemplar da Mirante presenteia o leitor com poesia, prosa, caricaturas, críticas de cinema, desenhos, entre outras formas de expressão artística.</p>
<p>Em sua trajetória, resgatou a obra de autores consagrados – publicou textos de Vinícius de Moraes, Rimbaud, Pablo Neruda e T.S. Eliot, entre outros -, bem como disseminou autores da Baixada Santista &#8211; Roldão, Madô Martins, Narciso de Andrade, Carolina Ramos, Sidney Sanctus – e outras localidades do país e até Portugal. São mais de cem autores e artistas publicados.</p>
<p>A cada edição traz um tema em destaque, seja ligado ao signo do mês, bem como a datas importantes, como o centenário do nascimento da poeta norte-americana, que viveu anos no Brasil, Elizabeth Bishop, matéria de capa da edição 72, lançada em março deste ano. Imperdível para os cinéfilos de Santos é a série de reportagens de Paulo Renato Alves sobre a história dos cinemas no município.</p>
<p>Realizada dessa forma, mantém uma forte ligação com o passado, em alguns casos um passado quase esquecido e ressuscitado pela publicação, porém sem esquecer a modernidade.</p>
<p><strong>Os editores da Mirante:</strong></p>
<p><strong>Valdir Alvarenga</strong>: Santista, 59 anos, casado, poeta. Criou a revista literária <em>Mirante</em> em 1982, a qual segue editando. Integrou o mítico grupo Picaré. É autor  dos livros <em>Plenilúnio</em>, <em>Pequeno Marginal</em> e <em>Autógrafo.</em><em> </em>E funcionário público, desde 1979. Em 1984 passou a atuar na Secretaria de Cultura de Santos. Coordena projetos importantes para o desenvolvimento e a propagação da cultura santista. Dentro do Leia Santos, cujo objetivo é levar a leitura à população, estão o Adote um Livro, Adote um Gibi, Varal de Poesia, Exposição Literária e Escritor na Rua. O Autor e Sua Obra e o Diálogos Terapêuticos são realizados na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6 da orla da praia. Cursou a Faculdade de Letras. Sempre envolvido em projetos culturais, seu mais novo projeto é lançar o livro <em>Dupla Face</em>, de sua autoria com sua esposa, Irene Bulhões. Contato: <a href="mailto:mirantepoesias@hotmail.com" target="_blank">mirantepoesias@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Sidney Sanctus</strong>: É o pseudônimo literário de Sidney Luís dos Santos, santista, nascido em 1960. Fez seus estudos fundamental e médio no Colégio Canadá, entre 67 e 77. Em 79, participou do Grupo Picaré, que aglutinava escritores e artistas independentes. Em 81, lançou o seu primeiro livro de poesias: <em>Chocolate com Pipoca</em>, durante a 1ª Feira Nacional de Escritores Independentes, realizada com grande sucesso no Teatro Municipal de Santos. Em 1982, participou da <em>Antologia Picaré, uma dúzia de poetas</em>. Posteriormente, passou a divulgar seu trabalho em várias revistas de poesia independente do Brasil e do exterior. Integrou ainda <em>Impressões – Antologia Poética</em>, em 2009, <em>Noite das Flores – Antologia Poética</em>, em 2010 e publicou <em>Musa Atômica</em> – coletânea, em 2011. Atualmente, é co-editor da revista <em>Mirante</em>. Seus poemas geralmente expressam “os sentimentos do homem perante a colossal magnitude do Universo”. Contato: <a href="mailto:sidneyexcelsior@hotmail.com">sidneyexcelsior@hotmail.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Apoio cultural:</big></strong></span></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-32237" title="noiteculturalcinezen3" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteculturalcinezen3.jpg" alt="" width="697" height="440" /><br />
CineZen:</strong> Site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista) e prestar serviços. Semanalmente publica críticas das estreias de cinema e lançamentos em home vídeo, desde filmes contemporâneos até clássicos e cults. Conta com colaboradores de Santos, São Paulo, Santa Catarina, Recife e em 2010 firmou parceria com a Cinemaki, rede social para a discussão de cinema, com membros do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Espanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido. Atualmente conta com 56 mil acessos únicos mensais. Pode ser acessado pelos endereços <a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a> ou <a href="http://www.cinezencultural.com.br/">www.cinezencultural.com.br</a>. Contatos: <a href="mailto:editor.cinezencultural@gmail.com">editor.cinezencultural@gmail.com</a> e 13 9744-3726.</p>
<p><strong>Ao Café: </strong>Instalada em uma aconchegante casa, rodeada de muito verde, a Cafeteria Ao Café, inaugurada em maio de 2006, se ressalta não só pelo atendimento personalizado, mas principalmente como um local onde se respira cultura. O cardápio possui 20<em> </em>tipos de café, entre gelados e quentes. Quem preferir um chazinho, a casa possui 33 opções: nacionais e importados, quentes ou gelados. Foi<strong> </strong>a primeira cafeteria a trazer para a cidade de Santos as famosas sodas italianas. São oito sabores, destacam-se: amora, cereja e maçã-verde. A cafeteria também oferece cervejas long neck Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, e a belga Stella Artois, e sorvetes da marca La Basque. Para acompanhar as bebidas a tentação fica por conta dos bolos e salgados. A programação cultural da casa é eclética e pode ser conferida no site <a href="http://www.aocafe.com.br/" target="_blank">www.aocafe.com.br</a><strong>.</strong></p>
<p>Vídeo Paradiso</p>
<p>Site: <a href="http://www.videoparadiso.com.br">www.videoparadiso.com.br</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-32238" title="noiteculturalcinezen4" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/noiteculturalcinezen4.jpg" alt="" width="696" height="392" /> <strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>[ATUALIZADO]  Lançamento da Mirante Especial Narciso de Andrade neste domingo é cancelado</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/23/mirante-especial-narciso-de-andrade-adiada/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 03:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Mirante]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Mirante]]></category>
		<category><![CDATA[Valdir Alvarenga]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova data será divulgada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-32030" title="mirantenarciso" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/mirantenarciso-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" /><strong>[ATUALIZADO] O lançamento da Mirante Especial Narciso de Andrade, que aconteceria neste domingo, foi cancelado. Em breve será anunciada a nova data. </strong></p>
<p><span style="color: #888888;">Antes do relançamento da <a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/04/noite-cultural-tera-exposicao-do-artista-plastico-argemiro-antunes-o-miro-e-relancamentos-do-livro-poesia-a-quatro-maos-e-da-revista-mirante-73/"><span style="color: #888888;"><em>Mirante</em> 73, junto com o livro “Poesia a quatro mãos” e exposição de Argemiro Antunes, dia 29</span></a>, vale conferir o lançamento da <strong><em>Mirante Especial Narciso de Andrade</em></strong>.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">O evento acontecerá durante o projeto Leia Santos, neste domingo (24), das 9h às 14h, na Fonte do Sapo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
<span style="color: #888888;"> <strong>Lançamento Mirante Especial Narciso de Andrade</strong></span><br />
<span style="color: #888888;"> Quando: Domingo, 24 de julho, das 9h às 14h</span><br />
<span style="color: #888888;"> Onde: Fonte do Sapo, orla da praia de Santos, altura da rua Alexandre Martins, bairro Aparecida</span><br />
<span style="color: #888888;"> Quanto: R$ 10 (cada exemplar)</span><br />
<span style="color: #888888;"> Acesso gratuito ao evento</span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>1º CineZen Literário: Bate-papo beneficente abordará eventos e produção literária na Baixada Santista</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/22/1%c2%ba-cinezen-literario-bate-papo-beneficente-abordara-eventos-e-producao-literaria-na-baixada-santista/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 16:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[André Azenha]]></category>
		<category><![CDATA[CineZen]]></category>
		<category><![CDATA[CineZen convida]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 20 de agosto, na Ao Café, site reunirá os escritores Cláudia Brino, Madô Martins, Marcio Callegaro, Regina Alonso, Sidney Sanctus, Valdir Alvarenga e Vieira Vivo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-32049" title="cinezenliterario1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/cinezenliterario1.jpg" alt="" width="696" height="184" /></div>
<div>Qual a situação do meio literário santista? Há incentivos? Como fazer para publicar as obras? Com o intuito de abordar a produção literária e os eventos do segmento em Santos e região, o <strong><em>CineZen</em></strong> realizará, em 20 de agosto, sábado, às 20h, na charmosa <strong>Ao Café</strong>, a 1ª edição do <strong>“CineZen Literário”.</strong>O encontro reunirá profissionais importantes que contribuem para a divulgação e a publicação de obras na Baixada Santista.A mesa será formada pelos escritores <strong>Cláudia Brino</strong>, <strong>Madô Martins, Marcio Callegaro</strong>, <strong>Regina Alonso</strong>, <strong>Sidney Sanctus</strong>, <strong>Valdir Alvarenga</strong> e <strong>Vieira Vivo (saiba mais deles abaixo)</strong>. Todos desempenham relevantes papeis na fomentação do setor, publicando seus trabalhos de forma independente e incentivando a literatura, levando informação e dando oportunidades à população. <strong>André Azenha</strong>, editor do site, organiza e será o mediador do bate-papo.</div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
O evento é beneficente e pede-se um quilo de alimento não perecível ou uma lata tradicional de Mucilon para colaborar com a <strong>Casa Vó Benedita</strong>.</p>
<p>O Ao Café (www.aocafe.com.br) fica na Avenida Siqueira Campos, 462, no Boqueirão, esquina do Canal 4 com a Rua Doutor Lobo Viana.</p>
<p><strong><big><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/04/24/valdir-alvarenga-e-a-mirante-seguem-firmes-e-fortes-na-disseminacao-cultural/">| Valdir Alvarenga e a Mirante seguem firmes e fortes na disseminação cultural</a></big></strong><br />
<strong><big><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/05/04/sidney-sanctus-e-o-amor-pela-poesia-e-as-artes/">| Sidney Sanctus e o amor pela poesia e as artes</a></big></strong><br />
<strong><big><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/05/30/papo-com-claudia-brino-e-vieira-vivo/">| Papo com Cláudia Brino e Vieira Vivo</a></big></strong><br />
<strong><big><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/05/18/regina-alonso-em-papo-exclusivo/">| Regina Alonso em papo exclusivo</a></big></strong><br />
<strong><big><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/06/03/antologia-contempoemidade-e-amalgama-de-relacoes-espaciais/">| Antologia <em>Comtempoemidade</em> é amálgama de relações espaciais<br />
</a><a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/06/04/mado-martins/">| Maria das Dores Martins da Silva, a Madô Martins</a><br />
<a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/08/02/papo-com-marcio-callegaro/">| Papo com Márcio Callegaro</a></big></strong></p>
<p><strong class="size-medium wp-image-27233" title="valdir1">Abaixo, mais detalhes sobre os participantes, em ordem alfabética:</strong></p>
<p><strong>Cláudia Brino:</strong> Criadora da Editora Costelas Felinas, diagramadora, autora de 13 livros publicados, fotógrafa, ativista cultural. Fundadora e coordenadora do Clube de Poetas do Litoral (CPL). Diretora de performances poéticas, co-editora da revista lítero-temática Cabeça Ativa. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong>Madô Martins:</strong> Escritora e jornalista, autora de obras em prosa e verso, várias delas premiadas e impressas em Portugal e diversos estados brasileiros. Tem nove livros publicados: “Doce Destino” (poesia), “Paixão e Morte” (contos), “Pensando em Verso” (infantil), “O Jacaré da Lagoa” (infantil), “Alfabeto do Vento” (haicais), “Uma vez em 2284 e outras histórias planetárias&#8221; (contos), “Três meses no Japão” (crônicas de viagem), “Voo de Borboleta” (crônicas) e &#8220;Avesso” (romance). Desde 2000, é colunista do jornal A Tribuna, de Santos, escrevendo crônicas aos domingos, no caderno Galeria. Textos da escritora também se encontram em mais de 70 coletâneas, nacionais e estrangeiras. Realiza palestras e oficinas literárias. Assina a coluna Letras cotidianas, no site midiativasantos.com.br. Contato: <a id="yui_3_2_0_5_1311395461070695" href="mailto:madomartins@yahoo.com.br" rel="nofollow" target="_blank">madomartins@yahoo.com.br</a>.</p>
<p><strong>Marcio Callegaro</strong> nasceu em São Paulo, reside em Santos desde 1997.  É estudioso de Teoria da Literatura, transita com facilidade entre diferentes gêneros textuais.  Dramaturgo e romancista, possui premiações em música, teatro, roteiro de HQ, <em>fan fiction</em>, contos fantásticos e literatura infanto-juvenil. Participa da antologia “Contempoemidade — olhares sobre o espaço<em> </em>que nos cerca”, pela Algol Editora, com programação de lançamento de seu romance para novembro deste ano. Contato: <a href="mailto:mrcallegaro@yahoo.com.br">mrcallegaro@yahoo.com.br</a>.</p>
<p class="size-full wp-image-32059" title="sidney51"><strong>Regina Alonso</strong>: autora de “Ofício”, “Tábua de Marés”, “Olho por Olho”, “Circularidade”- poesias; “Ondas Vão e Vem”, haicai; “Vento Noroeste”, prosa e haicai. “Refavela, refazendo o sentido”, texto-dramaturgia com Renato Di Renzo. Vários prêmios, em contos, crônicas, poesia e haicai. Publicações em antologias, revistas literárias, jornais. Faz oficinas literárias. Membro-Proler/BS, Grêmio de Haicai Caminho das Águas, Grupo Poetas Vivos, Seis e Meia. Coordena projetos literários:“Café com Letras”- AMBEP e Outras Palavras-Ong Tamtam. Contato: <a href="mailto:orgone1@terra.com.br">orgone1@terra.com.br</a>.</p>
<p><strong>Sidney Sanctus</strong>: É o pseudônimo literário de Sidney Luís dos Santos, santista, nascido em 1960. Fez seus estudos fundamental e médio no Colégio Canadá, entre 67 e 77. Em 79, participou do Grupo Picaré, que aglutinava escritores e artistas independentes. Em 81, lançou o seu primeiro livro de poesias: “Chocolate com Pipoca”, durante a 1ª Feira Nacional de Escritores Independentes, realizada com grande sucesso no Teatro Municipal de Santos. Em 1982, participou da “Antologia Picaré<em>, </em>uma dúzia de poetas”. Posteriormente, passou a divulgar seu trabalho em várias revistas de poesia independente do Brasil e do exterior. Integrou ainda ‘Impressões – Antologia Poética’, em 2009, “Noite das Flores – Antologia Poética”, em 2010 e publicou ‘Musa Atômica” – coletânea, em 2011. Atualmente, é co-editor da revista <em>Mirante</em>. Seus poemas geralmente expressam “os sentimentos do homem perante a colossal magnitude do Universo”. Contato: <a href="mailto:sidneyexcelsior@hotmail.com">sidneyexcelsior@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Valdir Alvarenga</strong>: Santista, 59 anos, casado, poeta. Criou a revista literária <em>Mirante</em> em 1982, a qual segue editando. Integrou o mítico grupo Picaré. É autor  dos livros “<em>Plenilúnio’</em><em>,</em><em> ‘</em><em>Pequeno Marginal”</em><em> </em><em>e</em><em> “</em><em>Autógrafo”</em><em>.</em><em> </em>E funcionário público, desde 1979. Em 1984 passou a atuar na Secretaria de Cultura de Santos. Coordena projetos importantes para o desenvolvimento e a propagação da cultura santista. Dentro do Leia Santos, cujo objetivo é levar a leitura à população, estão o Adote um Livro, Adote um Gibi, Varal de Poesia, Exposição Literária e Escritor na Rua. O Autor e Sua Obra e o Diálogos Terapêuticos são realizados na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6 da orla da praia. Cursou a Faculdade de Letras. Sempre envolvido em projetos culturais, seu mais novo projeto é lançar o livro <em>Dupla Face</em>, de sua autoria com sua esposa, Irene Bulhões. Contato: <a href="mailto:mirantepoesias@hotmail.com" target="_blank">mirantepoesias@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Vieira Vivo:</strong> Poeta da geração mimeógrafo, ex-integrante do Grupo Picaré. Atualmente é co-editor da Editora Costelas Felinas e da revista <em>Cabeça Ativa</em>. É integrante do Clube de Poetas do Litoral (CPL), letrista, radialista, escritor, ativista cultural, tendo até o momento 09 livros publicados, inclusive o &#8220;Humor Cego&#8221; lançado recentemente. Contato: <a href="mailto:cacbvv@gmail.com">cacbvv@gmail.com</a>.</p>
<p><strong>André Azenha</strong>: Jornalista, crítico de cinema, poeta e formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Foi repórter e colunista musical dos sites, revistas e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Alagoas. Desde 2007 é repórter da <em>Veja Litoral Paulista</em>. Em 2008, publicou seu primeiro livro, “<strong>Poesia a Quatro Mãos”</strong>, escrito em parceria com sua mãe e poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Atualmente assina uma coluna, sempre às quartas, no portal do Curta Santos (<a href="http://www.curtasantos.com.br/blog">www.curtasantos.com.br/blog</a>). É colunista do Jornal da Orla, na edição impressa e no site, onde apresenta um vídeo semanal. Participa de e organiza ciclos de cinema e eventos culturais. Colabora com a revista literária <em>Mirante</em>. Criou o <em>CineZen</em> (<a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a>) em março de 2009 e no ano seguinte passou a organizar do “CineZen Convida”, evento beneficente realizado sempre nos aniversários do site, com o objetivo de estimular a discussão e a produção cultural. Escreve também no blog pessoal <a href="http://www.andreazenha.com/">www.andreazenha.com</a>.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="576"><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>CineZen Literário: Eventos e produção literária em Santos</strong><br />
Quando: Sábado, 20 de agosto de 2011, 20h<br />
Onde: Ao Café, Avenida Siqueira Campos, 462, Boqueirão, Santos (telefone: 13 3224-5744<br />
Entrada no evento é franca</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><br />
<span style="color: #800000;"><big>Apoio cultural:</big></span></strong></p>
<p><strong>CineZen:</strong> Site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista) e prestar serviços. Semanalmente publica críticas das estreias de cinema e lançamentos em home vídeo, desde filmes contemporâneos até clássicos e cults. Conta com colaboradores de Santos, São Paulo, Santa Catarina, Recife e em 2010 firmou parceria com a Cinemaki, rede social para a discussão de cinema, com membros do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Espanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido. Atualmente conta com 56 mil acessos únicos mensais. Pode ser acessado pelos endereços <a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a> ou <a href="http://www.cinezencultural.com.br/">www.cinezencultural.com.br</a>. Contatos: <a href="mailto:editor.cinezencultural@gmail.com">editor.cinezencultural@gmail.com</a> e 13 9744-3726.</p>
<p><strong>Ao Café: </strong>Instalada em uma aconchegante casa, rodeada de muito verde, a Cafeteria Ao Café, inaugurada em maio de 2006, se ressalta não só pelo atendimento personalizado, mas principalmente como um local onde se respira cultura. O cardápio possui 20<em> </em>tipos de café, entre gelados e quentes. Quem preferir um chazinho, a casa possui 33 opções: nacionais e importados, quentes ou gelados. Foi a primeira cafeteria a trazer para a cidade de Santos as famosas sodas italianas. São oito sabores, destacam-se: amora, cereja e maçã-verde. A cafeteria também oferece cervejas long neck Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, e a belga Stella Artois, e sorvetes da marca La Basque. Para acompanhar as bebidas a tentação fica por conta dos bolos e salgados. A programação cultural da casa é eclética e pode ser conferida no site <a href="http://www.aocafe.com.br/" target="_blank">www.aocafe.com.br</a><strong>.</strong><strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Noite cultural terá exposição do artista plástico Argemiro Antunes, o Miro, e relançamentos do livro Poesia a Quatro Mãos e da revista Mirante 73</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/07/04/noite-cultural-tera-exposicao-do-artista-plastico-argemiro-antunes-o-miro-e-relancamentos-do-livro-poesia-a-quatro-maos-e-da-revista-mirante-73/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 22:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Argemiro Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[Miro]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia a quatro mãos]]></category>
		<category><![CDATA[Sidney Sanctus]]></category>
		<category><![CDATA[Valdir Alvarenga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cinezencultural.com.br/site/?p=31264</guid>
		<description><![CDATA[Evento, com apoio cultural do CineZen, acontece em 29 de julho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31265" class="wp-caption aligncenter" style="width: 706px"><img class="size-full wp-image-31265" title="miro1" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/miro1.jpg" alt="" width="696" height="451" /><p class="wp-caption-text">Argemiro Antunes, o Miro</p></div>
<p>Santos sempre foi uma cidade efervescente culturalmente. E essa efervescência em grande parte se deve à obra de artistas independentes, que não se deixam vencer pelas amarras da burocracia e da falta de incentivos. O município tem pessoas que respiram cultura e se dedicam a ela. Em várias vertentes.</p>
<p>É com o intuito de promover a interação cultural independente que os poetas <strong>Regina Azenha</strong> e <strong>André Azenha</strong>, autores do livro <strong><em>Poesia a quatro mãos</em></strong>, <strong>Valdir Alvarenga</strong> e <strong>Sidney Sanctus</strong>, editores da revista literária <strong>Mirante</strong>, e o artista plástico <strong>Argemiro Antunes</strong>, o <strong>Miro</strong>, decidiram se reunir em uma noite cultural com literatura e exposição artística. Em 29 de julho, sexta-feira, na <strong>Ao Café</strong>, às 20h, o público terá a chance de conferir, ao mesmo tempo, os relançamentos do livro <em>Poesia a quatro mãos</em>, em sua segunda edição, da revista <em>Mirante 73</em>, e apreciar o trabalho de um dos grandes artistas plásticos do litoral paulista: Argemiro Antunes, cuja obra é toda baseada no cinema, especialmente no trabalho de Glauber Rocha.</p>
<p>Os presentes poderão conversar com o artista e os escritores num local aconchegante e charmoso.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="576"><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Noite cultural com Argemiro Antunes, livro <em>Poesia a quatro mãos</em> e revista <em>Mirante</em></strong><br />
Quando: Sexta, 29 de julho, 20h<br />
Onde: Ao Café, Avenida Siqueira Campos, 462, Boqueirão, Santos (telefone: 13 3224-5744<br />
Entrada no evento é franca<br />
Valores: Poesia a quatro mãos (R$ 10 cada exemplar) e Mirante (R$ 10 cada exemplar)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: #800000;"><strong><span style="color: #ffffff;">.</span><br />
<big>Sobre Argemiro Antunes, o Miro:</big></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_31281" class="wp-caption alignright" style="width: 315px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-31281" title="campones.miro" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/campones.miro_.jpg" alt="" width="305" height="382" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">&quot;Camponês&quot;, por Argemiro Antunes</p></div>
<p><strong>Argemiro Antunes</strong>, o Miro, 69 anos, artista plástico, desenhista, cartazista, chargista, cinéfilo. Iniciou a carreira em 1967, quando fez cartazes e folhetos para o Clube de Cinema de Santos, estimulado pelo presidente da instituição e grande amigo, Maurice Legeard, criador da Cinemateca da cidade e com quem desenvolveu importante parceria para a cultura da Baixada Santista. Sua obra é toda baseada no cinema, em especial o cineasta Glauber Rocha. Colaborou com o <em>Pasquim</em>, publicando textos, cartuns, fotopotocas, charges, notas, etc, até o fim do jornal. Também colaborou com os jornais <em>O Cartaz</em>, <em>Ensaio</em>,<em>A Imprensa de Cubatão</em>, <em>O Petroleiro</em> e a revista <em>De Olho na Tela</em>. Em 1983, participou da mostra <strong>&#8220;Dois Anos Sem Glauber&#8221;, quando foram exibidos os filmes &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221;, “Terra em Transe&#8221; e &#8220;A Idade da Terra&#8221;. No ano seguinte</strong>, expôs 40 trabalhos sobre Glauber com o título “A Grandeza do Dragão”, no Sindicato dos Petroleiros. Este trabalho foi doado para o “Tempo Glauber”. Dois anos depois, por iniciativa de Lúcia Rocha, parte das obras doadas integrou a mostra no SESC Pompeia (São Paulo). A exposição viajou por várias capitais. Realizou outras exposições memoráveis, entre elas: “A Maior História do Cinema Francês” (1988), promovida pela Cinemateca de Santos, na Cadeia Velha; “O Poderoso Chefão”, em homenagem aos 10 anos da morte de Maurice, organizada por Nivio Mota, no Museu da Imagem e do Som (MIS); e “Maurice &amp; Miro, 40 Anos de Parceria” (2008), na Universidade Santa Cecília, com apoio do Cineclube Lanterna Mágica.<br />
Contato:<a href="mailto:antunes.miro@gmail.com">antunes.miro@gmail.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Sobre o livro <em>Poesia a quatro mãos</em>:</big></strong></span></p>
<p><img class="size-full wp-image-31266 alignleft" title="capa" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/capa.jpg" alt="" width="234" height="328" />A obra, com 50 páginas, totalmente independente, foi custeada pelos próprios autores. A ilustração da capa é da autoria de André Azenha. A ideia de publicar a obra em conjunto nasceu quando André viu uma senhora vendendo seu livro de poesias, de papel sulfite, na praia. &#8220;Fiquei admirado com aquela mulher, que apesar da idade, estava na rua após as 23h mostrando seu trabalho. Empolgado com a ideia, convidei minha mãe para fazermos um livro em conjunto, e ela topou”. A primeira edição do livro foi lançada com sucesso em 2008, no La Quiche Dorée, quando contou com apresentação do pianista Mario Tirolli. Depois, o livro foi relançado na Porto das Letras e esteve presente em outros eventos culturais. Agora, ganha segunda edição, com informações atualizadas.</p>
<p>O escritor Valdir Alvarenga (editor da revista literária <strong>Mirante</strong>), que prefacia o livro, ressalta uma aproximação genética literária de duas gerações. &#8220;Regina, agora de forma poética bem mais amadurecida e trabalhada, continua fiel à sua temática/essência, espelho de seu íntimo, uma eterna criança que se recusa a cessar de voar e a mulher que nutre e acalenta desejos. Já o filho, além de ser um ardoroso amante do cinema e um crítico de filmes muito competente, desvenda-se como poeta e em linha diametralmente oposta à sua mãe. A linguagem poética de André ocupa-se mais de problemas sociais de nossos tempos, com pitadas filosóficas&#8221;. Para Valdir, o trabalho dos dois poetas forma uma mistura interessante que se entrecruza. &#8220;Os dois acreditam no sentimento chamado amor, tão vilipendiado em nossos tempos modernos, tempos estes repletos de veleidades e egos inflados&#8221;.</p>
<p><strong>Os autores de Poesia a quatro mãos:</strong></p>
<p><strong>André Azenha</strong>: Jornalista, crítico de cinema, poeta e formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Foi repórter e colunista musical dos sites, revistas e jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Alagoas. Desde 2007 é repórter da <em>Veja Litoral Paulista</em>. Em 2008, publicou seu primeiro livro, <strong>Poesia a Quatro Mãos</strong>, escrito em parceria com sua mãe e poetisa Regina Azenha. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Atualmente assina uma coluna, sempre às quartas, no portal do Curta Santos (<a href="http://www.curtasantos.com.br/blog">www.curtasantos.com.br/blog</a>). Colabora com a revista literária <em>Mirante</em>. Criou o <em>CineZen</em> (<a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a>) em março de 2009 e no ano seguinte passou a organizar do “CineZen Convida”, evento beneficente realizado sempre nos aniversários do site, com o objetivo de estimular a discussão e a produção cultural. Escreve também no blog pessoal <a href="http://www.andreazenha.com/">www.andreazenha.com</a>.</p>
<p><strong>Regina Célia A. Azenha</strong>, nascida em Santos, no dia 22 de abril de 1954, sempre teve amor pela arte de escrever. Taurina, de personalidade forte, mas romântica ao extremo, desde criança fez da poesia seu elo maior de ligação entre seus sonhos e suas verdades. Escreveu dois livros: <em>Mulher: Amor e Poesia</em>, em 1986 (pelo qual ganhou o prêmio Robalo de Ouro Brasil 1989), e <em>Fragmentos &amp; Mutações</em>, em 1997. Também já teve participação em festival, onde sua composição ficou entre as 10 finalistas. Na Bienal do Livro do SESC Santos, <em>Mulher: Amor e Poesia</em> foi um dos livros mais vendidos entre os autores independentes. Em 2008, publicou a primeira edição do livro <em>Poesia a quatro mãos</em>, em parceria com o filho André Azenha. Amante das artes, atualmente exerce a atividade de artesã. Site: <a href="http://www.reginaazenha.com/">www.reginaazenha.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong><big>Sobre a Mirante:</big></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="size-medium wp-image-31278 alignright" title="mirante73" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/07/mirante73-208x300.jpg" alt="" width="179" height="257" />Com 82 páginas, e preço de R$ 10, cada exemplar da Mirante presenteia o leitor com poesia, prosa, caricaturas, críticas de cinema, desenhos, entre outras formas de expressão artística.</p>
<p>Em sua trajetória, resgatou a obra de autores consagrados – publicou textos de Vinícius de Moraes, Rimbaud, Pablo Neruda e T.S. Eliot, entre outros -, bem como disseminou autores da Baixada Santista &#8211; Roldão, Madô Martins, Narciso de Andrade, Carolina Ramos, Sidney Sanctus – e outras localidades do país e até Portugal. São mais de cem autores e artistas publicados.</p>
<p>A cada edição traz um tema em destaque, seja ligado ao signo do mês, bem como a datas importantes, como o centenário do nascimento da poeta norte-americana, que viveu anos no Brasil, Elizabeth Bishop, matéria de capa da edição 72, lançada em março deste ano. Imperdível para os cinéfilos de Santos é a série de reportagens de Paulo Renato Alves sobre a história dos cinemas no município.</p>
<p>Realizada dessa forma, mantém uma forte ligação com o passado, em alguns casos um passado quase esquecido e ressuscitado pela publicação, porém sem esquecer a modernidade.</p>
<p><strong>Os editores da Mirante:</strong></p>
<p><strong>Valdir Alvarenga</strong>: Santista, 59 anos, casado, poeta. Criou a revista literária <em>Mirante</em> em 1982, a qual segue editando. Integrou o mítico grupo Picaré. É autor  dos livros <em>Plenilúnio</em>, <em>Pequeno Marginal</em> e <em>Autógrafo.</em><em> </em>E funcionário público, desde 1979. Em 1984 passou a atuar na Secretaria de Cultura de Santos. Coordena projetos importantes para o desenvolvimento e a propagação da cultura santista. Dentro do Leia Santos, cujo objetivo é levar a leitura à população, estão o Adote um Livro, Adote um Gibi, Varal de Poesia, Exposição Literária e Escritor na Rua. O Autor e Sua Obra e o Diálogos Terapêuticos são realizados na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6 da orla da praia. Cursou a Faculdade de Letras. Sempre envolvido em projetos culturais, seu mais novo projeto é lançar o livro <em>Dupla Face</em>, de sua autoria com sua esposa, Irene Bulhões. Contato: <a href="mailto:mirantepoesias@hotmail.com" target="_blank">mirantepoesias@hotmail.com</a>.</p>
<p><strong>Sidney Sanctus</strong>: É o pseudônimo literário de Sidney Luís dos Santos, santista, nascido em 1960. Fez seus estudos fundamental e médio no Colégio Canadá, entre 67 e 77. Em 79, participou do Grupo Picaré, que aglutinava escritores e artistas independentes. Em 81, lançou o seu primeiro livro de poesias: <em>Chocolate com Pipoca</em>, durante a 1ª Feira Nacional de Escritores Independentes, realizada com grande sucesso no Teatro Municipal de Santos. Em 1982, participou da <em>Antologia Picaré, uma dúzia de poetas</em>. Posteriormente, passou a divulgar seu trabalho em várias revistas de poesia independente do Brasil e do exterior. Integrou ainda <em>Impressões – Antologia Poética</em>, em 2009, <em>Noite das Flores – Antologia Poética</em>, em 2010 e publicou <em>Musa Atômica</em> – coletânea, em 2011. Atualmente, é co-editor da revista <em>Mirante</em>. Seus poemas geralmente expressam “os sentimentos do homem perante a colossal magnitude do Universo”. Contato: <a href="mailto:sidneyexcelsior@hotmail.com">sidneyexcelsior@hotmail.com</a>.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Apoio cultural:</strong></span></p>
<p><strong>CineZen:</strong> Site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista) e prestar serviços. Semanalmente publica críticas das estreias de cinema e lançamentos em home vídeo, desde filmes contemporâneos até clássicos e cults. Conta com colaboradores de Santos, São Paulo, Santa Catarina, Recife e em 2010 firmou parceria com a Cinemaki, rede social para a discussão de cinema, com membros do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Espanha, Índia, Estados Unidos e Reino Unido. Atualmente conta com 52 mil acessos únicos mensais. Pode ser acessado pelos endereços <a href="http://www.cinezen.net/">www.cinezen.net</a> ou <a href="http://www.cinezencultural.com.br/">www.cinezencultural.com.br</a>. Contatos: <a href="mailto:editor.cinezencultural@gmail.com">editor.cinezencultural@gmail.com</a> e 13 9744-3726.</p>
<p><strong>Ao Café: </strong>Instalada em uma aconchegante casa, rodeada de muito verde, a Cafeteria Ao Café, inaugurada em maio de 2006, se ressalta não só pelo atendimento personalizado, mas principalmente como um local onde se respira cultura. O cardápio possui 20<em> </em>tipos de café, entre gelados e quentes. Quem preferir um chazinho, a casa possui 33 opções: nacionais e importados, quentes ou gelados. Foi<strong> </strong>a primeira cafeteria a trazer para a cidade de Santos as famosas sodas italianas. São oito sabores, destacam-se: amora, cereja e maçã-verde. A cafeteria também oferece cervejas long neck Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, e a belga Stella Artois, e sorvetes da marca La Basque. Para acompanhar as bebidas a tentação fica por conta dos bolos e salgados. A programação cultural da casa é eclética e pode ser conferida no site <a href="http://www.aocafe.com.br/" target="_blank">www.aocafe.com.br</a><strong>.</strong></p>
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		<title>Edição 73 da revista Mirante terá lançamento dia 17 no Posto 6, em Santos</title>
		<link>http://cinezencultural.com.br/site/2011/06/16/edicao-73-da-revista-mirante-tera-lancamento-dia-17-no-posto-6-em-santos/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 14:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineZen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Mirante]]></category>
		<category><![CDATA[Sidney Sanctus]]></category>
		<category><![CDATA[Valdir Alvarenga]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicação é a mais antiga do gênero no país; neste número, temas são o escritor argentino Ernesto Sábato e o vinho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-30164" title="mirante73" src="http://cinezencultural.com.br/site/wp-content/uploads/2011/06/mirante73.jpg" alt="" width="278" height="400" />A <strong>Mirante</strong>, revista independente de poesias e literatura mais antiga do país, editada pelo poeta e escritor <strong>Valdir Alvarenga</strong>, desde sua criação,  há 28 anos, e desde 2008 coeditada pelo poeta <strong>Sidney Sanctus</strong>, chega à sua edição 73, que será lançada em 17 de junho, uma sexta-feira, na <strong>Biblioteca Municipal Mário Faria, Posto 6</strong>, na praia da Aparecida. A entrada no evento é franca.</p>
<p>Dessa vez, a revista homenageia o escritor argentino <strong>Ernesto Sábato</strong>, que completaria 100 anos no último dia 30 de abril. Sábato foi vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura (1984) e um dos maiores autores argentinos do século XX.</p>
<p>Também é dado um enfoque especial sobre o vinho nesta edição.</p>
<p><strong>Sobre a Mirante</strong><strong></strong></p>
<p>Com 82 páginas, e preço de R$ 10, cada exemplar da Mirante presenteia o leitor com poesia, prosa, caricaturas, críticas de cinema, desenhos, entre outras formas de expressão artística.</p>
<p>Em sua trajetória, resgatou a obra de autores consagrados – publicou textos de Vinícius de Moraes, Rimbaud, Pablo Neruda e T.S. Eliot, entre outros -, bem como disseminou autores da Baixada Santista &#8211; Roldão, Madô Martins, Narciso de Andrade, Carolina Ramos, Sidney Sanctus – e outras localidades do país e até Portugal. São mais de cem autores e artistas publicados.</p>
<p>A cada edição traz um tema em destaque, seja ligado ao signo do mês, bem como a datas importantes, como o centenário do nascimento da poeta norte-americana, que viveu anos no Brasil, Elizabeth Bishop, matéria de capa da edição 72, lançada em março deste ano. Imperdível para os cinéfilos de Santos é a série de reportagens de Paulo Renato Alves sobre a história dos cinemas no município.</p>
<p>Realizada dessa forma, mantém uma forte ligação com o passado, em alguns casos um passado quase esquecido e ressuscitado pela publicação, porém sem esquecer a modernidade.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Lançamento – Revista Mirante 73<br />
Quando: Sexta-feira, 17 de junho, 20h<br />
Onde: Biblioteca Municipal Mário Faria, Posto 6 – Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/nº, Aparecida (próxima à rua Alexandre Martins), Santos<br />
Preço do exemplar: R$ 10,00<br />
A ENTRADA NO EVENTO É FRANCA</p>
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