Livros: Harry Potter e as Relíquias da Morte
Por André Azenha (15/07/2009) // Comente
O lançamento de “Harry Potter and The Deathly Hallows” (“Harry Potter e as Relíquias da Morte” no Brasil), sétimo livro de J.K. Howling sobre o jovem bruxo mais conhecido do planeta, foi cercado de expectativas e recebido, como ocorre desde o início da série, com festas ao redor do globo, incluindo um recorde de pedidos no Amazon.com, a dúvida sobre a veracidade do vazamento da edição na web uma semana antes do lançamento oficial – era a obra verdadeira - muita falação em torno do destino dos personagens. Potter morreria? Herminione e Ronnie ficariam juntos? Quem ficaria vivo e quem não sobreviveria no final?
Para dar vida à aventura, a autora deu resposta a todas essas questões e aproveitou para resgatar pequenas passagens das publicações anteriores. Reapareceram a Poção Polissuco, a Penseira de Dumbledore, a motocicleta voadora de Sirius, o elfo doméstico Dobby e o fabricante de varinhas Olivaras.
Nos capítulos anteriores Harry já havia perdido os pais, o padrinho Sirius e o mentor Alvo Dumbledore, e se desgraça pouca é bobagem, na última trama mais uma quantidade razoável de personagens bateram as botas, enquanto outros ficaram órfãos ou foram torturados.
Voldemort e sua laia adentram os territórios de Hogwarts e do Ministério da Magia, levando o caos aos mundos de bruxos e trouxas. É quando elfos, gnomos, centauros e todos os tipos de seres decidem de que lado ficar.
Potter, Ron e Hermione seguem em busca das Horcruxes, que possuem parte da alma de Voldemort e precisam ser destruídas para dar cabo do vilão. Pelo meio da aventura, Harry fica indeciso se continua procurando esses objetos – a pedido do falecido Dumbledore – ou se vai atrás das três Hallows, artefatos mágicos que podem conferir aos seus possuidores o domínio sobre a Morte.
Ele ainda visita o passado e reencontra Alvo do “outro lado”, e finalmente, seu desfecho romântico e o “vai não vai” de Ron e Herminione são revelados num epílogo que se passa 19 anos no futuro, e deixa brecha para novas aventuras – que não param de gerar boatos, notícias, discussões em fóruns na internet, etc, etc, sobre o que será feita da marca após o fim das adaptações para o cinema.
Aguardado com ansiedade, “The Deathly Hallows” ainda quebrou o recorde de pedidos antecipados no site Amazon.com – foram 2,2 milhões contra a antiga marca de 1,5 milhões, pertencente a “O Enigma do Príncipe” e causou alvoroço em vários países.
Na Inglaterra, como de praxe, fãs se fantasiaram e se aglomeraram em frente às lojas. Em Israel, judeus ortodoxos protestaram contra o horário das vendas, que interferia nas regras do shabat. Na Índia, as lojas abriram especialmente, e no Camboja, 224 exemplares do livro foram vendidos em poucas horas.
“Harry Potter”, tanto a série literária, como a cinematográfica, entram para a história, também por terem tornado J.K. Howling a primeira escritora bilionária do planeta. Eis a verdadeira mágica.


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