Homenagem a Michael Jackson (1958-2009) – Os 25 Anos de Thriller
Por André Azenha (30/06/2009) // 2 comentários
Qual o grande astro pop da música atual? Você caro leitor, conseguiria dizer algum artista, ou banda, que no momento gera frenesi entre pais e filhos em todo o mundo? Não? A garotada é fissurada em “High School Musical”. Os jovens dividem-se em tantas tribos que dificilmente algum artista consegue agradar a todos. Os adultos então…
Já aconteceram alguns poucos casos de artistas que arrebataram corações e mentes ao redor do globo. Elvis foi um. Sim, também teve a beatlemania… E depois disso, talvez apenas Michael Jackson tenha realizado o feito de aliar reconhecimento da crÃtica e números exorbitantes em vendagens, músicas nas paradas de sucesso e fazer a alegria de várias gerações ao mesmo tempo.
Ok, ok, podem falar do Nirvana, Backstreet Boys, etc, mas o sucesso dessa gente não passou nem perto.
O ano foi 1982, auge do vinil, e o disco se chamava “Thriller”. E é graças aos 25 anos de lançamento do LP, completados em dezembro de 2007, que a Sony/BMG lançou em fevereiro de 2008 uma edição comemorativa em CD, ainda disponÃvel em muitas lojas do paÃs.
O disco de Michael Jackson sacudiu a indústria fonográfica durante dois anos, entre 82 e 84, como jamais havia acontecido. Alcançou recordes impressionantes, que duram até hoje: o álbum mais vendido da história (104 milhões de cópias), o que ficou mais tempo em primeiro lugar (132 semanas), o que teve mais singles de sucesso (7 faixas no top 10), o mais premiado (97 prêmios, incluindo 8 Grammys), o disco internacional mais vendido no Brasil e o clipe mais bem-sucedido (14 milhões de cópias do vÃdeo da faixa-tÃtulo foram vendidas em VHS).
Mas “Thriller” merece ser celebrado não apenas por seus números. Michael Jackson e o produtor Quincy Jones passaram meses no estúdio burilando as canções, e deram à obra um acabamento inigualável, colocando rock no R&B. É só contar as participações especiais: Paul Mcartney canta em “The Girl Is Mine”, o guitarrista Eddie Van Halen eternizou o solo de “Beat It” e até a banda Toto (que não é lá essas coisas, mas estava em alta com QJ na época) participa em “Human Nature”.
Como resultado, a obra também quebrou barreiras raciais. Em março de 1983, a MTV veiculou o clipe de “Billie Jean” e o passo “moonwalk” virou febre em todo o mundo, dançado por adultos e crianças. Assim, MJ abriu espaço para artistas e música negros, até então segregados da TV e da mÃdia pop.
Os videoclipes foram um frenesi a parte, revolucionários, substituiam as colagens de imagens tão comuns até então para investirem em enredos dignos de cinema como “Billie Jean”, “Beat It” e principalmente “Thriller”, cujo clipe é um curta-metragem de 14 minutos gravado em pelÃcula, orçado em US$ 600 mil, dirigido por John Landis, cineasta responsável pelo clássico “Um Lobisomem Americano em Londres”.
Depois, Michael ainda fez o excelente “Bad”. Na capa do disco já dava para notar a mudança de fisionomia, o nariz mais fino e a pele mais clara. Em pouco tempo ele mudaria totalmente de cor e passaria a ser manchete mais por suas polêmicas do que pelos lançamentos musicais.
“Thriller”, entretanto, jamais perdeu seu lugar na história. Sua influência ecoa até hoje, desde o pop de Justin Timberlake ao funk eletrônico do duo Mitchel Brothers (apadrinhado pelo queridinho da cena dançante inglesa Calvins Harris). Até o roqueiro Chris Cornell costuma entoar uma versão lenta de “Billie Jean” em seus shows.
A edição especial de aniversário, com capa holográfica, inclui faixas-bônus como “Someone In The Dark”, “Carousel”, o demo de “Billie Jean” e os bastidores da locução de Vincent Price para a faixa-tÃtulo, mais remixes (versões bem inferiores à s faixas originais) de Fergie, Akon, Will.I.Am e Kanye West. Também aportam por aqui edições limitadas, que além do CD têm um DVD com os clipes do perÃodo e encarte de 48 páginas.
O CD poderia ser a porta para o retorno do astro ao showbis. Mas o próprio inimigo de Michael parece ser ele próprio. Não aconteceu. Mas aos fãs, fica a imagem do antigo Ãdolo, um artista completo, compositor, cantor, dançarino e inovador.
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Este texto foi publicado originalmente em fevereiro de 2008, e por ser fã desde criança de Michael Jackson, acho que vale republicá-lo como uma forma de homenageá-lo. Neste link, comento um pouco a minha admiração por Michael e o tratamento que a mÃdia tem dado à sua morte.



Sem dúvida, Michael Jackson continuará sendo um dos maiores mitos de todos os tempos, pois seu inegável talento como cantor, compositor, coreógrafo, e dançarino continuará a encantar geração após geração. MJ faz parte de nossa vida, da nossa história, e como Malu Mader disse, foi como perder um parente. Mas o comentário que mais repercutiu no meu pequeno universo foi o da minha irmã Regina ( olha as Reginas nas nossas vidas, André!) por telefone: “Wal, e o NOSSO Michael Jackson?”
Eu nasci no ano em que o Michael Jackson era idolatrado com o disco Thriller. Mas, passados alguns anos, eu um me tornando um “capeta em forma de guri” (rsrsrs). Nem mesmo minha infantilidade na época me fez passar desapercebido pela rei do pop e seus inúmeros hits, seja na musica, ou mesmo em seus passos de dança.
Por isso, parabéns André por relatar a história do maior astro pop de todos os tempos.
Penso que todos nós deverÃamos ouvir os sucesso de Michael Jackson e relembrar um pouco do nosso passado, seja ele na infância ou juventude.