Papel das organizações sociais durante a crise e Trilhas Sonoras do Cinema são os temas das lives da página Histórias do Cinema nesta semana

José Virgílio e Mario Tirolli.

A página Histórias do Cinema (www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha) do crítico de cinema santista André Azenha, tem realizado, desde o dia 2 de maio, lives semanalmente para abordar temas relativos ao segmento audiovisual e os impactos da pandemia no setor além de temas relativos à cultura.

Nesta semana a Histórias do Cinema promove duas entrevistas ao vivo.

Na quinta-feira, 4 de junho, 19h, o tema será “O papel das organizações sociais durante a crise”, com o presidente do Instituto Arte no Dique, José Virgílio Leal de Figueiredo.

No dia 11, quinta-feira, 19h, a cineasta Angela Zoé, produtora do filme Betinho, a Esperança Equilibrista (2015), e diretora dos filmes Meu Nome É Jacque (2016), sobre a ativista transexual brasileira Jaqueline Rocha Côrtes, Henfil (2017), Ele Era Assim: Ary Barroso (2018) e Eu Sou a Marrom (2019), sobre a cantora Alcione.

Sábado, 6 de junho, 18h, será a vez do maestro Mario Tirolli falar sobre “Trilhas Sonoras do Cinema” e como os músicos tem lidado com o distanciamento social na pandemia.

SOBRE JOSÉ VIRGÍLIO LEAL DE FIGUEIREDO E O ARTE NO DIQUE

Em 1978, ingressou como estagiário no IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, para onde depois prestaria e seria aprovado em concurso público.

Em 1981, formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Salvador. No mesmo ano, idealizou ao lado de representantes da cultura afro-brasileira o Centro de Cultura Popular Forte Santo Antônio além do Carmo, atual Forte da Capoeira.

Transferiu-se, em 1986, para a Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde coordenou a implantação de sete centros de cultura nas cidades de Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Valença, Ilhéus e Porto Seguro.

Em 1990 foi trabalhar com o cantor Moraes Moreira. Nessa época, produziu vários projetos, como a revitalização da Orquestra Filarmônica da Bahia e o programa televisivo de entrevistas, na TV Itapuã, de Salvador, chamado “Interior”.

Em 1992, foi convidado para ser produtor da cantora Margareth Menezes. Nesse período, cuidou da área internacional da artista que, por três anos seguidos, participou do tradicional Festival de Montreaux, na Suíça.

Em 1994, foi trabalhar no grupo Olodum, responsável pela gestão da banda homônima e por lançá-la e propagá-la no Mercosul. Produziu, inclusive, pela banda, o clipe da música “Don’t Care About Us”, do Rei do Pop, Michael Jackson.

Já em 1999 foi convidado para montar uma Micareta em Santo André, dando origem à festa ”ABC Folia”, através da Caco de Telha, empresa de produção dirigida pela estrela Ivete Sangalo. Em parceria com o Olodum, o projeto resultou na criação de uma escola de percussão na cidade, a Régua e Compasso.

Em 28 de novembro de 2002 idealizou com o Dique da Vila Gilda, em Santos, o Instituto Arte no Dique.

Uma década depois, em 2012, criou o Instituto Arte no Dique França, na cidade La Ciotat.

Este ano, no último dia 1º de agosto, lançou a filial do Arte no Dique em Salvador.

Como presidente do Instituto, participou como palestrante apresentando a organização da sociedade civil no Congresso ibero-americano em Madri e, em 2014, no México.

Criou o projeto de intercâmbio internacional para os jovens do insituto. Em quatro anos, eles se apresentaram em Madri, Barcelona, Paris, La Ciotat, entre outras cidades.

Arte no Dique

28 de novembro de 2002. Nessa data foi lançada a pedra fundamental do Instituto Arte no Dique. Passados 17 anos, mais de 15 mil pessoas, em grande parte moradores do Dique da Vila Gilda, em Santos, frequentaram as oficinas da instituição, tiveram acesso à cultura e à arte. “Cultura como um todo”, como costuma dizer o presidente da ONG, José Virgílio Leal de Figueiredo, já que o Arte no Dique trabalha, com seus colaboradores, alunos, frequentadores, parceiros, a questão da cidadania. Desde a entrega semanal de leite para a comunidade, até as oficinas de percussão (que deram início ao projeto), violão, dança, informática, customização, as exibições de filmes seguidas de debates, shows. Artistas de renome como Gilberto Gil, Moraes Moreira, Sergio Mamberti, Lecy Brandão, Wilson Simoninha, Hamilton de Holanda, Armandinho Macedo, Luiz Caldas, Geraldo Azevedo, Luciano Quirino, entre outros, já se apresentaram no espaço.

Diariamente, cerca de 600 pessoas participam do projeto, que tem a missão de oferecer oportunidade de transformação e desenvolvimento humano e social a crianças, adolescentes, jovens e adultos através da participação da comunidade em ações educativas, de geração de renda, meio ambiente e valorização da cultura popular da região. O trabalho sério, que gerou importantes resultados inclusivos, levou a instituição a tornar-se referência em inclusão social, no Brasil e no exterior, sendo convidada diversas vezes festivais e congressos.

SOBRE MARIO TIROLLI

Mario Tirolli é pianista, tecladista, arranjador, regente, compositor e cantor. Bacharel em Música Popular na UNICAMP, piano erudito pelo Conservatório Musical de Santos e Regência pelo Conservatório Municipal de Cubatão. Tem em seu currículo 35 anos atuando como músico profissional.

Sua principal atividade atual é a direção do GRUPO TIROLLI, que conta com os seguintes trabalhos: TIROLLI ORQUESTRA & CORAL, onde atua como regente, tecladista e arranjador. Coordena também a TIROLLI BAND, conjunto musical para festas; o TIROLLI JAZZ – grupo com formações variadas de jazz e o TIROLLI QUARTETO – quarteto de cordas adicionado de sua participação ao piano. Conduz o projeto da Orquestra Jovem da Igreja da Pompéia (Santos -SP) e ainda trabalha como pianista do Coral da Alfândega de Santos.

Segue aqui um resumo cronológico de suas principais atividades:

1999 – Assinou a trilha sonora e atuou como pianista ao vivo na peça “Geração Trianon”, direção Neyde Veneziano

2003 – Escreveu arranjos para o Auto de Natal de Santos (também em 2004, 2006 e 2008)

2004 – Dirigiu espetáculos musicais como “A era dos festivais” e “Só dá Lalá – centenário de Lamartine Babo”

2005 – Compôs as músicas da peça “A Lei e o Rei”; formou, com Marcos Canduta e outros músicos, o Quinteto Metropolitano, tocando arranjos próprios de choros brasileiros em shows pela cidade e estado de São Paulo.

2006 – Compôs as músicas da peça “O Recital de Sofia”

2007 – Atuou como pianista, compondo e adaptando a trilha sonora na peça “Ensaio para Anne”, com Elaine Lopes; arregimentou e regeu orquestra de 35 músicos para acompanhar a cantora Liriel em seus shows.

2008 – Janeiro: fez show tocando piano regendo seus arranjos com o célebre pianista César Camargo Mariano e Jazz Big Band; Março – iniciou turnê de shows pelo Brasil com o cantor e compositor Zé Rodrix e Jazz Big Band, assinando todos os arranjos musicais; Setembro: também com a Jazz Big Band, assinou os arranjos em show com a dupla Kleyton e Kledir; Outubro: apresenta no Citbank Hall, São Paulo, no espetáculo “Tributo a Frank Sinatra”

2009 – Janeiro: apresentou arranjos seus em show com Danilo Caymmi; Setembro comemorou 25 anos de carreira com um show no Teatro Guarany, em Santos, onde se apresentaram mais 100 músicos e cantores relacionados com seus trabalhos; Outubro – tocou arranjos seus num show com Jorge Versillo, no Memorial da América Latina, em São Paulo

2010 – Assume a coordenação e regência a Orquestra Jovem da Igreja N. S. da Pompéia e escreve os arranjos do show “Vozes”, comemorativo de 10 anos existência da Banda Marcial de Cubatão.

2011 – Escreve arranjos para os shows “Chique é ser Brega” e “Roberto that Jazz”, apresentados com sucesso. Conduz o seu “Curso de Musicalização” em três meses, para o público da 3ª idade, no SESC – Santos, também com sucesso.

2012 – Divide o palco com Hermeto Pascoal, regendo a Big Band que o acompanhou, na abertura do “Santos Jazz Festival”. Assume a direção artística do evento “Aleluia, é Natal”, da Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos.

2013 – Segue seu trabalho com o Tirolli Orquestra & Coral a todo vapor, com muitos eventos particulares. Participa pela 2ª vez do encontro internacional de corais “Cantapueblo”, em Mendoza (Argentina) com o Coral da Alfândega. (A primeira foi em 2011)

2014 – Escreve também o show comemorativo de 10 anos da Orquestra Padre Anchieta, se consolidando como um dos bons arranjadores para formações grandes da região.

2015 – Escreve arranjos para shows temáticos da Orquestra de Metais de Cubatão, antiga Banda Marcial, para os artistas Kika Wilcox e Samba no salto, shows estes comemorativos dos 25 da Banda, sempre com sucesso de público. Retoma com a Big Band uma turnê do show “As canções”, pelo interior de São Paulo, desta vez com o cantor Tavito como cantor principal, escrevendo também arranjos para suas famosas composições “Começo, meio e fim” e “Rua Ramalhete”, entre outras. Participa também, com o pianista Eduardo Paulino, de uma apresentação denominada “Duelo de pianistas”, com enorme sucesso e repercussão na região.

2016 – Escreve arranjos para a participação da Orquestra de Metais de Cubatão para o Mega Evento “Anime Friends 2016” a ser realizado em São Paulo, repetindo essa participação no evento em 2017 e 2109.

2017 – Atua como pianista e arranjador no espetáculo da Orquestra Sinfônica de Santos no aniversário da cidade e coordena musicalmente a primeira apresentação ao vivo de corais de natal nas janelas do tradicional Hotel Atlântico, em Santos; realiza uma série de recitais com o “Quarteto Martins Fontes”. Inicia sua participação como pianista e arranjador do Tributo Andrea Boccelli Duo, com os cantores Germano Brissac e Fabíola Cariatti.

2018 – Apresenta como pianista as “Quatro Estações Portenhas” de Piazzolla, junto à Orquestra Sinfônica de Santos; Monta o “Tributo Elton John”, cantando e tocando piano, se apresentando em vários lugares com sucesso; apresenta juntamente com o guitarrista Milton Medusa e banda o “especial Jovem Guarda”

2019 – Apresenta como pianista o concerto “Rapsódia em Blue” junto à Orquestra Sinfônica de Santos, sob a regência de Luis Gustavo Petri, em concerto comemorativo do aniversário da cidade, repetindo essa peça posteriormente com o Quinteto Metal Arte, sob regência de Roberto Farias. Reedita o “Duelo de pianistas” juntamente com Eduardo Paulino, lotando o teatro Coliseu, em Santos. Novos concertos junto ao Quarteto Martins Fontes. Participa do Santos Rio Jazz Fest, com seu Trio de Jazz, com enorme sucesso. Compõe as músicas e trilha sonora da peça de teatro “Procurando Firme”, sob direção de Renata Zhaneta.

LIVES REALIZADAS

As lives serão transmitidas primeiro no link www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha. Depois, serão disponibilizadas no canal www.youtube.com/históriasdocinemaporandréazenha.

Interessados podem enviar perguntas para contato@historiasdocinema.com.

Link s das entrevistas realizadas:

Ondina Clais (16/05) – https://www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha/videos/191228815303742/ ou

Elder Fraga (23/05) – https://www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha/videos/173036034129224/ ou

– Marcos Vinicius Santos (28/06) – https://www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha/videos/868103767026591/ ou

– Renzo Mora (30-05) – https://www.facebook.com/historiasdocinemaporandreazenha/videos/537706143584494/ ou

Sobre Histórias do Cinema

A página Histórias do Cinema foi criada pelo crítico de cinema André Azenha. Um espaço feito por alguém que ama incondicionalmente o cinema, que teve sua vida impactada, transformada graças à sétima arte e entende que, sem preservarmos o passado, presente e futuro não fazem sentido. Por isso, aqui busca escrever, postar, refletir, comentar filmes clássicos e grandes artistas e profissionais da história do cinema, casos e acontecimentos.

André Azenha é jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o site CineZen Cultural (www.cinezencultural.com.br) em março de 2009. Mestrando em Audiovisual pela Anhembi Morumbi.

Criador e coordenador do Santos Film Fest – Festival Internacional de Filmes de Santos (www.santosfilmes.com), CulturalMente Santista – Fórum Cultural de Santos (ambos eventos presentes no calendário oficial de Santos, sua cidade natal), Nerd Cine Fest e PalafitaCon.

Em 2016 publicou o livro Histórias: Batman e Superman no Cinema.

Tem como bandeira a difusão do cinema, a formação de público, levando levar filmes e debates a pessoas que nem sempre têm acesso à cultura. Realizou o Cine Comunidade, projeto de cinema itinerante que realizou 102 sessões em mais de 30 espaços, entre ONGs, associações de bairro, creches, escolas, asilos em Santos.

Assessor de imprensa e produtor cultural do Cine Roxy, cinema de rua com mais de 85 anos de atuação. Nele, organizou mais de 100 pré-estreias e avant-premières, de filmes nacionais e estrangeiros, com presenças de diretores, atores e produtores.

Colaborou com textos sobre cinema e música para revistas, jornais e sites de Santos, São Paulo, Limeira, Maceió e Rio de Janeiro.

Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna.

Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Fez participações comentando cinema na TV Tribuna (afiliada Globo), TV Santa Cecília, etc.

Ministra e ministrou cursos, palestras e oficinas sobre cinema, história do cinema e crítica de cinema em espaços como Sesc Santos, Sesc Belenzinho, Unisanta, Unisantos, Unimonte, Instituto HQ (São Paulo), Liceu Santista, Unifesp, entre outros lugares. Organizou exposições sobre Sonia Braga, Julie Andrews, Batman, Superman, filmes infantis, e diversos temas.

Participou com textos dos livros 100 Filmes Brasileiros e 100 Documentários Brasileiros, da Abraccine – Associação Brasileira dos Críticos de Cinema.

Outras informações:

www.historiasdocinema.com
www.cinezencultural.com.br
www.facebook.comhistoriasdocinemaporandreazenha
www.youtube.com/históriasdocinemaporandréazenha
www.instagram.com/historiasdocinema

O CineZen é um site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista), prestar serviços e atuar no incentivo ao cinema nacional.

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