Dia do Orgulho Nerd

Hoje é celebrado o Dia do Orgulho Nerd, ou Dia da Toalha. A data remete ao lançamento de Star Wars, em 1977, e também à saga, O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, veiculada em rádio, na literatura e no cinema e na qual a toalha é um item importante. A comemoração ganhou força especialmente nos últimos anos, graças à explosão da cultura geek: inicialmente restrita a determinado nicho e atualmente consumida, apreciada e frequentada por milhões de pessoas, principalmente pelo boom cinematográfico dos filmes de super-heróis após X-Men (2000).

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Nerds e geeks, a princípio, eram diferentes. Os primeiros, pessoas que mergulhavam de cabeça em determinado assunto. Os segundos, fãs de tecnologia, ficção científica. Definições curtas e rasas, pra resumir. No mundo atual se misturam. Fazem parte do mesmo universo. É desnecessário ficar buscando o que consta a um e a outro.

Ser nerd ou geek tornou-se estado de espírito. Com a popularização dos super-heróis nas telonas, nos consoles, muitas pessoas que antes tinham vergonha em admitir gostar de Superman, Batman, Vingadores, X-Men e outros, agora podem usar suas camisetas coloridas tranquilamente. Não é mais preciso ser “especialista” em determinado tema, personagem, saga, para fazer parte do grupo.

Aliás, há muito “especialista” duvidoso por aí. Particularmente, enxergo o universo nerd e geek como um espaço destinado à inclusão, à diversidade. Sua base, as histórias em quadrinhos, sempre esteve à frente do tempo, provocando, incluindo, dando espaços às minorias. Por isso é incompreensível que alguém se diga nerd ou geek e, ao mesmo tempo, fique se contorcendo ao ver a Capitã Marvel, Pantera Negra ou mesmo ser contra a escolha de Idris Elba para novo James Bond.

Não combina apreciar esses personagens e ser preconceituoso. Afinal, nós nerds e geeks mais antigos sofremos preconceito na escola, tiração de sarro. A melhor forma de acontecer a verdadeira “vingança dos nerds” é estar de coração aberto, receber bem quem conheceu os Vingadores no cinema, os marinheiros de primeira viagem e que herdarão esse gosto por figuras incríveis às quais nos espelhamos: sejam aquelas de fibra moral praticamente inabalável como Superman, Capitão América, Mulher-Maravilha, ou aquelas que errantes mais próximas da gente, tipo Wolverine, Demolidor e Homem-Aranha.


 

André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

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