Trilogia de Rob Zombie | Porque todo dia é Halloween!

Hoje é a primeira resenha que faço para o CineZen e queria me apresentar da forma que sou através das linhas que escreverei abaixo.

Por conta disso, escolhi uma trilogia para me representar.

Uma trilogia com bastante sangue, rock, violência e intensidade.

Pois bem! Sem mais delongas, vamos de Rob Zombie porque sim, na minha opinião, é um dos melhores diretores de terror das últimas décadas.

Zombie, além do cinema, tem uma vasta carreira na música. Seu rock industrial cheio de referências do mundo do terror (começando pelo seu nome) levava a crer que um dia ele meteria o bedelho na indústria cinematográfica.

E assim o fez!

O diretor é o homem por trás de uma das melhores trilogias que já vi (sou muito fã, gente, me perdoem).

O primeiro dos três filmes é o bizarro e de baixo orçamento (do jeito que eu gosto) A Casa Dos Mil Corpos (House of 1000 Corpses, 2003).

Um filme totalmente setentista, com uma pegada fortíssima de O Massacre da Serra Elétrica.

Também temos uma família bizarra, assim como a família Sawyer.

E também temos casais que acabam sendo atraídos para a casa anormal dessa família.

Interessante ressaltar que Zombie se apega demais aos atores dos seus filmes, principalmente a sua linda esposa, Sheri Moon Zombie, presente nos três longas da trilogia.

Uma pausa na sua leitura: gosto de escrever resenhas sem muita informação dos filmes em si. Prefiro adoçar a boquinha de vocês, caros e diabólicos leitores com referências e adjetivos, afinal, ninguém gosta de spoilers.

Voltando ao que interessa, vamos para o segundo E MELHOR filme da trilogia: Rejeitados pelo Diabo (The Devil’s Rejects, 2005).

Bill Moseley in The Devil's Rejects (2005)

Sim, meu filme preferido e sim, um composto de bizarrice, rock n’ roll e uma fotografia saturada impecável.

Rejeitados pelo Diabo conta a saga dos três únicos sobreviventes da Família (que não falarei quem são, óbvio) tentando fugir da polícia e de outros assassinos contratados.

Me lembro quando assisti pela primeira vez. Minha carinha de adolescente viciada em terror dizia tudo. Rob Zombie fez o filme que eu sempre quis fazer, com todos os elementos de ultraviolence possíveis e um roteiro impecável. Sabe mãe falando do filho na apresentação da escola? Sou eu, enaltecendo esse filme!

Sem mais delongas, porque espero que você esteja muito curioso e interessado em assistir essas obras, vamos à última da saga.

3 From Hell ou o péssimo título traduzido, Os 3 Infernais (2019).

3 from Hell (2019)

Após anos na cadeia por conta dos assassinatos cometidos, nossos protagonistas conseguem mais uma vez dar a volta por cima e sair por aí matando mais gente. Como diz o ditado, faça para sempre o que você faz de melhor (isso não é um ditado, inventei agora, mas faz sentido assim que assistirem o filme).

Muitos fãs da trilogia criticaram bastante Os 3 Infernais. Acharam as atuações ruins, forçadas e culparam bastante o roteiro.

Minha opinião? Eu gostei! Os três filmes, querendo ou não, são “forçados”. Mas é uma característica de Zombie mesmo, criar personagens exagerados, com frases feitas e sacadas boas.

Não esquecendo, e claro, não poderia ser diferente, as trilhas sonoras dos três filmes são maravilhosas! Super indico ouví-las também.

Pois bem, pessoa que termina comigo essa resenha.

Espero que tenha gostado, e claro, que tenha ficado com muita vontade de assistir.

Dica: A trilogia está disponível na Amazon Prime, que também possui ótimos títulos do gênero terror.

Para fechar, no Mundo do terror, muitas vezes, encontramos uma fuga para fugir da realidade. Encarem o horror como uma simbologia da sua vida mesmo, comparem seus medos e seus obstáculos com as quase duas horinhas dos filmes, tenho certeza que você vai se sentir muito mais forte e melhor.

Stay gore, terrormaníacos!

Todo dia é Halloween!

Rob Zombie in House of 1000 Corpses (2003)

Director Rob Zombie


 

Bruna Galvanese, 31 anos de filmes de terror, jogos do Santos e doce de leite sem lactose. Publicitária de formação, escritora de coração. Talvez eu seja uma filha bastarda que o Zé do Caixão não tenha registrado.

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