A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (It’s a Wonderful Life, 1946), a crise atual e a fé no ser humano

Cidade pequena. Daquelas onde todo mundo se conhece. Um empresário inescrupuloso. Não somente controla grande parte do comercio local – quer ver toda a população dependente dele. Não liga se podem e/ou querem ter outras oportunidades, lugares melhores onde morar.

Se num filme uma postura inescrupulosa em tempos difíceis para a nação como um todo são difíceis de aceitar, a similaridade da situação acima poderia infelizmente retratar o mundo atual. Ainda mais após os exemplos vistos e chocantes nessa crise causada pela pandemia da covid-19, o novo coronavírus.

Senhores de cabelos brancos, ou sem cabelos, dentro de suas mansões cheias de comida armazenada, sentindo-se protegidos da doença, pedem para que seus funcionários saiam de suas casas nas quais toda a sua família mora, peguem transportes públicos cheios, voltem ao trabalho, e coloquem suas vidas em perigo sob a ameaça de perderem o emprego.

Não importe a década, o século, sempre haverá quem se considera mais importante e deseja poder ou utiliza seu poder sobre os demais.

Ligamos a televisão, acessamos a internet e presenciamos fatos surreais, obscuros, desesperadores. Não bastasse a doença, governantes, pessoas com o poder em mãos, cometem as maiores atrocidades em prol de interesses escusos. Parece que vivemos no caos contínuo.

Porém nada é oito ou oitenta, branco ou preto. Há várias camadas entre os extremos.

Em toda a trajetória da humanidade temos pessoas solidárias, corajosas para defender bons valores, preocupadas em criar um mundo mais justo. Mesmo nessa crise encontramos gente disposta a doar, colaborar, trabalhar em prol dos outros.

Foi preciso surgir um site como o Só Notícias Boas para lembrar-nos que nem tudo é trevas.

James Stewart, Ernie Adams, Ellen Corby, and Jimmy the Crow in It's a Wonderful Life (1946)

Em meio ao caos, há anônimos dispostos a doar alimentos, fazer máscaras e jalecos em seus lares, grandes empresas que doam e/ou que disponibilizam seus serviços a favor de outros pequenos e médios empresários. Se fazem isso por pura generosidade ou como jogada de marketing não importa: em tempos difíceis é importante termos empresários que vêm ou utilizam suas empresas como mais do que somente ferramentas de lucro, mas agentes capazes de realizarem o bem social e fazerem a diferença.

Por isso que A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wondersul Life, 1946) sempre soará relevante, atual, importante, emocionante. O revi esses dias. Em meio a tudo isso que enfrentamos. No texto sobre Escola de Rock (School of Rock, 2003, de Richard Linklater), escrevi que tenho uma lista de filmes para ver quando estou triste, desesperançado. O clássico dirigido por Frank Capra encabeça este seleto grupo.

A fé no ser humano está presente em vários dos filmes do diretor italiano naturalizado americano. No artigo Frank Capra – Um Fabulista do Cinema, publicado no jornal Folha de São Paulo em 17 de maio de 1997, Lúcia Nagib lembrava: “…o pequeno homem do povo que vence a corrupção social pela simples força de caráter e de sentimentos é assunto direto de clássicos como O Galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town, 1936), A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939), Adorável Vagabundo (Meet John Doe, 1941), A Felicidade Não Se Compra e indireto de muitos outros”.

O cineasta não está isento de reflexão e críticas. Fez documentários de propaganda, junto de vários colegas (John Ford, William Wyler, John Huston e George Stevens, fato mostrado no documentário Five Came Back, do Netflix), em prol da participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Nem tudo são rosas. Mas sua carreira tem muitos pontos positivos. E, segundo o próprio diretor afirmava, A Felicidade Não Se Compra, seu trabalho preferido, é o ponto alto dela.

James Stewart and Donna Reed in It's a Wonderful Life (1946)

Não obteve sucesso quando lançado, apesar das cinco indicações ao Oscar (Filme, Diretor, Ator para James Stewart, Som e Montagem). Dividiu a crítica e ficou longe do êxito comercial.

Chegou a ser chamado de brega, cafona, sentimental demais pelo público do pós-guerra. Cairia em domínio público. Emissoras de televisão que conseguiram cópias da obra passaram a reprisá-lo no Natal, todos os anos. Tornou-se popular. Provavelmente o recordista de reprises natalinas. Aparentemente de mensagem simples, teve sua profundidade percebida em épocas da humanidade como essa da pandemia.

“O que é notável sobre A Felicidade Não Se Compra é como ele se mantém ao longo dos anos; é um daqueles filmes eternos, como Casablanca ou O Terceiro Homem, que melhora com a idade. Alguns filmes, mesmo os bons, só devem ser vistos uma vez. Quando sabemos como eles acabam, eles renunciam ao seu mistério e apelo. Outros filmes podem ser visualizados um número indefinido de vezes. Como boa música, eles melhoram com a familiaridade. A Felicidade Não Se Compra cai na segunda categoria”, escreveu o maior de todos os críticos de cinema, Roger Ebert.

James Stewart é George Bailey: sujeito de bom coração, que vive extrema dificuldade financeira e se acha um fracassado. Ao perder a esperança, decide pular de uma ponte na Véspera de Natal. É quando Clarence, “candidato a anjo” meio trapalhão – e que espera há séculos para “ganhar asas” – tem como missão salvar o humano. Assim, tenta fazer Bailey perceber o quão é importante para várias pessoas ao seu redor e como seria a vida delas se ele não existisse.

Temas do filme comprovam sua atemporalidade: a depressão, o Mal do Século XXI, a importância de termos com quem contar, sejam familiares, amigos, colegas de trabalho, e até desconhecidos, a segunda chance que muitas vezes não surge (dada tanto a Bailey como a Clarence) e, principalmente, o que enxergamos como felicidade. Seria alcançarmos nossos objetivos profissionais? Atendermos às exigências externas, as expectativas da sociedade? Valorizarmos quem temos à nossa volta?

James Stewart and Karolyn Grimes in It's a Wonderful Life (1946)

Podemos traçar alguns paralelos entre o filme e a realidade em que vivemos. Historicamente, a trama acontece entre a Grande Depressão, ou Crise de 1929, e a Segunda Guerra. Tempos complicados para a população dos Estados Unidos. Desemprego, mulheres ou os filhos mais velhos (ainda jovens) que precisaram assumir os cuidados da casa enquanto os maridos e pais precisavam trabalhar o dobro fora, ou morriam trabalhando, ou iam para o front de batalha e voltavam quebrados, física e emocionalmente. Como em todo período de dificuldades extremas, há os aproveitadores. Até histórias em quadrinhos do Superman, do fim dos anos 30 e início dos anos 40, costumavam retratar tipos de aproveitadores, oportunistas, sem escrúpulos.

O roteiro inicia na véspera de Natal de 1945, na cidadezinha Bedford Falls, Nova York. Escutamos orações de familiares do protagonista que chegam ao Céu. A representação celestial é simples e certeira: Deus e José conversam. Cada um é uma estrela que brilha quando fala. Solução elegante, inteligente, que independeu de grandes efeitos visuais nos lembrando que, para o bom cinema, bastam boas ideias e saber como executá-las.

Não precisamos de uma reprodução exata do universo. Alguns contos de fadas falam mais sobre nossa realidade do que obras calcadas na realidade. A Felicidade Não Se Compra apresenta tom fantabuloso.

O roteiro de Frances Goodrich, Albert Hackett e Capra, baseado em história de Philip Van Doren Stern e com contribuições de Jo Swerling e Michael Wilson, traz diálogos saborosos.

Enquanto definem se darão uma nova oportunidade de Clarence ganhar suas asas, Deus e José o descrevem como alguém com QI de uma lebre e a inocência de uma criança. Essa inocência que lhe possibilitará “descer” à Terra para tentar convencer Bailey a não pular da ponte. Um anjo caído muito antes de “Wim Wenders deslumbrar os cinéfilos do mundo com os seus, pairando sobre o céu da Berlim ainda dividida em duas, em Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, 1987) – à imagem e semelhança dos homens”, escreveu o amigo jornalista Sérgio Vaz no site 50 Anos de Filmes.

Depois ainda veríamos tipos parecidos no remake açucarado do longa alemão/francês, Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998, de Brad Silberling), e Dogma (1999, de Kevin Smith), cujos anjos são interpretados por Matt Damon e Ben Affleck e Deus é vivido por Alanis Morissette (!!!).

Donna Reed in It's a Wonderful Life (1946)

Para apresentar a vida de Bailey a Clarence, há um flashback.

Voltamos a 1919, George (Robert J. Anderson), aos 12 anos, salva o irmão mais novo Harry do afogamento e perde a audição do ouvido esquerdo. Em seguida, o garoto impede que o farmacêutico, Sr. Gower (H.B. Warner), que perdeu o filho e está desesperado, que acrescenta veneno a receita de um medicamento.

Daí em diante vemos George abdicando de planos pessoais para resolver situações, ajudar familiares, amigos.

Em 1928, George (aqui já feito por James Stewart) planeja viajar pelo mundo antes da faculdade e é reapresentado a Mary Hatch (Dona Reed). Desde pequena Mary gosta dele.

Quando seu pai sofre um derrame e vem a falecer, George adia a viagem para resolver os problemas da empresa familiar, a Bailey Brothers’ Building and Loan.

Henry F. Potter (Lionel Barrymore) é o tal empresário mandão, inescrupuloso, cruel da cidadezinha. É membro do conselho da Bailey Brothers e deseja dissolver o empreendimento. Os conselheiros, no entanto, votam para mantê-lo aberto, desde que George administre tudo. Pagando a faculdade para Harry (Todd Karns) com a condição do irmão mais novo assumir a companhia após se formar, George trabalha ao lado de seu tio Billy (Thomas Mitchell).

Casado, Harry retorna da faculdade quatro anos mais tarde, pronto para honrar seu compromisso. George não o deixa recusar uma excelente oferta de emprego de seu sogro.

George casa com Mary. Eles testemunham uma corrida aos bancos e usam suas economias de US$ 2 mil da lua de mel (equivalente a US$ 40 mil em 2019) para manter a Bailey Brothers atuante. Mary é parceira leal. Abre mão do luxo, da lua de mel, ao perceber a necessidade do marido não apenas em salvar a empresa, mas impedir que toda a população fique à mercê de Potter.

George cria o Bailey Park, conjunto habitacional financiado pelo Building and Loan, em contraste aos precários cortiços proporcionados pelo vilão à comunidade.

Potter oferece a George US$ 20 mil por ano (equivalente a US$ 280 mil em 2019) para se tornar seu assistente. Apesar da proposta aparentemente irrecusável, Bailey não aceita.

Durante a Segunda Guerra, George não se qualifica para o serviço por conta do problema auditivo.

Harry se torna piloto da Marinha. Recebe a Medalha de Honra ao abater um avião kamikaze em direção a um transporte de tropas.

Chegamos à véspera de Natal de 1945, enquanto a cidade prepara as boas-vindas de Harry, Billy vai depositar US$ 8 mil (equivalente a US$ 110 mil em 2019) do dinheiro da companhia. No banco, Billy provoca Potter com uma manchete de jornal sobre Harry, mas involuntariamente envolve o envelope de dinheiro no jornal do algoz, descobre que perdeu o dinheiro e Potter encontra o envelope. Não diz nada.

Um examinador do banco revisa os registros do Bailey Brothers e o rombo é percebido. George, desesperado, pede empréstimo a Potter, oferece de garantia sua apólice de seguro de vida com US$ 500 em patrimônio (equivalente a US$ 10 mil em 2019).

James Stewart and Henry Travers in It's a Wonderful Life (1946)

Potter avalia e diz que George vale mais morto do que vivo e telefona à polícia para prendê-lo. Após ir ao bar, ficar bêbado e orar por ajuda, George ruma à ponte e, antes de pular, vê outro sujeito mergulhando no Rio. É Clarence.

George, aos 38 anos, deseja nunca ter nascido, Clarence dialoga, tenta ajuda-lo e mostra uma linha do tempo em que ele jamais existiu. Neste mundo paralelo, Bedford Falls é Pottersville, município ocupado por clubes de strip-tease, salões de festas, crime. Mary é uma solteirona. Sr. Gower virou párea da sociedade após ter envenenado muitas pessoas.

Bailey entende a importância de sua existência. Decide viver e voltar para a família. Quando tudo está prestes a desmoronar, Mary ressurge entusiasmada, algum milagre aconteceu! Toda a população de Bedford Falls, todas as pessoas que em alguma vez foram ajudadas por George, doam dinheiro. Dinheiro esse o suficiente que quitará a dívida da empresa. Até Harry aparece e profere a frase emblemática ao propor um brinde: “A George Bailey, o homem mais rico da cidade”. E todos entoam a célebre Auld lang syne, conhecida como the song that nobody knows, ou, ‘a canção que ninguém conhece’, versão de um poema de 1788 do escocês Robert Burns sobre as amizades de longa data e que virou tradição de Ano Novo.

James Stewart, Ward Bond, Donna Reed, Gloria Grahame, Beulah Bondi, Frank Faylen, Todd Karns, Thomas Mitchell, Lillian Randolph, H.B. Warner, and Charles Williams in It's a Wonderful Life (1946)

Desfecho bonito, singelo, poderoso, memorável, que conclui um filme de recursos interessantes. A realidade alternativa seria usada por Sergio Leone “na seqüência final de Era Uma Vez na América, de 1984 – um brilho absoluto. Mas, ali, é apenas uma rápida sequência, o acorde final de uma sinfonia trágica”, outra vez recorda o colega Sérgio Vaz. “…o inglês Peter Howitt usou o recurso como a base de seu filme De Caso com o Acaso (Sliding Doors, 1997)”, escreve.

Tal influência retornaria em Click (2006, de Frank Coraci), e até nas HQs da Marvel da linha O que Aconteceria se…) (What if?) e tantas outras obras.

O filme reúne elenco espetacular, perfeito para cada personagem. James Stewart encarna à perfeição o sujeito de bom coração, que tem dúvidas, ambições, lida com as frustrações, é corajoso. Não à toa era o ator preferido de Capra, “que o usou para expressar ingenuidade. Hitchcock, que descobriu seu lado obsessivo e Anthony Mann, que revelou sua resistência física em faroestes nos anos 50”, descreve o Guia Ilustrado Zahar de Cinema, do crítico e historiador Ronald Bergan

Donna Reed maravilhosa, no auge da beleza, da presença em tela, está perfeita ao viver Mary, mulher apaixonada, dedicada. Hoje sua personagem pode soar defasada em relação às mulheres da sociedade. Entretanto, sob o contexto da época, é uma figura memorável, forte.

Robert J. Anderson é ideal para o Bailey garoto, destemido, afável, sensível.

Thomas Mitchell como o desajeitado tio Billy e H.B. Warner como o sofrido e depois grato Mr. Gower, e Henry Travers vivendo o irônico, fofo e divertido Clarence são esplêndidos.

James Stewart and Henry Travers in It's a Wonderful Life (1946)

Há quem possa considerar o Mr. Potter de Lionel Barrymore caricato demais: velho babão, enfezado, rancoroso, truculento, vingativo, mesquinho, cheio de caras e bocas. Mas aí lembramos do mundo real e de figuras grotescas como os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, o Véio da Havan, e por aí vai.

Bailey e Potter nos mostram a ambivalència do comportamento humano e de empresários. O primeiro capaz de dedicar-se ao bem comum, à pluralidade, utiliza o próprio empreendimento para ajudar pessoas e salvar vidas. O segundo se puder suga até a última gota de sangue dos cidadãos. Na esfera dos negócios, são respectivamente como os proprietários do Magazine Luiza e do Madero. Enquanto uma empresa mantém funcionários, cria soluções para enfrentar a crise, a outra demite e não liga se 5 ou 7 mil pessoas morrerem.

O filme seria colorido anos depois. Fato que desagradaria Capra e Stewart. Não perca tempo com essa versão, que prejudica a fotografia original de Joseph F. Biroc, Joseph Walker e Victor Milner e desfaz a maneira de retratar personagens em determinadas cenas.

A Felicidade Não Se Compra “continua sendo um dos mais queridos filmes de fim de ano por conta de sua mensagem otimista… Assistido nos cinemas, sem a distração das festividades, ele se revela mais uma comédia escrachada deliciosa, repleta de comentários ligeiros e incisivos sobre o amor, o sexo e a sociedade”, afirma Karen Krizanovich em resenha para o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer.

Um clássico de cenas memoráveis a exemplos daquelas em que George e Mary caem na piscina e continuam dançando e,  em seguida, todos da festa acabam pulando, ou a em que a jovem perde o roupão e fica escondida entre plantas. Para ser visto, revisto, não apenas no Natal e sim sempre que desejarmos bons sentimentos e lembrarmos que há esperança.

A Felicidade Não Se Compra
It’s a Wonderful Life
Estados Unidos. 1946.
Direção: Frank Capra.
Com James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore, Thomas Mitchell, Henry Travers, Beulah Bondi, H.B. Warner, Frank Albertson, Todd Karns, Gloria Gahame.
130 minutos.

James Stewart and Donna Reed in It's a Wonderful Life (1946)

Lionel Barrymore, Robert J. Anderson, Frank Hagney, and Samuel S. Hinds in It's a Wonderful Life (1946)

James Stewart in It's a Wonderful Life (1946)


 

André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

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