Crítica | Coringa (Joker, 2019)

Coringa, de Todd Phillips, traz Joaquin Phoenix no papel do icônico vilão, de forma que os fãs não esperavam ver. Vem com um tema pesado, acompanhado a todo momento por um “antagonismo” pelo fato de o personagem ser um palhaço, mas viver uma vida desprovida de qualquer alegria.

A produção da Warner Bros conta a trajetória de Arthur Fleck (antes de se tornar o Coringa), um homem que sofre com alguns problemas psicológicos e leva uma vida difícil. Ele mora com sua mãe em um apartamento pequeno e sem qualquer luxo, trabalha em um lugar que não o valoriza, conta com pouquíssima ajuda do governo para seus tratamentos e carrega o sonho de ser reconhecido – tanto por ele mesmo, que diz durante o filme que nunca havia entendido o que era sua existência, quanto pelos outros.

Inicialmente surge uma empatia pelo personagem interpretado pelo grande Joaquin Phoenix, e talvez essa tenha sido mesmo a ideia: levar o público a se afeiçoar com um grande vilão dos quadrinhos no cinema.

O fato de parecer ser possível entender apenas pelo olhar o que Coringa está sentindo, sem dúvida, mantém o espectador preso ao filme, criando uma inquietação por imaginar que a qualquer instante poderá cometer uma loucura.

Joaquin Phoenix in Joker (2019)

O filme de Todd Phillips mergulha na vida e principalmente na mente de seu protagonista, que possui um distúrbio que o faz rir de forma incontrolável quando passa por instantes de ansiedade ou quando tem vontade de chorar.

No fundo, Coringa é um homem quebrado, guardando um turbilhão de pensamentos conflitantes e, mais que tudo, uma imensa dor.

O filme conquistou o prêmio Leão de Ouro, principal prêmio do Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Todos os créditos para a atuação de Joaquin Phoenix que, a meu ver, foi  brilhante e impecável, podendo ser indicado e levar o prêmio de Melhor Ator do Oscar 2020. O ator se dedicou de tal maneira ao papel que perdeu  24 quilos para viver o Príncipe Palhaço do Crime.

Coringa 
Joker. 
Estados Unidos, Canadá. 2019. 
Direção: Todd Phillips. 
Com Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Frances Conroy. 
122 minutos. 


 

Rodrigo Rema nasceu em Santos, é amante de cinema, assistidor de séries e filmes, estes há 25 anos, sendo frequentador assíduo das salas de exibição semanalmente, leitor de livros e internet, praticante de tênis de mesa. Admirador desde a saga Star Wars até os heróis e vilões presentes em Os Vingadores, passando pelos clássicos de terror, como O Cemitério Maldito, O Iluminado e It: A Coisa, adaptados das obras de Stephen King.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *