Crítica | As Panteras (Charlie’s Angels, 2019)

O filme As Panteras traz a mesma trama base em que o misterioso Charlie coordena uma organização que recruta e treina mulheres para combater o crime.

São elas: Sabina Wilson (Kristen Stewart), Elena Houghlin (Naomi Scott) e Jane Kano (Ella Balinska).

Sem nunca ter revelado o rosto, existe um “gerente” chamado Bosley para coordenar o trio e as missões costumam envolver viagens, disfarces e criatividade, resultando em ótima diversão.

Dirigido, produzido e estrelado pela Elizabeth Banks, a franquia ganha nova roupagem e perde todo aquele estereótipo que foi colocado nos filmes anteriores. Mas ainda assim o antigo legado tanto da série de TV de 1970, quanto dos filmes de 2000 estão presentes e implícitos nesse novo longa.

O olhar feminino estabelecido pela diretora atualiza o projeto de maneira revigorante, como não sexualizar as personagens, explorando sim o charme, carisma e confiança das três panteras.

Kristen Stewart, Naomi Scott, and Ella Balinska in Charlie's Angels (2019)

Naomi Scott faz a inocente e destemida Elena, cientista de uma empresa prestes a lançar um dispositivo gerador de energia capaz de revolucionar o mundo, que ao descobrir seu risco de ser usado como arma, se torna um alvo a ser salvo por Jane e Sabina.

Ella Balinska faz uma estreia impressionante, apresentando excelentes cenas de ação, interpretando Jane.

E Kristen Stewart, na personagem Sabina,  se encaixou perfeitamente com uma abordagem mais cômica, conquistando o público com charme, obstinação e assertividade, entregando suas falas com tamanha sagacidade na voz que rouba todos os momentos em que aparece.

Há também um impressionante time de atores coadjuvantes, a começar pelos Bosleys Djimon Hounsou e Patrick Stewart.

Noah Centineo traz seu carisma de menino acessível e contrasta com Sam Claflin, com pose de galã no papel de CEO da empresa de Elena.

Luis Gerardo Méndez traz momentos de humor que podem render boas cenas em futuras sequências.

O elenco se completa com Jonathan Tucker, assassino calado e ameaçador.

O filme também conta com uma tecnologia mais avançada nos acessórios que as Panteras usam (como tatuagens que são comunicadores sub cutâneos).

Vemos armas, porém às vezes são deixadas de lado para recebermos excelentes sequências de luta. E, como sempre, os disfarces são uma marca registrada das Panteras.

As Panteras é moderno e divertido, garantindo uma nova apresentação das espiãs mais populares do cinema à nova geração. Além disso, o longa irá agradar também aos fãs, já que traz referências e homenagens às Panteras anteriores.

As Panteras
Charlie’s Angels.
Estados Unidos. 2019. 

Direção: Elizabeth Banks. 
Com Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Elizabeth Banks, Patrick Stewart, Djimon Hounsou. 
118 minutos. 


 

Rodrigo Rema nasceu em Santos, é amante de cinema, assistidor de séries e filmes, estes há 25 anos, sendo frequentador assíduo das salas de exibição semanalmente, leitor de livros e internet, praticante de tênis de mesa. Admirador desde a saga Star Wars até os heróis e vilões presentes em Os Vingadores, passando pelos clássicos de terror, como O Cemitério Maldito, O Iluminado e It: A Coisa, adaptados das obras de Stephen King.

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