Outubro Rosa | Filmes para refletir o movimento

De acordo com a Iarc – Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Organização Mundial da Saúde) o câncer de mama é, entre os vários tipos existentes, o segundo com maior incidência no Brasil e no Mundo. Chegando a atingir 11,6% dos diagnósticos.

De acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer, estima-se que em 2018 no Brasil teremos 59700 novos casos. Que podem levar ao óbito 14.206 mulheres.

A situação é alarmante, entretanto, mesmo o tema sendo difícil, é necessário falar sobre para esclarecer mitos e verdades para aumentar as chances de enfrentar a doença.

O movimento Outubro Rosa, nasceu nos Estados Unidos nos anos 90, para estimular a participação da sociedade no combate ao câncer de mama e na conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença. Atualmente, a data é celebrada anualmente em muitos países, através de iniciativas que alertam sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da luta em favor da vida.

Informar-se e fazer exames rotineiros pode salvar vidas e por isso o Cinema Sempre acredita na iniciativa do Outubro Rosa.

Para inspirar e conscientizar pelo cinema, selecionamos seis filmes para refletir mais sobre o câncer de mama.


Aquarius
, (Brasil, 2016), direção de Kléber Mendonça, drama, 2h26.
Este filme é uma produção que traz a doença em segundo plano. A personagem Clara, interpretada pela atriz Sônia Braga, passou por uma mastectomia e não reconstituiu a mama, levantando o debate sobre a questão da vaidade das mulheres que passam por esse procedimento. Clara (Braga) tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Avenida Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia. É o filme brasileiro mais premiados dos últimos anos.

De Volta às Quadras, (The Hot Flahes, Estados Unidos, 2013), direção de Susan Seidelman, comédia, 1h39.
No Texas, um grupo de amigas, antigas parceiras de uma equipe de basquete, já chegaram à menopausa, e suas vidas não são nada do que imaginavam. Com problemas nos relacionamentos e no trabalho, decidem aceitar um desafio inusitado: retomar o antigo time  e desafiar a arrogante equipe de vencedoras locais. O prêmio é uma grande quantia em dinheiro. Elas passam a treinar o máximo possível, chamando a atenção da mídia por todo o país. O elenco reúne atrizes como Brooke Shields, Daryl Hannah e Virginia Madsen.



Já Estou com Saudade
(Miss You Already, Inglaterra, 2015), direção de Catherine Hardwicke, comédia/drama, 1h52.
A trama acompanha as amigas de infância Milly (Toni Collette) e Jess (Drew Barrymore). Jess sempre sonhou ser mãe e, após um tratamento, finalmente consegue engravidar. A notícia, no entanto, surge em um momento ruim para Milly, que descobre estar com câncer e precisará mais do que nunca da amiga.


Laços de Ternura
, (Terms of Endearment, Estados Unidos,1983), direção de James L. Brooks, comédia/drama, 2h12.
O filme foca na relação entre mãe e filha. Em meio a desentendimentos e alegrias entre elas, Aurora se aproxima do vizinho paquerador, enquanto sua filha, Emma, descobre que tem câncer de mama.


Ma ma
, (Ma ma, Espanha, 2015), direção de Julio Medem, drama, 1h51
Magda (Penélope Cruz) é diagnosticada com câncer de mama e logo depois descobre estar grávida. Ela enfrenta essa difícil situação de maneira resplandecente e otimista com o apoio de seu companheiro e do filho, acreditando no poder de cura da menina que carrega no ventre.

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, Espanha, 2003), direção de Isabel Coixet, drama, 1h46.
Ann (Sarah Polley) tem 23 anos, vive com as duas filhas e um marido que passa mais tempo procurando emprego do que trabalhando. Para sustentar a família, trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade. Quando Ann descobre que tem câncer e lhe restam apenas dois meses de vida, decide não contar a ninguém sobre a doença e prepara uma lista de coisas que gostaria de fazer antes de morrer.


 

Paula Azenha é naturóloga, fotógrafa, cinéfila, pós-graduanda em Alimento, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista. É diretora do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos e já integrou equipe de produção de diversos eventos e projetos culturais.

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