Crítica | Com Amor, Simon (Love, Simon, 2018)

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Simon tem uma vida perfeita: pais amorosos (seu pai, ex-quarterback da escola e sua mãe, a rainha do baile de formatura), uma irmã caçula que ama (e que sonha ser chef de cozinha) e bons e velhos amigos. Só uma coisa o incomoda: ter que esconder de sua família e amigos o fato de que é homossexual.

A partir do momento em que um colega da escola revela – de forma anônima (se identifica como “Blue”) – ser homossexual numa conta da escola, Simon passa a dividir seu segredo e se corresponder com ele.

O que Simon não contava é que um colega impertinente, Martin (Logan Miller) conseguisse ter acesso às suas mensagens com Blue e passasse a chantageá-lo. E assim está armada uma série de confusões e encontros e desencontros amorosos.

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Baseado no best-seller juvenil Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Beck Albertali, “Com Amor, Simon” trata de uma história de amizades, descobertas e aceitação. Um filme voltado ao público juvenil que esbanja sinceridade e sensibilidade.

Nick Robinson (que fez o belo Tudo e Todas as Coisas) é a figura ideal para viver o atrapalhado e inseguro protagonista. O elenco de apoio também se sai bem com destaques para Katherine Langford (a Hannah da série 13 Reasons Why), Alexandra Shipp e Jorge Kendeborg Jr. que interpretam o trio de melhores amigos do protagonista. Além de Jennifer Garner e Josh Duhamel como os pais de Simon (uma cena de cada um deles com o filho me emocionou muito).

Com Amor, Simon pode não ser “o” filme sobre o tema, mas cumpre o seu papel: dialoga muito bem com os jovens e propicia diálogo entre pais e filhos. Para assisti-lo basta ter o coração aberto e ser livre de preconceitos para apreciar essa pequena joia da literatura juvenil agora na telona. Confira!

Com Amor, Simon
Love, Simon.
EUA, 2018.
Direção: Greg Belanti.
Com Nick Robinson, Katherine Langford, Jennifer Garner e Josh Duhamel.
140 minutos.


 

Marcelo Reis nasceu no finalzinho dos anos 70, É jornalista por formação, assistente administrativo por ocupação e cinéfilo de coração. Apaixonado por cinema desde os 13 anos (quando uma cirurgia o obrigou a ficar 6 meses de cama), tem um carinho todo especial por musicais, dramas, comédias românticas (‘Harry & Sally – Feitos um para o Outro” é sua favorita), romances e filmes do Woody Allen. Quase sempre, se identifica do lado de cá com algum(a) personagem da telona ou da telinha.

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