Os 10 melhores filmes vencedores do Oscar

Francis Ford Coppola (à direita) e seu pai, Carmine, no Oscar 1975.

Francis Ford Coppola (à direita) e seu pai, Carmine, no Oscar 1975.

Controversa, polêmica. A maior premiação do cinema está longe de ser justa. Ano a ano surgem discussões, a exemplo de 2014. Afinal, como “12 Anos de Escravidão” (premiado com justiça) pode ter vencido Melhor Filme se “Gravidade” ganhou sete estatuetas contra três seus. Foi prêmio político?

A Academia quis dizer o que elegendo um e não o outro?

Enfim, são casos que geram manchetes ao redor do mundo. Assim é o Oscar. Alguns dos longas premiados na principal categoria sequer são lembrados como clássicos.

“O Artista” e “Guerra ao Terror”, por exemplo, praticamente já caíram em esquecimento.

No entanto, não podemos negar que os filmes vencedores, na maioria das vezes, têm algo a dizer. E tem muita coisa boa nesses 90 anos de Academy Awards.

Preparamos uma lista que reúne os dez melhores longas eleitos para Best Motion Picture of the Year. E para você, quais são?

A 90ª cerimônia do Oscar acontece em 4 de março, em Los Angeles.

10º – O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei (2003)

return-of-the-kingA espetacular conclusão da trilogia dirigida por Peter Jackson baseada nos escritos de Tolkien não apenas igualou o recorde de “Ben-Hur” e “Titanic”, com onze Oscars, como também coroa de maneira épica uma das melhores trilogias do cinema.

9º – A Noviça Rebelde (1965)

"A Noviça Rebelde"

“A Noviça Rebelde”

As canções irresistíveis de Rodgers e Hammerstein, as lindas locações na Áustria e a voz de Julie Andrews transformaram o filme em sucesso de bilheteria e um dos musicais mais cultuados da história. Tudo isso para embalar a magnífica jornada verídica da família de cantores que precisou escapar dos nazistas.

8º – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

noivo2Woody Allen no auge, destilando inteligência, ironia e fazendo moda com a personagem de Diane Keaton com seus terninhos e gravatas. Na tela, a recriação do que foi a relação entre Allen e Keaton, a Annie Hall do título original.

7º – Amadeus (1984)

amadeusF. Murray Abrahams (“O Grande Hotel Budapeste”) tem daquelas interpretações raras e excepcionais na pele de Antonio Salieri, o compositor rival de Mozart. Dirigido por Milos Forman, levou oito Oscars e é magnífico do começo ao fim, ainda que triste.

6º – A Malvada (1950)

amalvadaBette Davis em mais uma grande atuação no filme recordista de indicações – foram 14 ao todo, marca que seria igualada por “Titanic” – e que traz Marilyn Monroe em pequena aparição, mas que chamaria a atenção de produtores e do público. Retrata sem piedade os bastidores do teatro, o jogo de egos e a rivalidade entre estrelas, ainda que o “passar a perna” venha de quem menos se espera.

5º – Um Estranho no Ninho (1975)

um-estranho-no-ninhoUm dos três filmes que venceram as cinco principais categorias do Oscar: juntam-se a ele “Aconteceu Naquela Noite” (1934) e “O Silêncio dos Inocentes” (1991). Trabalho do genial Milos Forman dirigindo um Jack Nicholson perfeito no papel principal da trama que mostra que a loucura não está necessariamente em quem leva o rótulo. Forman voltaria a ganhar a estatueta dourada por “Amadeus” (1984).

4º – Lawrence da Arábia (1962)

lawrenceO produtor Sam Spiegel e o diretor David Lean ganharam seus Oscars por “A Ponte do Rio Kwai” e repetiram a parceria vencedora neste épico em todos os sentidos: das locações no deserto, à trajetória do protagonista e as grandes atuações de Peter O´Toole e Omar Sharif. Lições de história e cinema.

3º – Casablanca (1942)

casablanca2Desde o ambiente exótico, no Marrocos, os diálogos marcantes, ao casal protagonista interpretado por ninguém menos que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, o clássico de Michael Curtiz é a síntese do romance americano nos anos 40. Sem contar a trilha de Max Steiner e a memorável canção “As Times Goes By”. E tem a frase “Reúna os suspeitos de sempre”, dita por Claude Raines.

2º – O Poderoso Chefão (1972)

poderoso-chefão1A obra-prima de Francis Ford Coppola começa neste longa que traz Marlon Brando em atuação antológica – ele recusaria a estatueta e enviaria uma atriz vestida de índia como protesto pela forma que Hollywood tratava os indígenas até então – e utiliza a máfia italiana como metáfora da América. Afinal, assassinar o inimigo é apenas “negócios” diria Don Corleone. Várias cenas tornaram-se célebres: o plano de abertura com a câmera se afastando, aos poucos, de Bonasera (Salvatore Corsitto); o casamento; a morte de Sonny (James Caan) emulando “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas”; e a sequência do acerto de contas no fim.

1º – O Poderoso Chefão Parte II (1974)

poderoso2Dizem que dificilmente as continuações superam os filmes anteriores. Pois bem: a Parte II de “O Poderoso Chefão” inaugurou um seleto time que tem “O Império Contra Ataca” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. Se no anterior Marlon Brando e Al Pacino tinham grandes atuações, neste é o segundo e Robert De Niro que impressionam. Tecnicamente irrepreensível, e a narrativa mais complexa, que vai e volta no tempo, tornaram-no a primeira sequência a ganhar, também, o Oscar de Melhor Filme e arrebatar mais estatuetas que o antecessor. Coppola virava o Rei da Nova Hollywood.

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André Azenha
André Azenha

Jornalista, crítico de cinema, produtor cultural, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Escreve uma coluna semanal, aos sábados, para o jornal Expresso Popular, colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante, em Santos. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi.