Filmes natalinos!

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Há quem considere o Natal uma data meramente “comercial”. Feita para a indústria ganhar mais e mais dinheiro. Há quem prefira considerá-lo um momento de celebração religiosa. E quem aproveite o período (incluindo a virada do ano) para refletir o que se passou nos últimos 12 meses e ver o que pode ser melhorado na próxima temporada. Bom, tem aqueles que não consideram nenhuma das alternativas anteriores, mas vamos ficar com a última.

Há filmes que nos ajudam a refletir bastante nessa época do ano:

O clássico “A Felicidade Não Se Compra” (1946), de Frank Capra, provavelmente é o recordista de reprises no Natal e traz o grande James Stewart na pele do protagonista George Bailey: sujeito de bom coração, que vive um momento de extrema dificuldade financeira e se acha um fracassado. Ao perder a esperança, decide pular de uma ponte na Véspera de Natal. É quando um “candidato a anjo” meio trapalhão – e que espera há séculos para “ganhar asas” – tem como missão salvar o humano. Assim, tenta fazer Bailey perceber o quão é importante para várias pessoas ao seu redor e como seria a vida delas sem sua existência.

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Tal qual “A Felicidade Não Se Compra”, outra produção é daqueles filmes natalinos que já assistimos tantas vezes, mas sempre que reprisam, conferimos novamente e nos emocionamos outra vez. “Simplesmente Amor” (2003) não é um considerado um clássico, porém é igualmente gostoso de ver e conta com várias histórias. Cada uma apresentando uma faceta do amor, ou a falta dele. Sempre apresentando astros e estrelas do período; Hugh Grant, Emma Thompson, Alan Rickman, Chiwetel Ejiofor, Lian Neeson, Bill Nighy, Laura Linney, Colin Firth, Rowan Atkinson (o Mr. Bean), Billy Bob Thornton, Denise Richards, a modelo Claudia Schiffer, Elisha Cuthbert (a filha de Jack Bauer na série 24 Horas), e até o brasileiro Rodrigo Santoro.

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Clássico da Sessão da Tarde, “Esqueceram de Mim” fez Macaulay Culkin  ganhar o mundo ao viver Kevin, o garoto esquecido pela família que foi viajar. Além de cuidar da casa, precisa proteger o espaço de dois ladrões atrapalhados. A mensagem é igualmente positiva: sobre perdão, a importância da união familiar. Pena que na vida real não foi assim: com pais gananciosos e sem estrutura psicológica, anos depois Culkin se perdeu em usos de drogas e sua carreira desandou.

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Saindo do eixo drama-comédia vale lembrar um dos maiores filmes de ação da história: “Duro de Matar”, que celebra 30 anos em 2018. Bruce Willis, egresso da TV, é John McClane, detetive de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar a esposa (Bonnie Bedelia), cuja empresa está prestes a inaugurar um empreendimento imobiliário. Quando chega ao prédio, no entanto, precisa salvar o dia: uma quadrilha toma o espaço e ameaça a todos. Em pleno Natal. Diferente dos longas de ação da década de 80, estrelados pelos heroicos e musculosos Stallone e Schwarzenegger, sempre ao estilo “exército de um homem só”, o longa apresentava um protagonista anti-herói, falho e que sangra. No fim, o recado é: perdoe e aproveite quem ama enquanto pode.

São filmes de épocas e gêneros diferentes, agradáveis e divertidos de ver, rever, que marcaram minha vida. E quais são os seus filmes natalinos preferidos?

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André Azenha
André Azenha

Jornalista, crítico de cinema, produtor cultural, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Escreve uma coluna semanal, aos sábados, para o jornal Expresso Popular, colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante, em Santos. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi.