Crítica | Tudo e Todas as Coisas (Everything, Everything)

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O que você faria se tivesse sua vida cerceada? Se visse o mundo pelas janelas de sua casa e de seu quarto? Isso, para você, seria viver?

É nessa “prisão domiciliar” que vive a jovem Maddy Whittier, devido a uma doença, uma deficiência imunológica conhecida de forma popular como “doença do bebê que vive na bolha” desde que tinha meses de vida, após a morte trágica de seu pai e de seu irmão. Sua mãe, que é médica, zelosa e super protetora faz de tudo para a filha viver o máximo possível, transformando sua casa numa fortaleza antisséptica, com todos os cuidados e medicamentos necessários para a garota.

Tudo começa a mudar na vida de Maddy com a chegada dos novos vizinhos, em especial, Olly Bright. De uma amizade virtual a uma paixão platônica (entre ambos), a jovem enclausurada vai percebendo que, na verdade ela não vive, mas sim, sobrevive.

Será que valeria a pena, ao menos uma vez, se arriscar a ver mundo de verdade, mesmo que isso possa custar a sua vida? Assista e descubra.

“Tudo e Todas as Coisas” é baseado no best-seller da escritora jamaicana Nicola Yoon, tem uma história singela e muito bem dosada entre o drama, o romance e a descoberta do mundo pela protagonista.

Se você curte livros como “A Culpa é das Estrelas” e “Como Eu Era Antes de Você” (e suas adaptações para as telas), “Tudo e Todas as Coisas” é uma boa pedida.

Um filme bonito, sincero e destinado aos apaixonados, assim como são os jovens Maddy e Olly nessa bela história de amor e descoberta. Experimente!


Tudo e Todas as Coisas
Everything, Everything.
EUA, 2017.
De Stella Meghie.
Com Amandla Stenberg, Nick Robinson, Anika Noni Rose, Ana de la Reguera.
1h37min.



 

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Marcelo Reis
Marcelo Reis

Marcelo Reis nasceu no finalzinho dos anos 70, É jornalista por formação, assistente administrativo por ocupação e cinéfilo de coração. Apaixonado por cinema desde os 13 anos (quando uma cirurgia o obrigou a ficar 6 meses de cama), tem um carinho todo especial por musicais, dramas, comédias românticas (‘Harry & Sally – Feitos um para o Outro” é sua favorita), romances e filmes do Woody Allen. Quase sempre, se identifica do lado de cá com algum(a) personagem da telona ou da telinha.