Crítica | Star Trek: Sem Fronteiras

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Em 8 de setembro de 1966 estreava na TV americana, pela rede NBC, o primeiro episódio da série, “Star Trek”, estrelado por William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley,  Nichelle Nichols, James Doohan, Walter Koenig..

Depois de 6 longas de ST para as telonas com a formação original (produzidos entre 1979 e 1991), um filme em que o capitão Kirk (William Shatner) “passa o bastão” para o capitão da “nova geração”, Jean-Luc Picard (Patrick Stewart) produzido em 1994 e mais 3 filmes com a “nova geração” (produzidos entre 1996 e 2002), J.J. Abrams (criador de séries como “Lost” e “Alias”) em 2009 fez um reboot, contando as aventuras do jovem capitão Kirk (agora encarnado pelo carismático Chris Pine), seu fiel escudeiro, o Vulcano Spock (Zachary Quinto) e sua tripulação. O filme foi sucesso de crítica e público e deu o primeiro Oscar à franquia (o de melhor maquiagem em 2010).

Uma continuação era mais do que esperada e inevitável, por isso, quatro anos depois, estreava “Além da Escuridão – Star Trek”. Com uma história mais soturna (e confusa) acabou decepcionando um pouco quem queria ver um filme-pipoca. Vale ressaltar que, se no primeiro havia um ator apenas razoável como vilão (Eric Bana, irreconhecível devido ao excelente e oscarizado trabalho de maquiagem) dessa vez contou com um dos melhores atores há surgir, no caso, o britânico Benedict Cumberbatch (famoso pela série da BBC, “Sherlock) que interpreta em “Além da Escuridão” um icônico vilão da série (que não vou revelar, caso ainda não tenha visto).

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Ao ser convidado para dirigir outra franquia de sucesso (“Star Wars” que estreou em dezembro de 2015), J.J. Abrams passou a direção de um terceiro Star Trek a Justin Lin (que havia feito um trabalho profissional na cinessérie “Velozes e Furiosos” dirigindo do 4º ao 6º episódio da franquia). Esse 3º reboot de Star Trek é “Sem Fronteiras”, um filme capaz de agradar a quem nunca viu a nenhum dos filmes ou aos fãs das séries e dos filmes, os trekkies, pois dosa muito bem ação, com referências e homenagens à série clássica e aos atores que partiram (no caso, Leonard Nimoy, o Spock e Anton Yelchin, interprete de Chekov).

Obs: esse parágrafo contém alguns spoilers. Se não quiser sabe o básico sobre a história, pule para o próximo. A trama é bem simples: o capitão Kirk e a tripulação da Enterprise recebem um pedido de socorro, mas acabam caindo na armadilha de Krall (o excelente Idris Elba, da série “Luther”) um ser que é contra a Federação. A Enterprise acaba destruída e a maior parte da tripulação é feita prisioneira.

É interessante notar como o filme consegue dosar muito bem as cenas de ação à interação entre os personagens.

Se o filme não tem lá uma trama muito complexa Justin Lin compensa isso com muitas cenas de ação, muita correria e até um lado mais pop envolvendo música.

Num ano em que a maioria dos blockbusters tem falhado no que se propõe (que o digam o pretensioso “Batman vs. Superman” e decepcionante “Esquadrão Suicida”) ao menos esse “Star Trek: sem Fronteiras” diverte e consegue fazer uma justa homenagem aos 50 anos de existência da franquia.

Esse que vos escreve, mesmo não sendo lá um trekkie de carteirinha só pode desejar “vida longa e próspera” à franquia e que venham ainda muitos mais filmes com a jovem tripulação do capitão James T. Kirk.



 

Marcelo Reis nasceu no finalzinho dos anos 70, É jornalista por formação, assistente administrativo por ocupação e cinéfilo de coração. Apaixonado por cinema desde os 13 anos (quando uma cirurgia o obrigou a ficar 6 meses de cama), tem um carinho todo especial por musicais, dramas, comédias românticas (‘Harry & Sally – Feitos um para o Outro” é sua favorita), romances e filmes do Woody Allen. Quase sempre, se identifica do lado de cá com algum(a) personagem da telona ou da telinha.

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