Crítica | Hotel Transilvânia 2 (Hotel Transylvania 2, 2015)

Não deixa de ser curioso que neste momento em que Adam Sandler vive o momento mais difícil de sua carreira (ele tem sido massacrado pela crítica americano que destruiu seu filme mais recente, o bom e criativo Pixels!) ele tenha que confiar no seu poder de bilheteria em países como o Brasil, onde ele é muito querido (basta ver a frequência com que suas comédias são reprisadas na TV por assinatura). A julgar pela pré estreia, ele terá mais um sucesso local. As crianças mesmo as pequenas não se assustaram com os monstros e parecem se divertir muito com esta nova animação sempre em 3D. O diretor por sinal é o mesmo do original, um russo especializado em animação de gênero, tipo “Samurai Jack”, “Star Wars Clone Wars”, “As Meninas Super Poderosas”, “O Laboratório de Dexter”, etc.

Seu defeito é semelhante ao do primeiro, custa um pouco a engrenar e gasta o tempo fazendo piadinhas (as antigas gags brincando com personagens e coisas assim) para só engatar na metade final. Mesmo o Hotel tem menos participação na história, já que se fixa na figura da filha de Drac, que esta casada com um rapaz normal e tem um herdeiro, um garoto que para o desgosto da família de vampiros não da qualquer sinal de ter nascido com essa vocação. Essa é basicamente a história envolvendo o velho vampiro pai de Drac, o Vlad (cuja voz no original é Mel Brooks!), uma namoradinha lobisomem, os pacíficos e conformados parentes humanos e assim por diante. Muito menos violento do que o similar da TV, o filme não deve ganhar prêmios e não recomendaria aos muito pequenos, mas é divertido e alegre. Sandler não fez nada errado.

EUA, 15. 89 min. Direção de Genndy Tartakovsky. Roteiro de Adam Sandler (também produtor) e Robert Smilgel. Vozes no original Adam, Andy Samberg, Selena Gomez, Kevin James, David Spade, Steve Buscemi, Fran Drecher, Dana Carvey.

Estreia no Brasil: 24/09/2015. 

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977. Recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Cine Roxy, em Santos, em 2013 e participou como convidado de eventos promovidos pelo CineZen.

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