Cássia Eller, de Paulo Henrique Fontenelle

Esperava-se muito deste documentário, o primeiro longa dedicado à famosa e querida roqueira Cássia Eller (1962-2001), que faleceu no auge de sua carreira de problemas no coração (e não por overdose de drogas). O que já faz por merecer uma critica no filme a falta de respeito da imprensa que fez afirmações errôneas e escandalosas.

Cássia como todo mundo faz questão de afirmar (ao menos amigos como Nando Reis) era uma pessoa doce, mas difícil e rebelde, difícil de controlar. Mas se a voz Tinha falhas (nunca diz isso no filme!) era um tornado em cena, carismática, envolvente, uma autêntica estrela.

O documentário limita-se a registrar cenas em geral curtas de entrevistas para a televisão (as melhores imagens são as do comecinho de carreira) e os depoimentos carinhosos da mãe e da companheira Maria Eugênia, registrando carinhosamente o resultado da justiça, que conferiu a guarda do filho Chicão, que aparece já adolescente ainda simpático e fotogênico.

O problema insolúvel, porém, é que se ouve e vê pouco dos shows, das canções, da intérprete. Falta a artista e isso prejudica muito o filme.  Capa especialmente ruim com uma foto que deixa a estrela com cara de lobisomem de filme de terror!

Documentário. Brasil, 2015. H20.Lançamento em DVD e VOD. Direção de Paulo Henrique Fontenelle. 113 min.

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977. Recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Cine Roxy, em Santos, em 2013 e participou como convidado de eventos promovidos pelo CineZen.

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