Sangue Jovem, de Julius Avery

Não teria grande repercussão numa sala de cinema, com espectadores ariscos para assistirem simples passatempos, endereçados ao público. O britânico McGregor vai mudando de personagem para tipos mais adultos, sob a direção de um certo Julius Avery (roteirista e diretor de curtas,  estreando aqui na direção de longas). Mas a figura central é um jovem que a essa altura já está em Hollywood alias fazendo sucesso: chama-se Brenton Thawaites de 24 anos (aparenta menos), que estava numa novela de sucesso local (“Home and Away”).  Que o levou a uma refilmagem de “Lagoa Azul” (“O Despertar “, 12, TV), o terror “O Espelho” (Oculus), depois foi o príncipe de “Malévola”,  e o protagonista de “O Doador de Memórias” (The Giver).  Tem ainda outros filmes inéditos, inclusive “Deuses do Egito”, com Gerard Butler.

Aqui faz um deliquente de 19 anos, que vai preso e naturalmente fica ameaçado de ser estuprado. Parece que não vai escapar disso quando chama a atenção do mais notório criminoso da Austrália, Brendan Lynch (McGregor). Não favores sexuais, mas ajudar num delirante plano de fuga e depois unir-se à quadrilha, que planeja o roubo do ouro que vale milhões. Naturalmente as coisas começam a dar errado.  Detalhe: a historia é realmente inspirada num bandido de verdade, Brenden (The Post Card Bandit) e seu aprendiz com o nome quase igual Brendan.

Se as cenas de ação são competentes o filme tem outra atração, que é a atriz europeia mais interessante do momento, a jovem Alicia Vikander, sueca que esteve em “O Amante da Minha Rainha”, “O Sétimo Filho”, “Anna Karenina”,  “O Quinto Poder” e o novo “Agente da Uncle”. Ou seja, por causa do elenco interessante. serve de passatempo.

(Son of a Gun). Austrália, 14. 108 min. California. Lançando em DVD e VOD. Direção de Julius Avery.  Com Ewan McGregor, Brendan Kerkvillet, Brenton Thwaites, Alicia Vikander, Geoff Kelso, Jacek Koman, Matt Nable.

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977. Recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Cine Roxy, em Santos, em 2013 e participou como convidado de eventos promovidos pelo CineZen.

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