Luzes, Câmera… Som, Música e Ação!

O Cinema pode ter nascido mudo no final do século 19, mas assim que ele foi para as salas de exibição, a Música e o Som já o acompanhavam por meio de músicos e orquestras tocando ao vivo, e às vezes até narrações de cronistas. A partir da década de 40, as trilhas sonoras começaram a ser vendidas como um “produto”, seja como uma coletânea de músicas já famosas escolhidas pela produção musical, seja na forma de composições especialmente criadas para o filme.

Os Anos 40 trazem muitas trilhas ícones. Um dos clássicos desse período é “As Time Goes By”, cantada pelo ator e músico norte-americano Arthur “Dooley” Wilson, que interpretou o pianista Sam em “Casablanca”, de 1942. E pensar que essa canção havia sido escrito 11 anos antes pelo compositor americano Herman Hupfeld para um show da Broadway.

Apesar do parágrafo acima, esta coluna não pretende fazer análises históricas sobre a trilha sonora. O que pretendemos é comentar trabalhos atuais – e clássicos – que mostrarão como a união de ideias entre um diretor e um compositor podem criar resultados grandiosos. A História do Cinema tem diversos exemplos desse casamento perfeito entre Música e Cinema, como Serguei Eisenstein e Serguei Prokofiev (“O Encouraçado Potemkin”, de 1925), e Alfred Hitchcock e Bernard Herrmann (“Psicose”, de 1960, e “Vertigo”, de 1958, só para citar alguns).

Mais recentemente, o diretor inglês Christopher Nolan e o compositor alemão Hans Zimmer deixaram suas marcas com a última trilogia de Batman, bem como nos filmes “A Origem” e “Interestelar”. Fora do “mainstream”, é notável a qualidade das trilhas feitas pelo compositor norte-americano Joseph Bishara para os filmes de terror do diretor australiano James Wan. “Invocação do Mal”, de 2013, mostra como ainda é possível chocar e aumentar o impacto das imagens com uso de instrumentos clássicos de corda e sopro.

Seja bem-vindo à Coluna Trilha Sonora!

https://www.youtube.com/watch?v=8nXAiPPgFVc

 

Formado em Jornalismo na UniSantos em 1999, atuou como repórter e também como editor de revistas segmentadas nas áreas de Construção, Transporte, Indústria e Automação Industrial. Também trabalhou em Assessorias de Imprensa nas áreas de Cultura e Negócios. Viciado em Música (mais do que em Cinema - foi mal, André, rs...) e em revistas (de todos os tipos). Nas horas vagas, ataca de baterista de banda de rock. Contato: redacao.cinezen@gmail.com

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