Lucy: Scarlett Johansson se consolida como atriz de ação

Scarlett Johansson definitivamente se consolida como atriz de ação depois de viver a Viúva negra nos filmes da Marvel e, agora, essa produção dirigida por Luc Besson. Se não é excelente atriz, tem voz boa de ouvir, é gostosinha e vai bem nas cenas de luta. Sua presença justifica a excelente bilheteria do longa em âmbito internacional. Só a cara de nada (jargão usado pelo colega Rubens Ewald Filho para a falta de expressão), em alguns momentos, incomoda, por mais que a personagem peça por isso.

O mote da trama é interessante: o que aconteceria se alguém conseguisse usar 100% do cérebro? Somos apresentados à personagem-título que, ao tentar ajudar o amante, é presa por uma quadrilha. É forçada a carregar uma nova substância dentro do estômago e a droga acaba se espalhando por seu organismo, levando-a a ganhar poderes como telecinese, ausência de dor e conhecimento em grande escala.

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A história lembra outra produção recente, “Sem Limites” (2011), com Bradley Cooper. Mas estamos em um filme de Luc Besson e o cineasta  sabe criar cenas de ação criativas, que chegam a ser engraçadas, de tão surreais. O problema é que ele parece ter usado as drogas que tantos de seus personagens usam e não conseguiu desenvolver roteiro nem resolução a altura das sequências que dirige tão bem.

lucy-posterAs presenças de Morgan Freeman, vivendo cientista respeitado, e o coreano Min-sik Choi (do espetacular “Old Boy”), na pele do vilão, dão certa credibilidade ao filme. Só. Lucy se transforma numa espécie de Jean Grey dos X-Men e fica no ar o porquê, em certo momento, ela utiliza o poder para paralisar os inimigos e, em outro, precisa correr quando poderia repetir o feito.

Atenção que vem spoiler! Como disse o amigo humorista Euclydes Escames, a história vai fica cada vez mais absurda e a protagonista vira, no final, um pen drive do Venon (aquele do Homem-Aranha).
Estreia no Brasil: 28/08/2014. 

André Azenha
Jornalista, crítico de cinema, produtor cultural, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Escreve uma coluna semanal, aos sábados, para o jornal Expresso Popular, colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante, em Santos. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi.

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