Os rumos da humanidade

Os rumos da humanidade parecem ser os mesmos de uma manada de gado estourada, desembestada…

Políticos de todo o mundo se acolhem, se acomodam dentro de princípios teóricos direitos ou esquerdos, mas são raros os que andam certo, os que se preocupam com o bem comum.

Alguns povos pregam a paz entre outros povos enquanto guerreiam com outros, sem justificativas outras que promover a harmonia, enquanto saqueiam o subsolo do vizinho e destroem riquezas culturais construídas em séculos de história.

Povos sobrevivem – quando conseguem – na mais extrema miséria, dominados pelas doenças e pela fome, enquanto seus governantes ostentam luxo descabido e imoral.

Alguns apregoam as vantagens do comunismo, enquanto vivem no luxo e no ócio proveitoso, proporcionado pelos cofres públicos. Outros defendem as vantagens do capitalismo, pregam respeito aos bens pessoais, enquanto saqueiam os mesmos cofres públicos sempre arrasados pelos ataques de mutantes grupos de corsários. Todos superfaturam obras essenciais e compartilham os lucros com financiadores de campanhas eleitorais…Imorais!

Enquanto homens públicos se fartam de caviar e champanhe com dinheiro desviado, deslavadamente furtado, os mais humildes perecem pelas necessidades mais básicas de saúde e de alimentação.

Abrem-se os jornais e as notícias que se colhem tratam de desportistas e do movimento deles para cima e para baixo, engordando as próprias contas bancárias e enriquecendo dirigentes de agremiações. Em leilão que já não é inusitado, alguém cujo dinheiro transborda pelos caminhos da insensibilidade e da inutilidade prática, arremata por míseros cento e quatro mil dólares um par de tênis de desportista famoso, quando não paga outro tanto pela calçola de uma “atriz” decadente. É indecente!

Um policial é preso por envolvimento com o jogo do bicho – essa figura de que tanto se fala e de quem as autoridades negam a existência vista em cada esquina. Resina!

A elucidação de um homicídio se arrasta no tempo, porque a principal testemunha está viajando ou o intérprete mal interpreta o seu ofício. É vício!

O clínico mal clinica e o cirurgião não intervém porque o que ganham é pouco e eles estão insatisfeitos, transferindo a conta e o protesto para a saúde mal cuidada do paciente moribundo.

E há quem espere que eu entenda os rumos do mundo…

O CineZen é um site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista), prestar serviços e atuar no incentivo ao cinema nacional.

4 thoughts on “Os rumos da humanidade

  1. Carlos, boa tarde!

    Você colocou em letras, o cenário de uma humanidade sem rumo, de uma maioria esmagada pela ignorância e inconsciente, que “vive” a vida tal um robô, e com isso não reflete sobre os desmandos de quem está no poder, cujos altos salários, são pagos através do bolso de cada um, seja um “robô” ou uma pessoa que se importa (ainda) com o bem comum.
    É doloroso saber que suas palavras são verdadeiras, longe de qualquer ficção.

    Abraços,

  2. Os rumos do mundo parecem mesmo ininteligíveis, Miro.
    Todavia, tem-se a a impressão de que tudo vai acabar ali, na linha tênue do horizonte.

  3. Bom dia, Maria Cecília!
    A maioria de nós ‘”leva” a vida tal e qual robô movido por controle remoto.
    Seres vazios, de lata, tocados por um pequeno motor movido a eletricidade de pilhas recarregáveis.
    Recarregáveis com a energia da televisão em programas da pior qualidade, recarregáveis nas tomadas das mentiras da mídia em geral, nos “programas” políticos cujos bens revertem somente para os seus autores…Atores do circo mambembe em que transformaram o país.
    Infelizmente há que se cantar o refrão da melodia de Zé Ramalho em “Admirável Gado Novo”.
    Agradeço a visita e o bate-papo.
    As boas companhias são sempre bem-vindas, especialmente quando nos dizem que não estamos sozinhos, perdidos em meio a esse mundo de fantoches e de robôs.

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