Começa a corrida pelo Ouro cinematográfico

"Gravity"
“Gravity”

Passada a época dos blockbusters, chegamos ao período do ano em que começam a pipocar possíveis concorrentes ao Oscar. Exemplo é o Festival de Toronto, no Canadá, onde foi exibida “Gravity”, a mais recente obra do competente cineasta mexicano Alfonso Cuarón. Aliás, quando falamos em plano-sequência no cinema, o diretor é um dos mestres. Vide aquele em que se passa dentro de um carro, em “Filho da Esperança” (2006), que reúne Clive Owen e Julianne Morre. Foi só o trailer de “Gravity” ser divulgado, com a personagem de Sandra Bullock se soltando de um satélite, girando sem parar à deriva no espaço, que a associação com o longa de sete anos atrás veio instantaneamente. Dizem que Bullock e Cuarón podem receber indicações. Seria bem legal, já que “Filhos da Esperança” merecia muito mais.

Nessa onda, algumas produções em cartaz na região podem fisgar uma ou outra indicação. “Rush – No Limite da Emoção”, que não tem atraído o público esperado, traz Daniel Brüh no papel de Niki Lauda – talvez um concorrente à ator coadjuvante? A verdade é que o filme é bem divertido e fala de um esporte que o brasileiro acompanha. Caso de reflexão, a ausência de maior plateia…

Já a ficção-científica “Elysium” merece atenção por alguns motivos: é dirigida por Neill Blomkamp, o talentoso realizador de “Distrito 9” (2009) e que retoma sua visão de um futuro na Terra dividido em castas, de forma ainda mais radical nesta superprodução que traz Matt Damon como protagonista e o brasileiro Wagner Moura em papel importante. Indicação para Efeitos visuais? Vale lembrar que “Distrito 9” concorreu a melhor filme.

Falando no Brasil, “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, é o nosso representante para tentar uma vaga entre os cinco finalistas para Filme em Língua Estrangeira. O trabalho é bom, muito bom. Mas talvez fuja um pouco ao tipo de produção escolhida pelo Oscar. Como os votantes dessa categoria são pessoas de vários países, diferentes das principais, onde a maioria é dos EUA, pode ser que este “olhar” miscigenado dê caldo pra gente. Fica a torcida.

André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *