Na tela: memórias e ficções pessoais

cinemavivi1Quando era pequena, acreditava que se cavasse um buraco aqui – no lugar em que me encontro – depois de algum tempo e inevitavelmente chegaria no outro lado do mundo – ao Japão. Era claro para mim que isso não era uma ficção. Mas na verdade nunca peguei numa pá para o efeito. Não precisava. O mais gostoso era pensar no escuro, no caminho e essencialmente na aventura. Com o cinema não é muito diferente. Quando a luz apaga, abrem-se todas as possibilidades – inclusive chegar ao Japão.

E quando penso em Japão – alargo até o infinito a compreensão do que isso significa. É uma metáfora que explica que tudo – rigorosamente tudo – é possível quando se fala da experiência do ser no cinema.

E alargando ainda um pouco mais – porque sim, a minha capacidade de expansão é inesgotável, penso o quanto seria interessante saber o que os leitores regulares da minha coluna pensariam sobre o assunto.

Que memórias teriam eles?

“Minhas memórias são minhas ficções, como os filmes que vejo na tela do cinema. Tudo isto está longe de uma metáfora, pois sempre acrescento algo, ouço outras, mas são minhas…Quando leio uma crítica ou algo sobre algum filme, me abre o apetite, e a boca que neste momento são olhos que ficam abertos prontos para devorar ou história, vida, mundo e até mesmo existência” – afirma o filósofo Almir José.

A não metáfora do Almir ainda consegue ser mais expansiva do que a minha. Talvez, porque e inspirado por Aristóteles, saiba que a memória pertence aquela parte da alma à qual a imaginação também pertence.

De sua afirmação, ressalta também o quanto a experiência do cinema é pessoal e escrita em pronome possessivo.

Para a contadora de histórias Fabiana Prando, há narrativas que recusam-se a sair do aconchego do seu coração. Que bela imagem para um filme – o fluxo de palavras e sensações afetivas percorrendo sem cessar as cavidades do músculo cardíaco. Até porque, recordar é fazer com que algo passe de novo pelo coração.

E o de Fabiana acelera quando lembra de Matilda – “Sou fã de Roald Dahl e sua maestria em contar histórias a partir do ponto de vista da criança. Matilda é uma estranha no ninho familiar. A menina adora ler enquanto sua família vive ligada na TV. Que alegria ver a diretora tirana e caricata da escola ser provocada pela magia de Matilda. Um conto de fadas que encanta e revela um mundo em que o amor prevalece sobre o poder. Me faz um bem danado!”

Adoro a Matilda, Fabiana e pergunto: que segredo é esse que é contado entre a nossa retina e a tela negra do cinema?

Uma espécie de trato entre comadres que se falam entre janelas? Ou um presente de Netuno – o deus do cinema?

O escritor Paulo Mauá reconhece – “o que mais tenho é memória afetiva com a sétima arte. Morava em frente a cinelandia do bairro do Gonzaga e passava as tardes das férias trocando de cinema assistindo 2 a 3 filmes por dia ou emendando sessões da matinê”.

Essa ciranda de filmes é sem dúvida Paulo, uma memória íntima – aquelas que fazem parte das nossas recordações mais especiais. Guardadas em caixinhas internas que ao abri-las nos trazem o conforto do escuro de que não temos medo porque estamos inundados de pessoas conhecidas – as da tela do cinema.

cinemavivi2A infância é árvore frutífera de memórias. Provavelmente, porque ainda estamos disponíveis para a imaginação, o sonho e vontade de voar. Maria Silvia Mastrocolla, conta bem sobre isso – “Quando eu era criança, no início dos anos 50, morando no interior de São Paulo, o rádio, o circo e o cinema eram as únicas formas de se entrar em contato com as notícias, com a música, teatro,  dança, e  literatura. Como meu pai era cinéfilo, vi muitos filmes de Vicente Celestino, Mazzaropi, Oscarito e Grande Otelo, comédias italianas, mexicanas com Cantinflas, Chaplin, Gordo e Magro, e muitos filmes americanos, especialmente musicais”.

Faço uma pausa no relato da arte-educadora Maria Sílvia porque já estou coberta de purpurinas e estrelas. Sinto-me, então glamourosa como só o cinema – quando quer, pode ser.

“Lembro também das sessões de desenho animado no Cine Metro, aos domingos, na Avenida São João, onde meu pai sempre me levava quando vínhamos a São Paulo. Inesquecíveis são também os jornais com notícias sobre política nacional e esporte e os seriados americanos que passavam antes de iniciar o filme programado”.

Mais do que árvores, na infância nossas memórias são como jardins secretos – com chaves e palavras escondidas que permitem o acesso a um universo sutil e diferenciado. Fabiana Prando revela que: “Toda vez que a TV exibe esse filme, aceito o convite e retorno ao Jardim Secreto. Amo a história, os personagens, as relações de afeto e amizade. A vida desabrochando dentro e fora do Jardim. Tão linda essa metáfora do jardim, tão preciosa em nossa cultura, aliás em todas as tradições. Me conecta com o princípio da vida, do cuidado com as relações, cultivo… Colin e Mary não são banidos de um lugar perfeito, eles florescem com esse lugar e isso arrebata o coração. Lindo!”

E o que dizer do faz-de-conta?

“Uma lembrança maravilhosa que tenho foi quando fui assistir ao Peter Pan – conta de verdade Paulo Mauá – devia ter de 8 a 10 anos. Além de enraizar a ideia de não querer crescer e associar a fantasia de poder voar, me apaixonei perdidamente pela Sininho. Mas o mais interessante foi que entrei no cinema de dia e quando saí era de noite. Aquilo enriqueceu ainda mais a animação esplendorosa do genial Disney.

cinemavivi3Como que podia ter acontecido tudo aquilo? Só mesmo obra da Sininho…”

Ou da ressignificação – como lembra e bem Almir José sobre a experiência com o filme “O Quarteto”. “ Ver um filme é ressignificar. O Quarteto, uma história e quatro vidas entrelaçadas na própria ficção da vida entre a passagem do tempo e como uma vaga lembrança pode despertar emoções e movimentos que alteram o seu ser.”

Quem gosta, sabe que cinema é um vício de contaminação fácil e cura quase impossível.

“Bem no início da adolescência – conta a preparadora de textos Bárbara Ferreira – fui vítima fatal de alguns modismos, como ter Leonardo DiCaprio por ídolo. Em 1997 fui assistir a “Romeu & Julieta”, uma versão modernizada do clássico shakespeariano, e voltei encantada com o ator principal – ele mesmo, e com a história de amor infeliz. Inaugurava-se minha queda pelas histórias de amor impossível, que tinham finais tristes ou mesmo trágicos. Tenho preferência explícita pelos finais infelizes! Na esteira dos filmes com histórias de amor – mesmo que não sejam do gênero romance, logo passei a contabilizar: “Em nome de Deus”, “Minha amada imortal”, “Em algum lugar do passado”, “Ghost – do outro lado da vida”. Este filme, sempre que anunciado nas sessões do Tela quente, fazia-me sentar em frente à televisão nas noites de segunda e assisti-lo do início ao fim, como se fosse a primeira vez.

Os filmes de época me interessavam mais ainda; gostava da ambientação de tempos passados e sobretudo dos enredos carregados de sofrimento que só cabiam neles”.

cinemavivi4Sinto que cada vez que vou ao cinema é como se fosse – assim como para a Bárbara – a primeira vez.

E tudo de início é forte e regido pelas leis da expectativa.

“Ao pensar em cinema, sempre vem, por primeiro, a personagem Mr. Hulot. Quando bem jovem, o espírito irreverente e pobre da idade, eu o achava apenas engraçado;  identificava pessoas que eu conhecia, e que eram, naturalmente, ridículas. Com a maturidade, afirma a escritora Valesca de Assis – assisto à película como assisto – e sinto! – a natureza humana, com todos os seus tropeços, idiossincrasias, perdas e danos e as pequenas aprendizagens que conseguimos. Mr. Hulot, ao contrário, tem uma vantagem sobre nós: vive sempre a inocência de não sentir-se ridículo ou culpado. Vive surpreendendo-se, todos os dias, com as coisas que acontecem a si e aos outros. E é esse olhar aristotélico que o faz grandioso. Mais que O Gordo e o Magro, que têm malícia, e nos fazem cúmplices de suas “maldades”.

cinemavivi5O “Senhor Hulot” – interpretada pelo cômico francês Jacques Tati – pontua as coisas simples da vida e observa de forma minuciosa o comportamento humano.

O cinema revela sutilezas de nossas almas que aceitamos porque há sempre a ideia suspensa que tudo afinal não passa de uma invenção – mesmo nos baseados em fatos reais.

Como em “Peixe grande e suas histórias maravilhosas” – filme de preferência de Fabiana.

“Amo a dança tênue entre ficção e realidade nessa narrativa, uma impregnando e fertilizando a outra. A bruxa de tapa-olho que revela em seu olho oculto àquele bravo que se aventurar a olhar, a hora da sua morte, é uma das passagens mais fundas na minha memória. Ela foi decisiva na trajetória do jovem Ed, consciente da hora da sua morte. Ele ia em frente porque sabia que “não é assim que eu morro”. Confesso que muitas vezes desejei dar uma espiada no olho da bruxa… será?!”

cinemavivi6Esse olho da bruxa Fabiana, deve ser da mesma natureza daquele que Paulo Leminski aprisionou em verso – o diabo do branco do olho da página.

Mas nem sempre conseguimos capturar nossos monstros e temos medo do que se reflete em nossa face e roupas quando estamos sentados – cativos – em frente à tela.

Às vezes somos tomados pela curiosidade de flertar com o “olho da bruxa” assim como Bárbara:

“Os de suspense e terror chegaram a ser meus preferidos. Desde a infância gostava deles. Lembro-me até hoje das capas de filmes de qualidade duvidável, como “Nasce um monstro”, que era o alvo principal. Não me lembro se pude assistir ou se minha mãe proibiu, sabedora que era de que depois eu ficaria com muito medo. E claro que fui assombrada por Chucky! Tive de me desfazer de dois bonecos por causa dele. Na esteira de filmes sérios não faltaram Drácula, Frankenstein, O segredo de Mary Reilly e o europeu “Romasanta” – este já bem mais velha. Gostava bastante de suspense; aos 13 anos, vi várias vezes “O silêncio dos inocentes”. Em meados da década de 90 surgiram vários filmes como “Pânico”, com um assassino mascarado que era, na verdade, um personagem pouco provável. Se não me engano, neste filme os crimes eram cometidos pelo namorado da protagonista, seu alvo principal. O meu preferido era “Lenda urbana”, se bem considerasse a identidade do assassino pouco verossímil. Mas, com o tempo e com a previsibilidade dos enredos, perdi gradualmente o interesse e hoje pouco assisto aos dois gêneros. Suspense menos ainda, um atual que me marcou foi “Ilha do medo” e o francês “O monge”, e terror cheguei a ver alguns interessantes, como “A órfã” e “O orfanato”. Sem contar o inesquecível “A bruxa de Blair”.

cinemavivi7Há também quem siga o rastro das estrelas e interesse-se pela via láctea que traz o filme para o buraco negro da tela.

Minha primeira memória do cinema não é a mesma de uma queridíssima sobrinha que preferiu ficar de costas para a tela para acompanhar a luz mágica que transformava em imagens uma história a ser contada.” – relembra a jornalista Eliana Pace.

Na maioria das vezes, a experiência com o cinema é de pertença. Como para a pedagoga Mariana Pires: “A minha relação com o cinema é de entrar na tela, e saborear as palavras, choro, dou risada – me sinto perfeita na cadeira”.

Esperado seria que “Cinema Paradiso”, fosse um de seus filmes preferidos: “Quando fiquei mais velha um pouco me encantei com o filme Cinema Paradiso”.

cinemavivi8Cinéfila assumida, Eliana reconhece a importância de Paradiso, mas suas memórias afetivas de cinema foram também de partilha com os amigos. Explica:Não foi de Totó, o garotinho de “Cinema Paradiso” que, adulto e cineasta de renome, relembra com carinho de tantas e tão belas cenas que acabaram por construir sua trajetória. Considero-me cinéfila de carteirinha desde quando, ao lado de meus grandes amigos de juventude, Rubens Ewald Filho e Edison Paes de Mello, subia a serra para ver dois filmes seguidos, hábito que conservo até hoje. Naqueles áureos tempos,  curtíamos juntos Jean-Luc Godard, Louis Malle e François Truffaut, Visconti, Antonioni, Bertolucci e Fellini –  ah, o delicioso  Fellini, e mais Jeanne Moureau, Marcello Mastroianni e Jean Paul Trintignant, que fui rever agora, em ”Amor”; Alain Delon e Maurice Ronet em um dos meus filmes preferidos,  “O Sol por Testemunha”, e por aí vai. Hoje, sou fã inveterada de todos, absolutamente todos  os filmes de Woody Allen e Pedro Almodovar, do cinema argentino da atualidade e do cinema iraniano. Sou seletiva nas minhas escolhas: poupo meus olhos e meus ouvidos de produções de 2a ou 3a classes, de filmes de terror e de ação, das atuações de Jim Carrey e assemelhados,  das palhaçadas de Roberto Benigni e dos filmes vistos na telinha de  televisão”.                                                            

Assim como Eliana, o olhar de Almir vai amadurecendo suas escolhas e – o mais importante – as relações que se estabelecem entre a obra e seu expectador.

“Um filme é uma ficção, e esta é uma realidade, pois o que vejo é apenas minha vontade, meus sonhos, um eu, um outro, diferente, mas ao mesmo querendo que a realidade se torne uma vaga lembrança de um filme”.

Almir, como o compreendo…

Quantas vezes, nos transformamos em outros, vivemos telas internas de angústia e desordem.

cinemavivi9Em que medida, ao sair do cinema após uma experiência impactante, com as sensações amplificadas e misturadas aos cabelos em desalinho, não nos curamos?

“O cinema faz isso, mexe com o corpo e com a alma” – comprova a experiência de Mariana após assistir ao documentário “Ônibus 174” – “o estômago embrulhou de tal forma, que quando cheguei em casa fiquei olhando estupefacta para a parede em silêncio com dor na alma”.

Experimente contar a experiência do filme que você acabou de ver.

Assim, como a memória, o relato possível, será uma espécie de invenção – ao contar o que sucedeu, as cores dessa história ganharão com certeza outras proporções – como afirma a artista plástica Stela Barbieri.

Na composição material do objeto filme, há partes dele que são excluídas – os exercícios que apesar de fecundos, não passaram de esboços.

É a invenção dentro da invenção –  o miolo do pão e suas migalhas.

“Tão presentes e tão distantes essas migalhas – afirma a estudante Natasha Félix.

“Sinto o cheiro delas, mas não consigo vê-las. Nem tampouco repetir os mesmos

atos.”

cinemavivi10A experiência do cinema – à semelhança do rio que não passa duas vezes – é irrepetível. Mesmo quando assistimos o mesmo filme por diversas vezes – ele se desdobra e podemos ver outros dentro dele.

Apesar de em alguns casos, e em uma tentativa de manter intacta a sensação, decorarmos as suas falas. Para Bárbara, “os adoráveis clássicos Disney, especialmente”, estavam nessa categoria. “ A bela adormecida e A dama e o vagabundo, e também Meu querido pônei – que voltou há alguns anos como My little pony, e não sei se é meu olhar adulto, mas preferia o título traduzido para o português, como quando eu era criança – foram os longas que vi e revi a ponto de saber de cor algumas falas”.

 

“Minha relação com o cinema é de grande amizade e amor”, sintetiza Mariana.

O cinema é capaz de despertar de tudo um pouco – é um imenso balaio no sentido de lugar onde se pode armazenar mantimentos. Ele é alimento. “Um banquete com iguarias”, como foi o filme “O Quarteto” para Almir.

Especiarias exóticas que agitam o sangue, aceleram a pulsação.

Mas nem todos gostam de tudo.

Eliana e Bárbara estão de acordo quanto aos filmes de ação. Não gostam de “braços aventureiros, pernas incansáveis” – na definição de Natasha.

Mesmo sendo uma relação de cumplicidade, o lugar-comum deve ser evitado a todo custo.

cinemavivi11“Gosto que o filme tenha “algo a dizer”, e que o faça sem recorrer aos elementos que o tornem previsível” – afirma Bárbara.

E para ela: “Nada de comédias românticas. Consegui considerar que algumas eram de fato graciosas, logo no começo, como em “Mensagem para você”. Mas, após o início da avalanche de filmes do gênero, saíram produções – com o perdão da crítica – tão insossas, tão lugar-comum, em uma palavra, tão tolas, que talvez seja o gênero de que menos gosto. Ah, sim – ao lado dos filmes de ação. O maior problema com estes dois gêneros é que não tenho paciência para assistir aos filmes…”

Em contraponto, Mariana diz que para “sorrir para o mundo” assiste a boas comédias.

No conto “Infinita fiandeira” de Mia Couto, uma aranha clama por seu direito de fazer teias não por instinto, mas por arte. Como castigo por seu atrevimento, o deus dos bichos converte-a em pessoa.

Gosto de pensar no que escrevo como uma linha que acomoda missangas de várias cores, tamanhos e formatos. Em seu estado individual são forma e também tem o seu encanto, mas no coletivo é que são beleza.

Gosto mais ainda de imaginar quem lê-me como aranhas fiandeiras que tecem arte a partir desse fio que acomoda as missangas.

O cinema é uma arte. Sem dúvida. A Literatura também o é. Ser lido é supremo e por isso partilho, hoje, o branco da página com as teias de meus leitores.

Deixe-se capturar.

Mediadora de processos criativos. Gosta da experimentação, talvez por isso o primeiro título publicado “Laboratório do escritor”, premiado pelo PROAC em co-autoria.

5 thoughts on “Na tela: memórias e ficções pessoais

  1. Lindo, lindo, lindo!!!

    Vivi, fada-aranha-tecedeira!
    Reuniu tantos relatos, trouxe-os de encontro ao seu e me fez experimentar mais uma vez a alegria dos tempos do Laboratório do Escritor…
    Beijos emocionados,
    Fabi

  2. Você é simplesmente maravilhosa e teus textos só refletem isso. Mil beijos!

  3. Uma pequena obra de prima ou uma colcha de retalho cinéfila muito tem costurada pela artesão Viviane. Parabéns mais uma vez e voce sabe que sou seu fã de escrita. !!!

  4. Um texto construído com as “teias” das lembranças de cada um de nós… Vivi arvorou-se em fiandeira de recordações!..

    Beijos,

    Bárbara

  5. “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Sendo assim, que bom termos tantas águas navegáveis e mergulhar em tantas vidas, águas diferentes, não Vivi?!
    O cinema é mar sem fim, ao desembarcar de um filme, começo a curtir a viagem feita, já saudosa, e ao chegar o próximo embarque, recomeço a navegação. A vida se torna mais leve. Beijo amiga!

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