Para onde vamos?

populismoOs anos passam velozes e eu vou rapidamente me aproximando dos setenta, mas não esqueço as longas discussões nos bancos acadêmicos sobre as questões de justiça, especialmente as penas brandas e a inexistência de um sistema prisional eficiente, humano e que realmente pudesse recuperar os cativos para o seu reingresso na sociedade.

Deixei o curso, esqueci-me da área, mas não deixei de acompanhar a trajetória cada vez mais capenga do sistema vigente, da leniência flagrante das leis e da ação dos julgadores, sem que nada se faça para encarar o problema da criminalidade crescente, da justiça e do direito, de forma realmente contundente e capaz de minorar os problemas enfrentados pela sociedade, nessa área.

Vamos já na sexta gestão de governos eleitos pelo voto popular após o regime militar. Governos democráticos  que iniciaram como populares e enveredaram convenientemente pelo populismo e pela irresponsabilidade que marca esse sistema.

Na trajetória populista desarmaram a população ordeira; criaram regras baseadas unicamente nos moldes de países mais desenvolvidos e mais cultos, impedindo até que a educação dos jovens se efetivasse, substituída por um estatuto vão, que não impede a miséria, o trabalho escravo e nem o uso ou o abuso dos de menor idade.

O governo trabalhista e popular enveredou pelo mesmo interesseiro caminho do populismo desenfreado e desavergonhado que, há três períodos eletivos, o sustenta no poder.

Desse partido – dito democrático – o Ministro da Justiça afirma de público que se tivesse de ser confinado no sistema prisional, preferiria a morte.

E aí nós perguntamos ao digníssimo ocupante desse ministério, o que é que ele tem feito para mudar esse quadro.

Dado o estado precário dos estabelecimentos prisionais, os políticos, os politiqueiros, alguns cientistas políticos e outros incapazes funcionais defendem o não confinamento, como medida de justiça, sem se preocuparem com a segurança dos cidadãos. Esses mesmos estudiosos da política, da justiça ou do direito se esquecem da maioria, da sociedade ordeira que sobrevive dentro das regras, que paga os impostos que os sustenta e que é a real vítima  da omissão dos poderes e da ação daqueles que infringem quase sempre gratuita e criminosamente todas as regras mais básicas de funcionamento de uma sociedade.

Se aceitos o pensamento baldio dos teóricos inconsequentes, todas as falhas de comportamento, todos os crimes, por mais violentos que sejam, não deverão mais ser punidos com penas de prisão, o que equivaleria dizer que a sociedade ficará ao deus-dará; abandonada à desdita, restar-lhe-á o rearmamento, ainda que ilegal e o caminho pelos filmes do velho oeste norte-americano, com “cada um por si e o diabo contra todos”.

E, então, nós perguntamos: para onde vamos?

Ainda dentro do campo da demagogice escancarada,  os populistas fazem de conta que agem, contratando a salários miseráveis os médicos que sobram nos países em estado de penúria econômica. Sim, contratam médicos até de Cuba, tendo por base o piso salarial da classe, no Brasil, que é de R$ 10.412,00. Todavia essa retribuição financeira vai para o país de origem, restando a esses profissionais apenas uma quarta parte ou pouco mais que o valor pago mensalmente pelos serviços.

Um partido político, dito “dos trabalhadores”, explorando a mão-de-obra  estrangeira em regime de escravidão.

E, aí, novamente perguntamos: para onde vamos?

O CineZen é um site independente sobre cinema, DVD e Blu-ray, TV e eventualmente literatura, quadrinhos, teatro, música e artes plásticas, lançado em 29 de março de 2009. Tem o objetivo de informar, analisar obras e cobrir eventos dessas áreas (com atenção para a Baixada Santista), prestar serviços e atuar no incentivo ao cinema nacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *