Hardcore no canil!

doghouseEm 2005, Arthur Andrade estava  no comando do contrabaixo na Flip Open Box e na Fubanga da Peba (que depois virou Surfinbirds) , junto do baterista e fotógrafo Bruno “Baketa” Mendes. Na outra extremidade,  Leandro Motta (chamado por todos de “Lê”) se dividia como baterista da Mindfour e guitarrista/vocal da Ritual Dub.

Dois anos depois, as bandas se encontrariam em um festival de música na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, RJ, onde ficou bem claro o interesse dos músicos em tocarem juntos numa banda que, inicialmente, seria  cover  do Descendents, banda hardcore californiana. Pronto: numa conversa em um show a banda DogHouse já estava praticamente pronta. Segundo “Baketa”, a ideia inicial de cover foi logo abandonada no primeiro ensaio, onde os rapazes já iniciaram suas próprias composições.

“O nome DogHouse é em homenagem a uma música da banda que, inicialmente, faríamos cover. A gente estava no carro decidindo qual seria o nome do grupo, ouvimos a música e,  pronto, foi esse mesmo! “, explica  Baketa em meio a uma risada.

Os rapazes funcionam musicalmente muito bem, já que o processo de composição ocorre de uma forma muito natural, sem cicatrizes, como conta o baterista da banda: “A gente faz música em todo ensaio… sem exagero!  O Lê faz uma letra pra música que a gente fez. Ou o Arthur. Às vezes, os dois já chegam ao ensaio com músicas prontas. Eu não escrevo porque meu estilo é mais Ramones e em português.  Não combina com a banda”, justifica.

Ano passado a banda lançou seu EP “Boneless Meat”, contendo cinco faixas, gravado de forma caseira e lançado no show que fizeram no Áudio Rebel, em Botafogo, Zonal Sul carioca. Nesta noite, a DogHouse tocou com a banda Fistt que, segundo os integrantes, serviu como inspiração para eles. O EP chegou a ser distribuído no Chile e na Argentina por selos dos países latinos e tem como hit o faixa “Soundtrack”, que ganhou um clipe há pouco tempo.

O som dos caras foi comparado ao do cast de bandas como Wreck, Epitaphe, Lookout  por  Wladimyr Cruz, do Zona Punk. Se a referência ao boom de 97 do bom hardcore não o deixa curioso para ouvir o som da DogHouse, ao menos se deixe ser surpreendido. Seus ouvidos vão agradecer!

Página oficial da banda

Foi colunista da extinta revista digital Acerto Crítico, do ano de 2000 até seu término em 2006. Foi colunista fixo dos blogs Jovem Repórter e CulturaNI , onde abordava cultura pop, música, cinema e cotidiano cultural da Baixada Fluminense. Escreve contos no seu blog pessoal “Se Nada Mais Der Errado”. Colabora com o CineZen desde 2010. É roteirista por formação – e, por orgulho – da HQ “Cotidiano”, pela editora “Maustouche”. Escreveu o roteiro dos curtas-metragens ” Ainda bem que estamos aqui” e ” Se nada mais der errado”. É autor de “Pequenos botões e grandes blusas”, distribuído digitalmente de forma gratuita.

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