Phone

phonePhone, interPhone, telePhone, IPhone, iPhode, ali não pode.

Os aparelhos até são úteis, mas os inúteis não sabem fazer deles o melhor uso e vem o abuso, a falta de cérebro, a surdez mental…O homem, animal irracional usa o tal material sem medidas, sem noção de tempo, de espaço e nem percebe que o tal do Phone prescinde de berros para que a voz ou o zurro seja ouvido lá adiante, distante, onde a puta os pariu. Berram como cabras ou ornejam como asnos, nos transportes coletivos, nos cinemas, nos consultórios e até em outras salas de espetáculos.

Alguns raros, com percepção e senso de qualquer coisa, desligam as trolhas em locais públicos de acesso restrito, os outros não somente deixam as suas coisas ligadas, mas fazem uso indevido delas a qualquer instante…Coisa de meliante!

No escuro do cinema ou muito pior, durante a apresentação de uma peça de teatro, na penumbra da plateia se acende a luz intensa da tela de uma máquina maldita e a “dona” ou o “coiso” tecla para os amigos, nas redes ou nas camas sociais, para dizer que está “assistindo” o espetáculo, na mais pura demonstração de idiotia crassa, que os do mesmo nível nem percebem e imitam assim que possível.

Entre fileiras, a luz do iPhone incomoda a todos os que estão atrás.

Na cama, ela interrompe a phoda, para twittar o gozo que nem chega porque ela está mesmo ligada no iPhode. Não phode! Se o faz é com a paciência do parceiro, do paciente que brocha de desespero e com a frieza daquela boneca de plástico aquecida e plugada numa máquina falante. Depois chora e diz que foi esquecida…Ida.

Sem volta.

É soda!

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