Quando a barata sai caro

Dia destes, um jornalista da cidade comentou numa das redes sociais, que uma amiga dele havia encontrado uma barata dentro de um pão, comprado numa padaria da região mais ”nobre” de Santos. Procurado pela cliente, o dono do estabelecimento simplesmente argumentou que “essas coisas acontecem”, mostrando que o nível de respeito ao consumidor ainda é ínfimo e rasteiro.

Ontem, depois de longos contatos telefônicos com empresas de fotografias, também aqui em Santos, detalhando o serviço que eu procurava, optei por aquela que oferecia a opção mais barata. De posse dos slides, nos dirigimos a pé – numa longa caminhada, desde a avenida Conselheiro Nébias – até a rua Guararapes, ali pertinho do campo do Santos Futebol Clube.

Além do péssimo atendimento, a funcionária despreparada ainda insistia em mostrar a tabela de preços, negando o valor passado por telefone, dizendo que a pessoa que me atendera fora almoçar. Quis falar com o dono da loja, que não apareceu, mas foi ótimo, pois, pelo nível de atendimento, provavelmente colocaria em risco os filmes que têm mais de cinquenta anos e retratam parte da minha juventude. Optei por pagar mais caro, em uma conhecida loja, no centro da cidade.

O jornal de hoje, estampa a reclamação de uma ex-cliente (a dedução é minha) de uma famosa rede de lanchonetes, na loja de São Vicente, onde uma barata passeava tranquilamente junto da mesa onde ela estava sentada. Depois de chamar os atendentes, pois o inseto ainda permanecia no vidro da janela, do lado de dentro da loja, ela ainda foi vítima de chacotas feitas pelos funcionários.

Em alguns estabelecimentos mal gerenciados, paga-se muito por um atendimento de péssima qualidade e aí se descobre que (qualquer que seja o sexo) a barata sempre sai caro.

4 thoughts on “Quando a barata sai caro

  1. Querido Carlos Gama, depois do episódio do rato passeando na praça de alimentação do Iguatemi e um monte de madame botando fora de Luis Vitton (risos) eu não duvido de mais nada. Abraço.

  2. Meu caro Márcio Callegaro, a cada dia que passa diminuem a chances de duvidarmos de alguma coisa.
    Por aqui vale tudo, desde o modelo estúpido das tomadas padrão (encomendadas provavelmente pelos fabricantes, com o objetivo de fazerem trocarmos tudo o que está aí, há anos) até o carvão “estranho” (um tipo padrão, cilíndrico, prensado, com odor ácido e incomum, do qual não sobra nada ao final, a não ser um pó avermelhado, com ares de alto-forno) que se compra hoje para acender as churrasqueiras.
    Estamos entregues às baratas…Daí, talvez, o nosso sangue.

  3. Quanto a esta área de serviços, Gama, fui buscar um estabilizador nesta última sexta, que pedi para uma assistência autorizada da fábrica fazer o serviço, e… quando olhei o aparelho, me recusei a levar embora. Simplesmente o gabinete além de não estar travado, o fio de energia estava totalmente fora de seu lugar de suporte. Resumindo: uma m… E sei lá se vai funcionar direito. Está tão complicado que quando a gente encontra um bom serviço, um bom atendimento, a gente até estranha. Abraço.

  4. Márcio
    A questão é complexa, o problema é desmesurado e as soluções invisíveis.
    A cada circuito dos ponteiros dos relógios, piora a qualidade (?) da quase totalidade dos serviços prestados aos consumidores, aos eleitores e aumenta o nosso desânimo, assim como cresce o nosso silêncio cômodo ou desacreditado.
    Somos a constituição de um país sem futuro.

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