Cachoeiras e Pingos D’água

Essa história, longa história, do envolvimento do “bicheiro” Carlinhos Cachoeira com políticos de todos os níveis – níveis estruturais, porque o tal de morais é outra coisa, que parece passar bem longe daqui – ocupa espaços desmedidos na mídia, gerando textos e comentários com a mais veemente revolta e inconformismo, porque todos fomos pegos de surpresa, especialmente “eles”, os que sabem com certeza que, se a “banca” não foi recebida por herança, tampouco começou com um Carlinhos Pingo D´água.

Imagine-se um contraventor – gente que ninguém sequer sabe que existe – corrompendo funcionários públicos, minando a sólida e moral estrutura do estado; é o “the end”, é o final da trilha na beira do abismo.

É hora de dar um basta nessa situação e na ação maléfica ímpar desse infrator das leis sólidas e rígidas que regem o nosso país, antes que acabemos descobrindo o que não deveríamos ou que venham a público como novidade, o que se vê todos os dias nas esquinas do país – em bancas e mesinhas nas calçadas – e nos carros de luxo nas portas da maioria das repartições públicas ou nos eventos sociais em clubes que só abrigam a “nata” da sociedade.

A moral e a ficção do país estão em jogo, correndo o risco de despencarem em cascatas, tudo por conta de uma mísera cachoeira, uns respingos de águas servidas, que já vem teoricamente perdendo a intensidade e deve sucumbir rápida e extra-oficialmente.

Todo o esforço é válido; só não vale a cara de espanto, o faz-de-conta e este ensaio de “a revelação dos bichos”. Não os bichos de Orwell, mas aqueles que fazem da sociedade uma eterna aposta em nome do vício, da moral capenga, da necessidade ou da ganância de cada um.

Desça-se o pano sobre a encenação e que cada qual continue recebendo o seu, sob o aplauso público em dia de eleição.

Todos a favor do Pina.

Lá vem o carro-pipa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *