Pierre Schoendoerffer (1928-2012)

O cineasta, escritor e repórter de guerra francês Pierre Schoendoerffer, ganhador de Oscar de melhor documentário, morreu nesta quarta-feira aos 83 anos em um hospital dos arredores de Paris no qual havia sido submetido a uma cirurgia, informou a imprensa francesa.

Diretor de documentários, membro fundador dos prêmios César e vice-presidente da Academia de Belas Artes francesa, da qual fazia parte desde 1988, Schoendoerffer iniciou sua carreira profissional no Exército francês, ao qual aderiu depois de saber que havia serviço cinematográfico.

Sua experiência militar começou nos anos 50 na Indochina francesa, região em que acabou sendo feito prisioneiro durante uma batalha. A experiência serviu para descobrir sua vocação para o jornalismo, profissão à qual se dedicou após a libertação.

Schoendoerffer viajou para Marrocos e Argélia, onde documentou o início da guerra da independência, e em 1956 rodou seu primeiro filme, “La passe du Diable”.

Desde então, alternou longas-metragens de ficção e documentários. Em 1963 escreveu seu primeiro romance, “A 317eme section”, que adaptou para a grande tela em 1965.

Entre seus romances, “Le crabe-tambour”, escrito em 1977, recebeu o Grande Prêmio de romance da Academia francesa, enquanto o documentário “La section Anderson” valeu a ele Oscar em 1968.

A guerra na Indochina descrita por Schoendoerffer, classificada unanimemente como lenda, serviu de inspiração a Francis Ford Coppola e John Milius para a ambientação do filme “Apocalypse Now”.

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