Novo Conan faz antigo parecer Cidadão Kane

Na era Hiboriana, um grupo de feiticeiros reúnem vários pedaços de crânios de alguns reis mortos e criam uma máscara com o poder de dominar toda a humanidade. Depois que esses feiticeiros foram derrotados, Corin (Ron Perlman), um bárbaro, destrói a máscara, mas guarda para si um pedaço. Em meio à uma guerra no campo de batalha, Corin faz uma cesariana às pressas – ou melhor – ele arranca um bebê de sua mulher, que ferida, queria ver o filho antes de morrer. E para desespero dos fãs, nasce “Conan, O Bárbaro”.
Conan cresce entre guerreiros habilidosos e a violência é a sua rotina. Ele é o tipo do cara que destrói tudo e que mostra apenas algum afeto pelo seu pai, que o treina para ser o maior de todos. Para se ter uma ideia da brutalidade do protagonista, quando adolescente, participa de uma caçada com alguns competidores. Alguns minutos após o começo, ele retorna da floresta segurando as cabeças de seus oponentes e cuspindo um olho.
Um dia, a aldeia em que vive é atacada pelo bruxo Khalar Zym (Stephen Lang). Khalar assassina Corin, extermina a aldeia e recupera uma das partes da máscara, que pretende juntar para reviver sua mulher, a bruxa Maliva, e conquistar o mundo. Conan é o único sobrevivente e jura que irá vingar o pai e recuperar a sua espada.
Vinte anos depois, Conan (Jason Momoa) tornou-se tudo aquilo que os seus pais desejavam: a personificação da violência. Ele fica sabendo que o inimigo planeja sacrificar uma descendente dos feiticeiros de Acheron para desencadear o poder da tal máscara. Para isso, Khalar conta com a ajuda de sua filha, a esquisita feiticeira Marique (Rose McGowan), e invade o mosteiro atrás de Tamara (Rachel Nichols). Tamara vive junto com outras moças e um pouco antes tinha ouvido de um profeta que ela seria salva por um destemido guerreiro. Adivinhem quem?
Especialista em destruir remakes, como “O Massacre da Serra Elétrica” (2003) e “Sexta-Feira 13” (2009), o diretor Marcus Nispel não resistiu à tentação e deu a sua contribuição para acabar com esse também. Afirmar que não chega aos pés do original é um tanto redundante, só que aqui não há nenhum sinal do charme, da tensão e da breguice do filme lançado há quase 30 anos. Há algumas cenas realmente interessantes, principalmente uma luta de Conan contra um exército de soldados de areia. Se o espectador esquecer que um dia o carismático Schwarzenegger viveu esse papel e resolver mergulhar nessa aventura de gosto duvidoso, poderá até se divertir e ver que mesmo depois de muita carnificina, os brutos também amam.
CONAN, O BÁRBARO
(Conan The Barbarian, EUA, 2011).
Direção: Marcus Nispel.
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, Sean Hood.
Elenco: Jason Momoa, Ron Perlman, Rose McGowan, Stephen Lang, Rachel Nichols, Bob Sapp, Leo Howard, Steven O’Donnell, Nonso Anozie, Raad Rawi, Laila Rouass, Saïd Taghmaoui, Milton Welsh, Borislav Iliev.
Ação / Fantasia.
112 minutos.
Estreia no Brasil: 16/09/2011.
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este é o ponto: trata-se de uma história diferente das duas filmadas com o schwartza, então fica mais fácil desconectar-se da versão do brucutu austríaco, e se divertir com esta aqui. sério, funciona.
Assisti ao Conan no cinema e confesso: fiquei com vontade de pedir meu dinheiro de volta.
O Filme é mal feito, o diálogo é péssimo, os atores são horríveis e o enredo bisonho.
Um dos piores filmes que assisti em minha vida, ficando atrás apenas do Princípe da Pérsia. Bizarrices de holywood.
As cenas de batalha não são mostradas. A luta acontece tão perto do burro cinegrafista que vc só consegue ver sombras e sombras. É muito ruim. O Conan da década de 80 vc podia ver pelo menos as lutas, tinha um enredo significante e trazia consigo o fator surpresa, como a morte da rainha Valéria durante uma cavalgada no abismo. Esse novo é tão cheio de obviedades que chega a cansar até as crianças que estavam assistindo ao meu lado.
Enfim, cada um tem seu gosto, mas confesso que há tempo que nenhum filme de aventura me causa alguma emoção, por menor que seja.
Abraços André e parabéns pelo site, cada dia melhor.
Olá Ari! O novo Conan é uma tristeza só. Não traduz em nada as qualidades do gibi. O antigo, apesar do Mr. Schwarzenegger falando “go to hell” com sotaque super forçado rsrs… tinha elenco coadjuvante bacana. Creio que o Jean tentou passar na crítica foi, que de tão ruim, o filme é risível e aí pode até divertir quem aprecisa tosquices. Grande abraço e sempre bom contar com sua presença no site. André
André, concordo em gênero, número e grau com sua afirmação. Os remakes estão nos decepcionando, espero ansiosamente por Robocop, tomara não me decepcionar. Para mim, o melhor remake até agora foi Robin Hood, o resto foi triste. Abraços e parabéns pelo site. Um belo espaço para impressões e expressões culturais.
Hehehehehe… por isso é que eu nem vou…