A Borboleta

Esta é uma história sobre um menino que na Índia foi visitar um guru.
O guru estava sentado e o menino observou algo em sua mão.
O menino olhou, mas não sabia exatamente o que era, então perguntou:
– O que é isto?
O guru respondeu: – É um casulo, um casulo de borboleta!
O menino, então disse: – Posso pegar?
– Sim, até dou pra você, mas você deve prometer-me que terá paciência em esperar o casulo se romper!
O menino prometeu levar o casulo e cumprir o que o guru pediu, e assim foi para sua casa!

Ele então, depois de uns dias, se sentou com o casulo nas mãos e observou uns movimentos dentro do tal casulo, viu que havia dentro uma delicada e linda borboleta tentando sair enquanto batia suas asas, seus movimentos eram fracos e não parecia que a levariam sair do casulo!

O garotinho vendo aquilo, queria desesperadamente ajudar a pobre borboleta!
Finalmente quando ele não podia mais suportar a tensão de ver aquilo, violou o casulo, empurrou as duas metades do casulo ajudando a borboleta a sair, contrariando assim os pedidos do guru!

Então a borboleta conseguiu sair e foi voar, mas de repente, caiu no chão e ficou imóvel. O menino a pegou com cuidado e viu que estava morta!
Ele então caiu em lágrimas e voltou para o guru, mostrou-lhe a sua borboleta morta!

Disse o guru: – Você vê criança, o quanto é importante quebrar o casulo sozinho?
– Sim! – Respondeu o menino!
O guru completa: – Quando a borboleta tenta sair do casulo, a única maneira que ela tem para fortalecer as suas asas é as batendo, então ela as bate e bate, de novo e de novo… Elas crescem e fortalece os músculos! Mas quando você ajudou a borboleta, impediu de crescer e
desenvolver os músculos destas asas, é por isso borboleta caiu no chão e morreu!

Nascido em Guarulhos, São Paulo, escreve desde 2008, não tem influencias literárias, usa sempre suas próprias métricas e regras, escreve não para se tornar conhecido, mas sim para dividir seu conhecimento! Mais sobre sua obra no seu blog.

14 thoughts on “A Borboleta

  1. Parabens meu querido!
    um belíssimo conto,vc sabe o quanto te admiro;
    cada um mais lindo que o outro. continue sempre
    assim nos presentiando com seus belos textos lindos… bjs
    susseço sempre.

  2. Sim.
    A Borboleta . ..
    Não devemos apressar as leis naturais . Pagamos o preço.
    Saudades dos teus contos srsrrsrs Bom Ler e mais ainda CONTAR rsrsrsrs
    O simples está em simbiose com o erudito, conciso e direto,no conto do amigo poeta PJ, que adeja na asa-delta sua sensibilidade, criativa surpreendendo-me com a sua versatilidade.
    Parabéns mais uma vez Poeta escritor que adimiro e tenho carinho.
    Beijos, Lú

  3. Ju,
    Você sempre nos surpreende…
    Quando achamos que você se superou, você vem e prova que ainda tem muito a nos mostrar e que superação, é a sua palavra de ordem diária… Atinge um objetivo, enquanto outro já está sendo esquematizado em sua cabeça de poeta brilhante que é!!
    Ficou lindo esse texto, nos leva a refletir inclusive, sobre a criação que damos a nossos filhos, sobre a relação de amizade que mantemos com as pessoas, sobre as relações no trabalho, enfim… É maravilhoso!!
    Só tenho a dizer que tenho muito orgulho de contar com a amizade de alguém como você, que apesar de muito talentoso, é de uma modéstia ímpar e que além disso, é dono de uma alma e de um coração de ouro!!
    Beijos, querido!!

  4. Um texto muito bonito!
    Refleti que durante a minha vida,tudo o que forcei acontecer,não durou.
    O que acontece de modo natural fica agradável na mente,por isso dura muito…mas
    a paciência é uma virtude que não é fáci de obter!!!
    obrigada sempre,beijos

  5. Poeta maior,

    Bravissimo! Linda forma de transmitirs ensinamento tão fundamentais à vida das pessoas.
    Beijos

  6. Existem coisas que ninguém pode fazer por nós.

    Abraços…

  7. Parabéns querido Amigo!
    Lindo conto.
    Quanta sensibilidade existe em sua alma de poeta!
    Adorei.
    Bjus no seu coração!

  8. Agradeço todas as pessoas que aqui me prestigiam com seus comentários, agradeço também por todos acreditarem em mim!

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