Lanterna Verde traduz em imagens o rico universo do herói nos gibis, mas o resto…


Após tantas e cada vez mais frequentes adaptações de heróis para o cinema, é a vez do “Lanterna Verde” demonstrar os seus super poderes e deixar claro:  por mais incríveis que sejam os efeitos visuais e a dramatização da história, que referências aos quadrinhos possam emocionar os fãs, a sensação ao espectador geral é que tudo isso já foi visto em momentos similares de outros filmes baseados nos gibis.

A história começa milhões de anos antes da Terra. Os imortais Guardiões do Universo usam a essência verde da vontade para criar uma força. A galáxia é dividida 3.600 setores, e cada um deles é representado por um ser escolhido pelos anéis verdes, que deverão enfrentar criaturas malignas, inclusive Parallax (voz de Clancy Brown), aprisionado no setor 2.814.

Corta para a atualidade. Depois de uma batalha, Parallax escapa e fere Abin Sur (Temuera Morrison), que sentindo não ter muito tempo de vida, vai à Terra encontrar um sucessor digno para assumir a responsabilidade que é ser um Lanterna Verde.

Enquanto isso, Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um destemido piloto de avião que faz as coisas sempre do seu jeito. Aos poucos vamos descobrindo que ele carrega um forte lado emocional, principalmente quando está pilotando. Através de flashbacks, ficamos sabendo que o seu pai foi vítima de um terrível acidente aéreo.

Também há o Senador Robert Hammond (Tim Robbins), que convida o filho cientista Hector (Peter Sarsgaard) a fazer uma autópsia nos restos encontrados de Abin Sur. Hector, maravilhado com a experiência, não se dá conta que acaba se contaminando com um pedaço de Parallax e adquire poderes telepáticos e passa a se transformar.

Boodikka, Lin Canar, Ngila Grnt, Stel, Abin, Hal Jordan, Kilowog, Tomar, Penelops, Sinestro, Ramey Holl e G'Hu

Logicamente o destino de todos os personagens está ligado.

O diretor Martin Campbell (“007 – Cassino Royale”) mesclou momentos dramáticos com muita ação e conseguiu tornar interessante a história de um super-herói que não tem o poder midiático de Superman ou Batman. O filme não é ruim, mas como já foi dito, tudo o que há em “Lanterna Verde” demonstra a miscelânea de referencias já utilizada diversas vezes em outras produções.

A alta dose de humor prejudicou feio o filme nos Estados Unidos, onde foi massacrado pela crítica e fracasso retumbante de público. Tanto que a Warner repensa a viabilidade de uma continuação (ainda que haja uma brecha para um próximo longa).

Uma pena. Visualmente espetacular, “Lanterna Verde” traduz em imagens o rico universo do herói e da tropa nos quadrinhos. Ouvir o juramente pode emocionar quem é chegado em HQs. Mas abre mão de transportar a força dos personagens para a telona e carece de atuações inspiradas – Blake Lively é gostosa, porém é uma nulidade enquanto atriz. Ainda que “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e recentemente “X-Men: Primeira Classe” provem que vale investir em bons filmes, há produtores e roteiristas que ainda considerem o espectador apto a engolir qualquer coisa.

Dica: Lançado direto em DVD poucos dias antes do filme nos cinemas, a animação de longa-metragem “Lanterna Verde: Cavaleiros Esmeralda” tem tudo para agradar mais aos fãs.

LANTERNA VERDE
(Green Lantern, EUA, 2011).
Direção: Martin Campbell.
Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim, Michael Goldenberg.
Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins, Angela Bassett, Jay O. Sanders, Taika Waititi, Temuera Morrison, Geoffrey Rush, Michael Clarke Duncan, Warren Burton, Salome Jens.
Ação / Ficção científica / Fantasia.
114 minutos.

Estreia no Brasil: 19/08/2011.

Leia mais sobre e comente o filme também no Cinemaki

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *