Os 25 anos maravilhosos da Pixar


O cinema atual dificilmente vê alguma revolução, algo realmente novo, com frescor, apontando novos caminhos. Seja no sentido técnico, ou no artístico. Ok, tecnicamente surgiram as câmeras utilizadas em “Avatar”. Mas tem sido raro quem alie tecnologia e, principalmente, talento, para criar obras absolutamente inovadoras.

Em Hollywood, produtores preferem investir em fórmulas prontas. Repetidas interminavelmente. Isso quando não se acomodam por completo e fazem as refilmagens, geralmente piores que os originais. Nem assim têm acertado. Já vimos de tudo, e pensamos muito antes de sair de casa e conferir o lançamento da semana. No cinema independente, também. Não há a mesma criatividade de antes.


Por isso mesmo, é preciso celebrar os 25 anos da Pixar. São duas décadas e meia de serviços, e que serviços, prestados à sétima arte, ao mundo. Inovadores, emocionantes, atemporais e universais. Capazes de agradar crianças, jovens e adultos. Homens e mulheres. Entreter e gerar reflexão.  E tudo feito fora de Hollywood!

A semente surgiu na divisão de informática da LucasFilm, de George Lucas (“Star Wars”). Em 1986, a Lucasfilm Computer Graphics seria comprada por Edwin Catmull e Steve Jobs (co-fundador da Apple), e transformada na Pixar Animation Studios.

http://www.youtube.com/watch?v=TNMpa5yBf5o&feature=player_embedded Trailer de “Toy Story 3” 

Nos primeiros meses, a companhia desenvolveu hardwares. Um sujeito, admirador de Walt Disney, Hayao Miyazak e que trabalhara com George Lucas, foi o responsável pela guinada: John Lasseter. O cineasta pegou tanto no pé dos chefes, que deu vida ao primeiro curta da marca: “Luxo Jr.”, lançado em agosto daquele mesmo ano.

Na época, a importância da Pixar passou despercebida do público. Profissionais do cinema, no entanto, celebraram.

Os curtas de Lasseter apontaram o caminho, sedimentado em 1995 pelo clássico “Toy Story”. Primeiro longa animado feito inteiramente por computação gráfica, competiu de igual para igual, em complexidade e “interpretação”, com as melhores fitas live-action.

http://www.youtube.com/watch?v=ZisWjdjs-gM&feature=player_embedded Trailer de “Wall-E” 

Vieram “Vida de Inseto” (1998), “Toy Story 2” (1999), “Monstros S.A.” (2001), “Procurando Nemo” (2003), “Os Incríveis” (2004), “Carros” (2006), “Ratatouille” (2007), “Wall-E” (2008), “Up, Altas Aventuras” (2009), “Toy Story 3” (2010). Sem contar os curtas. Trabalhos inovadores, emocionantes e atemporais. Para crianças, jovens e adultos. Capazes de entreter e gerar reflexão. São mais de 20 estatuetas no Oscar e US$ 6 bilhões arrecadados mundialmente.

Pertencente à Disney desde 2006, o estúdio possui independência criativa. Mescla o humor físico e provocante de Chaplin, o humanismo de Frank Capra, a sabedoria do cinema oriental, a genialidade de Walt Disney.

“Carros 2” está aí. A crítica ficou dividida, pela primeira vez. Apesar de não contar com a profundidade das produções anteriores, é diversão competente. Que venham mais 25, 50, 100 anos de Pixar. O cinema e nós agradecemos.

Abaixo, cinco dos curtas que permeiam a magnífica história da Pixar:

“Luxo Jr.” (1986), de John Lasseter
http://www.youtube.com/watch?v=8t25RR_8ciw&feature=player_embedded

“Red’s Dream” (1987), de John Lasseter
http://www.youtube.com/watch?v=W6hImtdhjnw&feature=player_embedded

“Tin Toy” (1988), de John Lasseter
http://www.youtube.com/watch?v=r_n6KT9nukU&feature=player_embedded

“Knick Knack” (1989), de John Lasseter

“Dia e Noite” (2010), de Teddy Newton
http://www.youtube.com/watch?v=VpN0vwgVBZk&feature=player_embedded

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