Literatura

Antologia Contempoemidade é amálgama de relações espaciais

Aviso: o espaço a seguir contém altas doses de linguagem poética — e não é mera coincidência
Por Madeleine Alves (03/06/2011) // 14 comentários

Espaço. Do latim spatiu. Apesar de muito bacana, não é preciso tripular uma nave na NASA para sentir a influência do espaço sobre nós. Que o digam os claustrofóbicos. Que o diga você.

Tudo no mundo é espaço. O que ocupamos, como nos relacionamos, com quem, quem somos, para onde vamos… Uma divisória e um cubículo fazem uma diferença maior do que o nosso cérebro pode registrar.

Este ano, na Livraria Cultura, foi lançado em São Paulo um quadrilátero de 11 X 18 cm cheio de páginas chamado Contempoemidade — Olhares sobre o Espaço que nos Cerca, pela Editora Mirfak. Nele, têm lugar os poemas de André Luiz Lacé Lopes, Ari Mascarenhas, Ewerton de Souza, Gabriela Saraiva Malheiros, Marcio Callegaro e Violeta Pandolfi.

“O espaço, tão marcado e discutido na prosa, muitas vezes passa incólume na poesia, ainda que o gênero lírico seja a melhor maneira de representá-lo, ou melhor, de vivenciá-lo. Não assistimos a um espaço, sentimos um espaço. Do contrário, ele passaria sem provocar a menor diferença na observação humana.” — relata Ari Mascarenhas, no prefácio do livro.

Sob a influência de um dos maiores “designers— com toda a liberdade com a qual esta expressão possa ser apreendida — da literatura brasileira, Guimarães Rosa, os seis autores apresentam aos nossos olhos diferentes aspectos que, juntos, formam uma amálgama de relações espaciais.

André Luiz e seus poemas crônicos, frutos de uma aguda observação do cotidiano; Ari Mascarenhas e a variabilidade de locações, palavras ocupando o papel, dispostas de muitos modos, a moldar uma mental interrogação inquietante; fluem de Ewerton poemas e miríades de conceitos em fast-forward, que podem lhe desorientar — se preciso, lance mão de uma bússola; Gabriela e seu olhar estrangeiro, atenta e de palavras em riste para captar o estranho, o peculiar; Marcio e sua música narrativa, a embalar-nos na maresia e dispondo reviravoltas diante do conhecido; por fim, Violeta dirige uma gôndola metafórica, levando-nos a um passeio cíclico.

Certamente, o espaço literário enriqueceu-se com esta antologia, que não só cabe no seu bolso como reverberará por suas proporções mentais. Dê-se a oportunidade de expandir.

Os autores, no lançamento em São Paulo (Foto: L.Augusto)

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14 Comentários
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  1. Adorei o artigo. Madeleine você realmente captou a proposta da Antologia. Ela é um convite para que outras pessoas possam poetizar o espaço prosaíco e, por vezes, opressor, do seu dia-dia. Muito obrigado. Apenas gostaria de fazer uma observação, se me permite, o nome da editora é Algol, Mirfak é o nome do selo dessa série. Um forte abraço. Valeu!!!

  2. Maravilhoso! Parabéns a todos.

  3. Parabéns aos autores e à editora Algol pelo belo lançamento, mal vejo a hora de poder desfrutar meu exemplar. O tema do espaço na poesia é, realmente, sedutor.

  4. Obrigada Madeleine, adorei sua leitura de minhas poesias. Beijos

  5. Parabéns a todos os autores pelo belo trabalho lançado e que obtenham aquele sucessssssoo
    Espaço é algo que se ocupa, que a gente vê, mas muitas vezes passa despercebido.
    Em poesia, então, é sensacional.

  6. Querido amigo Márcia Callegaro, estarei lá na tarde de autógrafos para te dar a maior força, vc merece, isso e muito mais. Vc é ótimo!!! Essa editora não vai se arrepender de apostar em vc. Bjocas.

  7. Querido amigo Márcio Callegaro, estarei lá na tarde de autógrafos para te dar a maior força, vc merece, isso e muito mais. Vc é ótimo!!! Essa editora não vai se arrepender de apostar em vc. Bjocas. Escrevi de novo , pois errei o nome do meu amigo, kkk.

  8. Olá, Su, obrigado por suas gentis palavras, como pessoa que acompanhou de perto essa minha trajetória e sabe do esforço feito para atingir um patamar decente com a escrita. Quanto ao nome, vivemos em um mundo de Márcias e Márcios (é impressionante isso!…), já erraram meu nome um número incontável de vezes. Lembra numa época aí do Fórum: Márcio, Márcia, mais Dr. Márcio e João Márcio… putz, é demais. Costumo dizer: somos de Marte, somos guerreiros. Fico aguardando o pessoal aparecer lá na Realejo. Beijo

  9. MARCITO CALLEGARO,
    VC ARRASOU EM SUA COLOCAÇÃO E A MADELEINE MAIS AINDA COM A POSTAGEM, ISTO NOS PROVA O QUANTO É DURISSIMO SABER USAR A ESCRITA EM NOSSO FAVOR, AMANHA SEREI A PRIMEIRA DA FILA DA REALEJO PQ VC SABE MEU CARINHO, MEU RESPEITO E MINHA ADMIRAÇÃO POR SUA PESSOA. C SABE BEM DISSO.
    BJS E ATÉ AMANHA
    RUBIA MENEZES

  10. querido amigo Calle, muito sucesso para o livro – poesia é fundamental.

    grande abraço,

    Helena

  11. Parabens, Marcio!
    Sucesso, sucesso e sucesso!
    Como disse a Helena:
    Poesia e’ preciso….
    E eu preciso.
    Bjs
    Day

  12. Muito obrigada aos escritores por, além do trabalho maravilhoso, prestigiarem esta coluna — que, se é bem-sucedida, deve-se em muito à qualidade literária excelente do livro de vocês. Obrigada a todos pelos comentários e leitura!

  13. MADELEINE LINDA, MEU AMIGO MARCIO E DEMAIS AUTORES,

    NAO FOI POR ACASO QUE O LIVRO EU COMPREI, PQ OS POEMAS SAO BEM O QUE A MAD RELATOU E ISTO É PRIMORDIAL NOS TEMPOS ATUAIS, NOS FAZEM REMETER AOS VELHOS TEMPOS DE QUE GRAMATICA É FUNDAMENTAL SEMPRE E QUE PRECISAMOS DE OBRAS DE ARTE PRA FAZER BELAS PALAVRAS

    BJS E PARABENS PRA CS

  14. Obrigado a todos que estiveram prestigiando o evento neste sábado, 4 de junho, na Livraria Realejo, aqui em Santos. Quem não pôde ir (estava frio pra caramba) o livro continua lá, à disposição de todos. Obrigado em especial a André Azenha, Carlos Oliveira e Madeleine Alves, cujas presenças tanto enobreceu o evento. Evoé…

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