Os 85 anos de Marilyn Monroe

Musa, Deusa do cinema, maior estrela hollywoodiana nos anos 50, quiçá de toda a história da sétima arte. Há exatos 85 anos nascia Norma Jeane que, anos depois, ficaria mundialmente conhecida como Marilyn Monroe. De infância difícil, precisou viver em lares adotivos, lidar com a doença mental da mãe e crescer sem saber quem era o pai.

Atuou em vários pequenos filmes, posou nua para um calendário. Tornou-se imortal ao estrelar clássicos como ”Os Homens Preferem as Loiras”, “Como Agarrar um Milionário” e “Torrentes de Paixão” (os três de 1953), ”O Pecado Mora ao Lado” (1955) e ”Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este considerado, muitas vezes, a melhor comédia de todos os tempos.

Em “Como Agarrar um Milionário”

Rotulada injustamente de loira burra, Marilyn buscou, ao longo da carreira, reconhecimento artístico. Não foi o tipo de estrela afetada, que se deslumbra facilmente com o sucesso. Chegou a deixar Hollywood e se mudar para Nova York, onde frequentou o respeitado Actors Studio.

Seu potencial dramático, no entanto, pode ser comprovado em filmes como “Almas Desesperadas” (1952) e “O Rio das Almas Perdidas” (1954), disponíveis em DVD.

http://www.youtube.com/watch?v=L3Z-hETm5IU&feature=player_embedded Trailer de “Como Agarrar Um Milionário”

Ditou a moda, foi imitada à exaustão. Executivos de estúdios concorrentes sempre buscavam encontrar a sua “Marilyn”. Em vão.

Casou-se muito jovem com um conhecido da vizinhança, onde encontrou lar e estabilidade, mas não a felicidade. Também foi esposa do dramaturgo Arthur Miller e amante de Frank Sinatra. No entanto, foi amada pelo ex-jogador de baseball Joe Di Maggio, com quem manteve um relacionamento complicado. Relatos dizem que ele a espancou mais de uma vez. Também foi ele, o único que, após a morte da estrela, continuou levando flores ao túmulo dela.

A inesquecível cena de “O Pecado Mora do Lado”

Há quem diga que ela procurou, nesses relacionamentos, a presença masculina para preencher o vazio deixado pela falta do pai. Assediada por homens e mulheres, conviveu com a paixão obsessiva de uma professora de interpretação.

A morte de Marilyn, em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, até hoje é controversa. “Oficialmente” aconteceu em virtude de barbitúricos usados em excesso que ela tomava contra a depressão. Pode ter sido assassinada pela CIA, numa queima de arquivo, pois suas ligações comprometiam os irmãos Kennedy no poder.

O mistério em torno de sua morte e outros episódios, como o “Parabéns a você” cantado para o então presidente John F. Kennedy, e sua demissão da Fox antes do término das filmagens de “Something’s Got to Give” (1962, reconstituído anos depois), ajudaram a imortalizá-la.

Sentiu-se culpada pela morte de Clark Gable, com quem contracenou em “Os Desajustados” (1961). O astro sofreu um infarto no miocárdio. Marilyn achava que seus atrasos durante as filmagens contribuíram para o desgaste do colega.

No inacabado “Something’s Got to Give”

Quem deseja saber como foi a conturbada vida da estrela deve conferir a biografia A Vida Secreta de Marilyn Monroe, de J. Randy Taraborrelli.

Praticamente toda a principal filmografia da atriz está disponível em home vídeo no Brasil.

Linda, sexy, chique, charmosa, voluptuosa, simples, boa atriz, triste, cativante, sensível, engraçada, leal. Não importam quantos adjetivos sejam dados, a complexidade de Marilyn Monroe jamais será compreendida totalmente. Assim como ninguém poderá substituí-la.

André Azenha
Jornalista por formação, crítico de cinema, produtor cultural, pesquisador, curador, assessor de imprensa. Criou o CineZen em 2009. Colaborou com críticas semanais nos jornais Expresso Popular e quinzenais no jornal A Tribuna. Colabora semanalmente com a Rádio Santos FM. Escreveu entre 2012 e 2017 para o blog Espaço de Cinema no G1 Santos. Criador e coordenador do Santos Film Fest - Festival Internacional de Filmes de Santos, CulturalMente Santista - Fórum Cultural de Santos, Nerd Cine Fest e PalafitaCon. Em 2016 publicou o livro "Histórias: Batman e Superman no Cinema". Já colaborou com sites, revistas e jornais de diversas partes do país. Realizou 102 sessões de um projeto de cinema itinerante. Atualmente participa do projeto Hora da Cultura, pela Secult Santos, levando sessões de filmes e bate-papos às escolas da rede municipal. Mestrando em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Escreveu sobre cinema para sites, jornais e revistas de Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Limeira e Maceió. www.facebook.com/andreazenha01

3 thoughts on “Os 85 anos de Marilyn Monroe

    1. A Marilyn merece todas as homenagens. Deixou uma carreira de filmes clássicos, divertidos, sensíveis. E recebe críticas sem fundamento, por puro preconceito ou inveja. Obrigado pelo comentário! André

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *