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Página inicialArticulistas50 Anos de FilmesA Jovem Rainha Vitória: Formal, antiquado… e impecável
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A Jovem Rainha Vitória: Formal, antiquado… e impecável

Longa tem história real fascinante e visual fantástico


Acadêmico. Formal. Antiquado. Muito provavelmente esses adjetivos devem ter sido usados pela crítica com relação a este “A Jovem Rainha Vitória”. E é verdade. O filme é isso aí – caretão. Acadêmico, formal, antiquado, caretão e muito, muito bom. Impecável, em todos os aspectos.

Já foram feitas dezenas e dezenas de filmes sobre os reis e rainhas e nobres da Inglaterra, e certamente dezenas de outros virão. Há de tudo entre eles, é claro, desde porcarias absolutas, como “Elizabeth – A Era de Ouro”, até obras-primas, como “A Rainha”, passando por filmes corretos mas não marcantes, como “A Duquesa”.

Algumas características diferenciam este “The Young Victoria” dos demais. Uma é que Victoria é figura fundamental na história mais recente; seu longo reinado exerceu enorme influência sobre a Inglaterra e todo o Império Britânico do século XIX e até o início do século XX. Conhecer a era vitoriana, ainda que um pouco, é entender, ainda que um pouco, os valores básicos da Grã-Bretanha, a maior potência do mundo até o início da Segunda Guerra Mundial.

Outra característica é que, pelo que sei, nunca tinha havido um filme sobre a juventude da rainha Victoria. A imagem que normalmente se tem da rainha Victoria é dela madura: uma velha durona, poderosa, cheia de certezas, e solitária, em eterno luto.

Tudo leva a crer que este filme seja bastante fiel à história real, que não seja uma versão muito romanceada dos fatos reais. E a história é fascinante. Tem todos os ingredientes de uma novela: amor, ódio, brigas familiares, intrigas, traições.

Uma princesa criada presa num palácio, longe do mundo

Victoria nasceu em 1819, filha de Edward, duque de Kent e Strathearn, e uma nobre alemã, Victoria of Saxe-Coburg-Saalfeld. O pai morreu quando ela tinha apenas oito meses. O rei William IV, tio dela, irmão de seu pai, não tinha filhos legítimos; seu outro tio, o rei da Bélgica, também não tinha herdeiros. Victoria era, assim, a primeira na linha de sucessão.

Foi criada pela mãe confinada a um dos palácios da realeza britânica, do qual rarissimamente podia sair. A mãe (no filme, interpretada pela ótima Miranda Richardson) era inteiramente dominada pelo conselheiro e administrador de seus bens, John Conroy (no filme, Mark Strong). Esse Conroy e o rei William IV (o papel de Jim Broadbent), o tio de Victoria, eram inimigos figadais; Conroy torcia desesperadamente pela morte do rei antes que Victoria completasse 18 anos – nesse caso, a mãe da garota seria a regente do império.

Apesar de ser a herdeira do trono, Victoria não foi preparada para ser a rainha – sua mãe e Conroy não contavam com essa possibilidade, certos de que o rei morreria antes que a garota chegasse aos 18 anos.

Todas essas informações são passadas para o espectador nos primeiros minutos do filme – em letreiros iniciais, e num monólogo, com a voz de Emily Blunt em off, que abre a ação, enquanto se vêem rápidas sequências de uma garotinha solitária dentro de um belo castelo e nos jardins em volta dele:

– “Algumas pessoas nascem mais afortunadas do que outras. Esse foi o meu caso. Mas, quando criança, estava convencida do contrário. Que menina não sonha em crescer como princesa? Porém, alguns palácios não são como se pensa. Até um palácio pode ser uma prisão.”

O monólogo prossegue. O roteirista Julian Fellowes conseguiu a proeza de fazer um texto ao mesmo tempo didático, que situa para o espectador todo o contexto, e fluente, elegante – didático sem ser chato.

E então corta, e vê-se a cerimônia de coração de Victoria. Uma legenda dá a data – era 1838.

O visual é esplendoroso. Tudo é impecável – fotografia, direção de arte, figurinos.

Há uma rapidíssima tomada, um close-up no meio de diversos planos gerais, que mostra que os pés da rainha que está sendo coroada. Seus pés não chegam a encostar na almofoda colocada no chão, diante do trono. É praticamente uma criança que assume o posto de rainha do Império Britânico.

E em seguida há o primeiro close-up do rosto de Emily Blunt, a jovem atriz de talento tão grande quanto a sorte de receber bons papéis em bons filmes. Emily Blunt exprime tudo o que precisa ser expressado: é uma criança solitária, indefesa, determinada e forte – mas ao mesmo tempo insegura diante do peso que está caindo sobre ela.

E aí, após breves – e belíssimas – sequências mostrando a coroação, corta de novo, e volta-se para um ano antes, 1837. Victoria ainda não fez 18 anos, e John Conroy exige que ela assine o ato que transformaria sua mãe em regente.

Victoria se recusa.

Como peões de um jogo de xadrez


Virão em seguidas muitas intrigas – políticas e familiares. O então primeiro-ministro, Lord Melbourne (Paul Bettany), aproxima-se da garotinha que será rainha. É bonito, elegante, charmoso, persuasivo. Evidentemente, acha que poderá dominar a menina.

No continente, um tutor prepara o jovem Albert of Saxe-Coburg-Gotha (Rupert Friend) para conquistar as graças de Victoria. Albert é sobrinho e herdeiro do rei Leopold da Bélgica (Thomas Kretschmann), outro irmão do pai de Victoria. O rapaz é forçado a falar apenas em inglês, e a memorizar todos os gostos e desejos da jovem herdeira.

Na primeira vez em que Albert e Victoria se encontram, a princípio o rapaz segue à risca o que o tutor ensinou, e recita como suas preferências o que havia aprendido que eram as preferências da moça a ser conquistada. Victoria é esperta, inteligente, e demonstra de imediato que sabe que o outro está seguindo o que lhe foi ensinado. Albert também é esperto, e reage bem: deixa o script de lado e passa a se mostrar como de fato é.

Há um belo diálogo entre os dois jovens, enquanto jogam uma partida de xadrez, dentro do palácio-prisão de Victoria, sob os olhares atentos da mãe e de seu conselheiro Conroy:

Victoria: – “Você já se sentiu como uma peça de xadrez? Num jogo que está sendo jogado contra a sua vontade?”

Albert: – “Você já?”

Victoria: – “Constantemente. Eu os vejo se debruçando sobre o tabuleiro e me movendo.”

Albert: – “A duquesa e Sir John?”

Victoria: – “Não apenas eles. Tio Leopold. O rei. Estou certa de que metade dos políticos está pronta a me segurar e me arrastar de praça em praça.”

Albert: – “Então é melhor você dominar as regras do jogo até que consiga jogar melhor do que eles.”

Victoria: – “Você não está recomendando que eu encontre um marido para jogar por mim, está?”

Albert: – “Seria bom um que jogue com você, e não por você.”

Um reinado de 63 anos

Ao final do filme, antes dos créditos, letreiros informarão (e isso não é spoiler, porque é fato histórico) que Victoria é a monarca que mais tempo ocupou o trono inglês: foram 63 anos de reinado, de 1837 até sua morte, em 1901. E então o letreiro completa: “Até hoje”.

Sim, porque Elizabeth II, a atual rainha, está no trono há 59 anos. E não há qualquer indicação de que ela deixará o reinado nos próximos quatro anos. Ao contrário: tudo indica que Elizabeth II, a avó de William, cujo casamento foi acompanhado por um terço da humanidade outro dia mesmo, vai bater o recorde de sua tataravó Victoria.

Tataravó? Tetravó? Não sei a expressão exata. Se minhas contas estiverem corretas, Victoria é mãe do bisavô de Elizabeth II. Mãe do bisavô significa tataravó – ou não? Sei lá.

Sei é que Sarah Ferguson foi uma das produtoras executivas do filme. Que povo fascinante, esses ingleses, que civilização primorosa. Em que outro país uma duquesa, ex-membro da família real (Sarah foi casada com o príncipe Andrew, o segundo filho da rainha Elizabeth II), seria produtora executiva de um filme sobre a tatatataravó de seu ex-marido?

Ah, sim. E Martin Scorcese foi um dos produtores.

Um filme feito propositadamente de forma clássica

“A Jovem Rainha Vitória” (não vejo sentido em aportuguesar o nome, mas paciência, foi assim que os exibidores brasileiros grafaram) foi dirigido por Jean-Marc Vallée, de Quebec, a província francesa do Canadá. Não vi nenhum de seus filmes anteriores. Este aqui, ele dirigiu como William Wyler costumava dirigir: da forma mais clássica possível, com a determinação clara de evitar imprimir marca pessoal. Contar bem contada uma boa história, sem fogos de artifício, sem invencionices. (William Wyler reagia aos críticos que o chamavam de acadêmico, sem estilo próprio, dizendo, com orgulho, que era um diretor da velha guarda – isso quando o mundo todo babava com a nouvelle-vague, os diversos cinemas novos.)

O filme recebeu nove prêmios e teve outras 11 indicações. Teve três indicações ao Oscar, nos aspectos técnicos, em que é a perfeição pura e simples – figurinos, direção de arte e maquiagem; levou a estatueta pelos figurinos. Emily Blunt teve uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação maravilhosa. Essa menina ainda vai nos dar muitas grandes alegrias.

Uma notinha pessoal – e a admiração pelo visual primoroso

E acrescento uma notinha pessoal. “A Jovem Rainha Vitória” foi o primeiro filme que vimos, Mary e eu, em Blu-ray e na TV nova de grande qualidade (finalmente!). Resisti bastante tempo ao Blu-ray. Não acreditava no que as pessoas diziam, que a diferença do Blu-ray para o DVD fosse quase tão grande quanto a diferença do DVD para o videocassete.

Elas tinham razão, eu estava errado. É impressionante como a imagem é melhor, mais nítida, mais clara. É uma maravilha absoluta.

No seu estilo de querer parecer que não tem estilo, Jean-Marc Vallé e o diretor de fotografia Hagen Bogdanski criaram tomadas que parecem pensadas para serem vistas nos modernos cinemas equipados com os projetores de tecnologia avançada, ou então em Blu-ray com TV de alta definição. Desde a primeira tomada – uma imensa fileira de guardas reais ingleses, vista de lado, com um guarda em primeiro plano à esquerda da tela e dezenas e dezenas de guardas indo até o fundo, à direita – eles parecem querer extrair o máximo que a profundidade de campo permite.

Foi bem escolhido o filme para estrear o Blu-ray. O visual deste bom filme é absolutamente fantástico.

Texto publicado originalmente no 50 Anos de Filmes

A JOVEM RAINHA VITÓRIA
(The Young Victoria, Reino Unido / EUA, 2009).
Direção: Jean-Marc Vallée.
Roteiro: Julian Fellowes.
Elenco: Emily Blunt, Rupert Friend, Paul Bettany, Miranda Richardson, Jim Broadbent, Thomas Kretschmann, Mark Strong, Harriet Walter, Jeanette Hain, Julian Glover.
Drama biográfico / Romance.
105 minutos.

Principais prêmios e indicações:

– Oscar: Figurino.
– Indicação ao Oscar: Maquiagem, Direção de arte.
– Bafta: Figurino, Maquiagem.
– Indicação ao Globo de Ouro: Melhor atriz em drama (Emily Blunt).
– Sindicato dos Figurinistas: Excelência em figurino para filme.

Estreia no Brasil: 18/06/2010.

Lançamento em DVD e Blu-ray: Outubro/2010.

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Sérgio Vaz
Sérgio Vaz

Sérgio Vaz é jornalista (Jornal da Tarde, revista Afinal, Agência Estado, Marie Claire, Agência Estado de novo, estadao.com.br, Estadão, muitos frilas), leitor de jornais, internet e livros, assistidor de filmes, ouvinte de música, e brinca de fazer os sites 50 Anos de Filmes e 50 Anos de Textos.

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